quinta-feira, julho 21, 2016

Ratos

Todos os verões os meus pais se chateiam, e todos os verões o motivo é estúpido. No ano passado chatearam-se porque existe sempre um dia da festa Ferrel que o meu pai arranja maneira de ir sozinho. A minha mãe ficou chateada porque não percebe porquê.

Os homens são criaturas do mal. Andam sempre a dizer que as mulheres são complicadas e paranóicas, mas todo o homem (ou os que eu conheço) têm muito de ratos. São ratos à maneira de cada um. Mas são ratos. O que o meu pai fazia todos os anos era dizer durante o dia ora que ia à festa, ora que não ia. Cansava-se o juízo da mulher que às tantas irritada dizia: Olha não vou! Vai sozinho! E lá ia ele, rato contente, sozinho para a festa. O meu cunhado uma vez escondeu o café lá de casa, mesmo depois de eu comprar imensas caixas de café para toda a gente, e não disse nada até a minha irmã se descoser e dizer que tinha sido ideia dele. O meu primo Diogo trata mal as pessoas, e depois diz mil e uma mariquices que não teve intenção de ofender, e passa sem pedir desculpa, fazendo inception na cabeça das pessoas, que acabam por acreditar que interpretaram mal as palavras dele, quando ele realmente tinha mesmo ofendido, por que é estúpido e manipulador. Um amigo meu 'demonizou' a mãe dele para a poder usar como desculpa sempre que não lhe apetecesse fazer alguma coisa connosco.

Um amigo meu é muito cru a falar dessas coisas. Lembro-me de ficar paranóica porque um moço não respondia às mensagens, e eu comecei a pensar que seria por causa de algo que eu disse, ou porque já se tinha esquecido de mim. Então ele disse-me: Vanessa, é de propósito. Quando voltar a falar vai fazer-se de coitadinho, e vai dizer que não disse nada por que tu não disseste nada. Esse tipo de manipulação é bastante frequente segundo ele, e é totalmente propositada.

Dizem que são mais despreocupados, e não são paranóicos como as mulheres. São ratos... Todos.

Não sei descrever bem que tipo de homem é o meu pai. Calado é o melhor adjectivo. Mas é um calado oportunista, que engole tudo o que ouve, e quando apanha a minha mãe um bocadinho mais mole, mais bem-disposta: Rebenta! É tudo dele. Odeio isso, porque normalmente sobra para mim. Eu é que consolo a minha mãe. Sempre que rebenta, é um todo um vómito de estupidez que não lembra a ninguém. Eu acho que o meu pai tem uma crise de idade dentro dele que, por que ele não tem dinheiro para comprar um carro desportivo, se vai revelando aos poucos em atitudes estúpidas.

A minha mãe, por outro lado, é das mulheres mais independentes que existe. Super desenrascada, a minha mãe é electricista, carpinteira, jardineira... eu sei lá, tudo! Lá em casa. (O meu pai não faz nada. Diz que se precisar que sabe a quem ligar.) Mas depois é muito sensível, sente tudo à flor da pele, principalmente porque ele a apanha assim desprotegida. Todavia, é parva também. Ela fica naquela eu não mereço isto, eu não mereço isto. Se fosse eu virava-lhe as costas e mandava-o ir... enfim. 

E é por isto que eu tenho problemas...

Nicas

É chato ser adulto

É chato crescer. É chato ser adulto. Esta é a conclusão a que se chega quando se acaba o curso, e ainda não se é ninguém. Eu sinto que só vou ser alguém quando tiver trabalho. Quando ganhar o meu dinheiro (que vou certamente gastar todo em material de corrida, e em viagens para sítios inóspitos de mochila às costas). 
Não me interessa muito ser adulta. Não me interessa arranjar um namorado, casar-me, ter filhos... Não me interesso por isso. Toda a gente tem isso. Toda a gente deseja isso para nós... Mas todos temos definições diferentes de felicidade. E amar... Amar é bom, mas magoa demais, e para mim não compensa, não consola.

E durmo mal. Durmo mal porque por mais que tenha o Mundo todo como possibilidade, sinto que o Mundo me tranca as portas. E este Mundo está cada vez mais virado do avesso, e eu não consigo conviver com a falta de respeito e de Humanidade que existe para com as outras pessoas, e a Natureza...

É chato crescer.

Nicas

terça-feira, julho 12, 2016

De dia 10 para dia 11

Ainda durmo mal, ainda cheiro mal, e ainda sinto uma adrenalina e uma ansiedade difíceis de explicar. Primeiro já sou veterinária. Já sou crescida, qualificada em grau de mestre, e agora vou ter de me ir fazer à vida. Segundo, somos campeões europeus de futebol.

No dia 10 já nem queria muito olhar mais para o powerpoint. Não era a apresentação que me preocupava. O que me preocupavam eram as perguntas que me iam fazer, e por onde iam buscar para espremer. Eu sei que sei pouco, e que tenho muito que aprender. Já não me lembrava que se chamava artéria facial transversa, mas sabia que passava junto à órbita, e era por onde se recolhia sangre arterial para medir o 'volume' (coiso) de oxigénio (pressão parcial de oxigénio em milímetros de mercúrio). O pulso jugular à entrada do peito, também é normal e não faz mal a ninguém. Sabia que a hipertensão pulmonar provocada sobrecarga no lado direito do coração, mas claro que precisei de pensar que ia originar lesões valvulares e por aí a fora... A minha tese era sobre arritmias, e a cardiologia não é para meninos. Mas eu disse que gostava dela exactamente por isso, e que me dava vontade de a saber toda, e que esta tese e a revisão que fiz não fizeram de mim cardiologista, nem sabia se algum dia o iria ser, mas que gostava? Oh sim, gostava e gosto.

E estive a ali a lutar contra o cansaço e o sono de uma noite mal dormida, depois de um jogo emocionante que não podíamos perder. Tivemos o bom prenúncio das vitórias alcançadas no atletismo a alimentar uma fé que não era assim tanta, mas que mesmo assim, era gigante. Um jogo que só pensava que fosse como fosse, nem que fosse com o Éder e o Eliseu, e o Eduardo na baliza, e o Coentrão sem condições e de havaianas repescado das bancadas, porque o Payet tinha dado porrada a toda a gente (sem que fosse considerado falta): Tínhamos de ganhar. Chegou uma altura que parte de mim começou a achar que alguma força do além estava tanto por nós, que mesmo a jogar melhor que Portugal, a França não nos ia ganhar na final. Foi o Elefante, foi a tartaruga... Foi o reino animal todo do nosso lado, e até foram para lá as traças dar uma força. Napoleão também não conquistou o pequeno Portugal, mesmo sem Rei e sem nada mais do que a inteligência de quem cá ficou a dar tudo por nos proteger. É uma comparação forçada, mas aquela vitória também foi.

E é desmantelando o coração dos apreciadores de futebol franceses, que nós mostramos que não precisamos que eles nos respeitem ou gostem nós. Nós valemos por nós mesmos, e assim até vamos lá partir aquilo tudo com mais gosto ainda.

Foi com muito adrenalina, stress, emoção, ansiedade, felicidade, e outras coisas mais que estes 2 dias passaram num instante.

Este Verão é todo nosso.

Nicas

quinta-feira, junho 30, 2016

Copenhaga

Eu já só queria acabar o estágio. Não tive um único dia de folga só para passear. Os únicos passeios que fizemos foram nas horas vagos do dia, e confesso que em algumas alturas apetecia-me mais estar a fazer uma bela sesta em vez de estar ali. Por isso, em vez de acabar o estágio no dia 29, e vir para casa a 30, decidi acabar a 28, fazer um mês exacto, e tirar o 29 para explorar Copenhaga, a partir de onde ia ser o meu voo.

Havia um problema: Ia estar sozinha. Um amigo meu vinha para cá para uma conferência do BEST, mas cortou-se comigo poucos dias antes. Ou seja, ia ser uma aventura.

Parti da Flyinge às 7h30, apanhei o comboio e fui para Copenhaga. O que eu sabia de Copenhaga não ia muito para além de ser capital da Dinamarca. Saquei do Google Map as indicações para o caso de não ter internet, e fui à procura do hostel.

Eu sou uma pessoa de introduções, ou seja, sempre que chego a um sítio novo, e preciso de ajuda, faço uma introdução. A minha intenção é atrair empatia, para conseguir que as pessoas me ajudem com mais vontade. Então quando cheguei ao hostel:

Eu - Good morning! I have been doing an externship in Sweden, and I'm only in Copenhagen for a day. Do you have any suggestions for me to appreciate the city since I'm only going to be here during this day?

Mocinha do Hostel - You have some free tours. You can go, and then you pay as much as you want.

Eu - Nice!

E lá fui eu. Mas sem antes aproveitar o wi-fi para contar à família que esta desenrascadona, estava sozinha, mas estava na maior. Quando cheguei à praça do City Hall, primeiro fui ao Hard Rock gastar dinheiro que não devia. Acontece que a economia da Dinamarca é ainda melhor do que a da Suécia, e as coroas deles valem mais. Isto de pensar que 'krones' são 'krones' e pronto, valeu-me uma choradeira que vou descrever mais à frente. Depois quando cheguei perto do grupo de pessoas, era simplesmente muita gente. Tudo em grupos, e eu ali sozinha de telemóvel na mão, a postar a foto que pedi a uma senhora simpática para me tirar antes de ir para o hostel. De repente: People for the spanish tour? E bling-bling-bling: Me! Me! Ora porquê? Não há malta mais fixe que a latina: 4 portoriquenhas, e uma espanhola a fazer o tour... É assim que se fazem amigos. Durante o resto do tempo, estive com a elas. Super simpáticas.

Fizemos aquela tour, e outra mais... Comprei 3 lembranças para a família. Comprei um latte. Comprei uma sandes e um sumo. Dei uma gorjeta de 70 kr no total (10€, eu pensei que fosse menos, porque em coroas suecas, seriam 7€). Quando fui ao McDonalds jantar (a pensar que ia ser barato): Card declined. Whaaattt? Ah pois, 100€ foram para o caraças assim sem mais nem menos, sem eu os ver. E era a Vanessa a chorar ao telemóvel que tinha fome e não tinha dinheiro, e os dinamarqueses que fossem roubar a tia deles, que isto assim não dava. A minha mãe transferiu logo dinheiro, e eu fiquei com depressão de millennial, ali sozinha tão independente a comer um hambúrguer do McDonalds em Copenhaga, mas que tinha pouco antes telefonado à mãe a chorar porque não tinha dinheiro para comer. Que vergonha.

Fui dormir para o hostel. Dormi que nem um anjinho. Podia ter dormido mais, mas isto de acordar todos os dias às 6h/7h da manhã, programa uma pessoa. 

E agora estou aqui na aeroporto de Copenhaga. Um típica millennial de pc no colo e usufruir do wi-fi grátis, para ir escrever treta na Internet, cuscar o Facebook, e ler artigos sobre o Game of Thrones.

Nicas

Perry Dog

Quando comecei o estágio, e percebi que não ia ter folgas, uma parte de mim morreu um bocadinho. Mas conheci as primeiras pessoas, e percebi que talvez não fosse ser assim tão mau. O problema foi quando conheci a veterinária portuguesa, que por acaso ia ser a minha patroa. Somos pessoas tão diferentes, ela puxava tanto por mim, e era tão desagradável, que várias foram as parvoíces que fiz, à conta do stress que ela me transmitia. A maior parte da minha adaptação, foi adaptar-me a conviver com ela. No fim, metalizei-me que ela é doida, e que eu só podia ser eu própria... A partir daí, começou a correr melhor.

Mas a parte engraçada (essa a que realmente interessa), é que estamos a falar de pessoa que adora falar de homens, e do quão atraídos eles são por ela, e ela por eles. É embaraçoso no sentido em que não sendo feia, não é assim tão linda...

Outra coisa de que ela fala muito, é de ter um cão da pradaria (perry dog). Eu não conhecia ninguém com um perry dog. Mas é como uma suricata. Como é um animal tão raro, não há legislação que proiba ou permita. Chama-se Poki.


No outro dia, uma das stable managers, uma sueca mesmo sueca, alta, esbelta e bonita, com aparência típica de cavaleira de dressage, disse para a veterinária enquanto ela estava concentrada na ultrassonografia:

- When you are concentrated, your face looks like your Poki's face.

Eu estava lá mesmo, e confesso que acho que uma parte dela morreu ali. Na altura estava cheia de anti-corpos contra ela, e achei talvez mais graça do que a que devia...

Nicas


quinta-feira, junho 02, 2016

Suécia

Embora já cá esteja desde de dia 28, só consegui escrever sobre a Suécia agora. 

Estão a ver aquilo que se diz dos nórdico? Que são frio? Distantes? Esqueçam. Não sei se é porque estou no sul numa região rural, mas eu passo a manhã toda a desejar 'Bom dia' a toda a gente aqui na Flyinge. Pessoas que eu não conheço nem sei se são cavaleiros, alunos de hipologia, veterinários, administrativos... 'Bom dia' a toda a gente. Até malta que vai só a passar de carro, acena. (Em Gent se não te olhasse com desprezo duas vezes por dia, já ias com sorte, porque podiam ser três). As pessoas são comunicativas, simpáticas e educadas.

O trabalho é muito. Mas mesmo muito. Do tipo em que se tem vergonha de ir à casa de banho com medo que se seja necessário para fazer alguma coisa. Tenho de reabastecer de cafeína bastantes vezes, e mesmo assim estou sempre a dormir. Mas estou feliz! Tudo aqui à volta é bonito, o sítio, os cavalos, a paisagem, os edifícios, a casa onde estou... Não gasto dinheiro nenhum porque não pago nada, só a comida do pequeno almoço e do jantar (mas até isso com jeitinho se arranjava). Se não fosse a dor de pés, e o trabalho em excesso, quase que podia ser um retino espiritual.





Nicas

sexta-feira, maio 27, 2016

O Dia do Atletismo

Não sei porquê, mas no outro dia tive uma nostalgia do básico. Este blog está recheado de momentos engraçados desses tempo. Mas esses tempos não foram sempre bons. Tudo somado: bem, os miúdos são maus.

No entanto, um dos dias mais espectaculares do básico era o Dia do Atletismo. Todos os dias havia um dia em que as tuas do mesmo ano competiam umas contra as outras. No meu 8º ano, houve um problema. As provas iam ser realizadas à tarde, e no dia seguinte tínhamos um teste... Já não me lembro de que disciplina. Resultado: Algumas pessoas que tinham sido seleccionadas para uma determinada modalidade, desistiram de ir.

Havia sempre (pelo menos) 5 turmas por cada ano. A minha turma ficava sempre (SEMPRE!) em 3º. Tínhamos uma reputação a manter. Então, entendi que não precisava de estudar muito, e fiquei com um grupo de pessoas da turma que ficou a tentar dar vazão às modalidades todas. Fiquei com lançamento de dardo, e resistência. Como os nossos moços normalmente conseguiam alcançar o 1º ou 2º lugar, e as moças o 3º e 4º, no fim ficávamos em 3º. Eu arrecadei o 3º lugar nas duas modalidades, sem nenhum lançamento nulo nos dardos. 

Este foi um dos dias dos quais me recordo com mais carinho. A forma como nós ficamos ali juntos, a representar a turma e a apoiar-nos uns aos outros, ainda hoje me aquece o coração.

Nicas

sábado, maio 21, 2016

Light-givers and Light-suckers

No outro dia, apercebi-me que existem dois tipo de pessoas: 

Os light-givers que são pessoas que nos iluminam os dias. São pessoas com quem partilhamos as nossas coisas, enquanto elas partilham as suas, numa comunhão de conhecimento e informação quotidiana, intelectual, e corriqueira. Pessoas com quem depois de estarmos, sentimos o alívio da nossa solidão, e acalmia da nossa tristeza. Pessoas que nos ajudam a relativizar os nossos problemas, e nos ensinam novas perspectivas, e formas levar a vida.

Os light-suckers são o oposto. São pessoas para quem a vida deles é sempre muito mais fantástica do que a tua. Se não for, vai passar a ser. Como não te deixam falar muito, a uma certa altura, passa-se a acreditar que se é um grande ranhoso, pelo menos, comparado. São pessoas, que quando se está com elas, se sente um pouco mais sozinho, incompreendido. Como se, para se conseguir encaixar, tivesse de se deixar um pouco de si, para ser alguém um pouco diferente, e mais apagado. Pessoas que exigem um esforço, que é às vezes cansativo.

Concluí que gosto mais do light-givers...

Nicas

quinta-feira, maio 19, 2016

'A força nos impressiona, mas o que deixa uma marca indelével é a bondade.'
Nicas (Fonte...)

terça-feira, maio 17, 2016

Lifehacking Lisboa

ou

Aventuras em Lisboa com a avó

Se existem pessoas a quem devemos muito a nossa existência, é aos nossos avôs, e todos os outros avôs, e avôs... antes deles. Mas nunca nos queremos lembrar disso quando os nossos pais nos encomendam a tarefa de os levar à consulta para uma das mil e quinhentas maleitas que eles têm todos (ou a esmagadora maioria).

Hoje levei a minha avó a uma consulta de oftalmologia para diabéticos em Lisboa. Começou mal. Eixo Norte-Sul e Viaduto Duarte Pacheco engarrafados: éramos para lá estar às 8h30, só chegamos às 9h30. Depois não havia estacionamento. Às vezes penso: Bolas, até nestes lugares mal amanhados, a subir e a descer, na bela da calçada portuguesa, a EMEL põe parquímetros. A EMEL domina, e a gente verga. Mas como não havia estacionamento, estacionei no parque subterrâneo de um hotel (só depois vi que era cinco estrelas), por que: que se lixe, estamos atrasadas, a avó não anda muito, e ela é que paga.

Estávamos atrasadas, mas ficámos até ao meio-dia para sermos atendidas. Mesmo à portuguesa.

- A sua avó foi operada aos dois olhos? - pergunta a técnica.
- Não sei... - Ai bolas, que vergonha -  Avó, já foi operada? 
- Hã...? - pergunta ela. Ela é surda.
- JÁ FOI OPERADA AVÓ?
- Não... Não me lembro - responde ela toda baralhada.
- Não se LEMBRA? 
- Deixe estar, vou pôr aqui que sim - diz a técnica com desprezo.
- Eu não passo muito tempo com ela, sabe. Ela tem muitos filhos e muitos netos. Mas tenho quase a certeza que sim, ela até tem estado a pôr gotinhas...
- Isso não tem nada a ver. Gotinhas podem ser para muitas coisas... - diz ela com desprezo.
- Mas olhe que é de corticosteróide e antibiótico.
- Hum... Então pode ser, sim. 

- Mãe! A avó não se lembra que foi operada - digo eu por telefone à minha mãe.
- Então não foi?! Ao olho direito. Já só falta o esquerdo.

- Bom dia! Olhe, a minha avó não se lembra ter sido operada! - digo eu à médica.
- Ah! É bom sinal, é sinal que não ficou traumatizada! - responde a médica.

No fim, precisámos de comer qualquer coisa a jeito de almoço. Mas ela não anda grande coisa, e não havia pastelaria nenhuma ali perto. Quero lá saber, comemos uma sopa no hotel, por que a avô é que paga. Ah espera, se calhar não chega... Paciência, pago eu, ela também me levava à praia, e fazia batatas fritas de propósito para mim quando eu era pequena. Quero ir para casa rápido.

- Boa tarde! Servem uma sopinha para mim e para a minha avó?
- Sim sim! - responde o empregado, com um ar de pena risonha, a olhar para o nosso retrato de avó e neta, como se fossemos gente rude do campo. - A sopa do dia é creme de ervilhas com camarões salteados...
- Pode ser! 
- ... mas temos sempre sopa de legumes ou creme de marisco, se preferir.
- Não, pode ser a do dia mesmo. - Oh espera, eu não gosto de ervilhas! Pode ser que todas trituradas, e mexidas com coisas, saiba bem. Caraças, ainda vou pagar uma fortuna por uma sopa que não vou gostar de comer. Bem, agora já está. Paciência. - Estas situações fazem-me sempre tomar decisões parvas.

Enquanto comia a sopa, pensava: Fogo isto está mesmo bom... Uma vez, a minha irmã pagou quase 50€ por um frango num sítio sem jeito nenhum. Aqui nem quero imaginar quanto será uma sopa, aliás, duas... Não penses. Come. Oh coitadinha da avó: isto tem talheres a mais. No fim, o empregado até nos ofereceu dois mini pastéis de nata e tudo (eu que ela é diabética, mas não a deixar comê-lo, era cruel). Chega a conta final do almoço: 8,50€. Podia ser a brincar, mas com toda a seriedade, confesso que olhei para a conta à procura de onde estivesse escrito algures: desconto de idoso. 

De uma já nos tínhamos safado, agora faltava o parque, que era o que me preocupava mais. Uma vez, no parque da EMEL nos Restauradores, paguei quase 20€ por 3 horas à noite. Onde é que se paga? Não encontrei nenhuma daquelas caixas automáticas, então fui para a saída, e carreguei no botão das informações. Começou a fazer barulho como se fosse de uma chamada telefónica, mas ninguém falou. Logo a seguir, leio no écran: Abertura remota da cancela (ou algo parecido). Não... 

Toma lá EMEL!... *Mic drop*

Nicas

segunda-feira, maio 16, 2016

A cantiga do ressabiamento

Este é um dia difícil para os sportinguistas. É um dia em que pensamos: Porra! Porquê? Porque é que temos sempre de perder para aqueles gajos! Não é justo. Pessoalmente, dormi uma grande sesta durante os jogos. Tinha feito noite, e entrado numa cirurgia que só acabou às 4h da manhã, e às 8h, fui para a Corrida da Mulher. Tive um dia gigante. E eu já sabia que iam ambos ganhar, e que o Sporting ia ficar segundo... No fundo, isto é tudo culpa do Tondela.

Mas pronto, o ressabiamento toma sempre várias formas. Uma dessas formas é dizer que é parvoíce. Há coisas mais importantes que o futebol. Se aquela malta em vez de estar a vandalizar a estátua do Marquês estivesse a trabalhar, é que era! E é por causa destas coisas que o país está como está. E a culpa é dos benfiquistas, que irremediavelmente são a maioria da população portuguesa. Os que guardam isto tudo para eles estão bem (apesar da úlcera gástrica que ganham), mas os que depois vão comentar as cenas no Facebook... Pá, deixem-se disso.

Também há os que depois deixam de gostar de futebol. Mas eu gosto é de ténis. Caraças, Roland Garros nunca mais começa! Ou então só de futebol português: E o Leicester hã? 'Bora emigrar? Isto está feito é para o Real também!

A minha opinião é que pronto, foi bom enquanto durou, mas hoje acabou, tudo passou.. Para o ano há mais. E o europeu? Quando é que começa?
 
Nicas

sexta-feira, maio 13, 2016

O turno da noite

ou

'Bo tem mel!'


A faculdade fica mesmo pegadinha ao Monsanto. Isto significa que fica mesmo ao lado o recinto da SAL. Eu disse que tinha convidado a malta para ir, mas julgo que não vamos acabar por ir, porque o cartaz não está do nosso agrado (na queima de Coimbra, o cartaz não interessa muito... Sem ser o Quim Barreiros), e verdade seja dita, já não temos idade para a SAL. Aparentemente, segundo elas já só começamos a ter idade para ir a Sunsets nos terraços de hotéis da baixa de Lisboa (mas eu recuso-me a limitar a minha vida dessa maneira).

A minha faculdade tem um dormitório com muitos quartos, mas para fazer render o peixe, colocaram uma série de camas só num quarto, e independentemente do ano em que estejamos, e em que clínica estamos, acabamos todos a dormir no mesmo quarto. É o país que temos.

Depois de fazer a ronda da meia-noite, eu e uma miúda do 3º ano fomos descansar, para acordar novamente às 3h30 da manhã e fazer a segunda ronda. Entretanto, depois um momentâneo instante de acalmia no recinto, começa a chegar aos dormitórios: ... Bo tem mel!! Era o C4 Pedro a bombar, a multidão a delirar, e eu a amaldiçoar a minha sorte, desejando que o kizomba nunca tivesse sido inventado. No ano passado, a seguir à bênção das fitas, fomos vê-lo só pela graça (não é cem por cento verdade, porque era o Nelson Freitas, e algumas de nós gostam mesmo... O Bo tem mel, e eu não julgo ninguém).

Por volta das 2h50, chega malta da clínica de pequenos, um casal, a sussurrar:
- Anda para aqui... - diz ele.
- Não! - diz ela muito rápido.
- Vá lá!
- A sério? - penso eu.
- Não!
- Que filme...
- Eu não te faço mal...
- Não sei... - depois começaram a sussurrar coisas que já não dava para perceber, mas a fazer barulho à mesma.
- Pchiu! Então? - sussurro eu, alto. 

Eram 3h30, e saí com a miúda do 3ºano para fazer a ronda, sem acender a luz, claro. Separámos-nos, e eu cheguei primeiro ao quarto. Quando ela chegou começou a falar mesmo alto, e eu não disse nada, super envergonhada, até que ela diz: 'Ah! Está cá gente? Não ouvi ninguém a entrar à pouco...'; e eu penso: A sério? Conseguiste dormir? Odeio-te.

Tento adormecer... 'Groagrrrrr!! Groagrrrr!! Groagrrr!!'; 'Quem está a ressonar?!'

Eram 6 da manhã, e que nem um zombie, levantei-me. O casal levantou-se ao mesmo tempo. Entretanto, mais 2 pessoas já tinham entrado, dormido, e saído. E eu não tinha propriamente pregado olho. Então reconheci o casal. Era uma miúda e um miúdo do 4ºano, que sempre que os via achava-os adoráveis, porque pareciam mesmo um casal de tios do campo em miniatura. Assim descrito não soa muito bem, mas garanto que são amorosos. 'Bom dia!', baixinho. Fui ver se os cavalos estavam bem, e meti-me no carro. Tentei não atropelar os bêbados da SAL no caminho. Ainda me lembro de estar ali como eles, sair já de manhã do recinto com as minhas amigas, e procurar o autocarro para casa. Fui para casa.

Nicas

quinta-feira, maio 12, 2016

Maquilhagem

ou

'Ela é linda sem make-up', não...

Voltando atrás à maldição de minha tia: Quem vai à festa, 3 dias não presta; hoje decidi fazer uma coisa que nunca faço (só quando falta base), e comprei maquilhagem. Eu não uso maquilhagem propriamente, só uso conseiller para esconder as olheiras e os poros dilatados do nariz. Um amigo meu de Barcelona uma vez disse-me que eu não precisava de maquilhagem! Acontece que este meu amigo fiz um filme pornográfico em Barcelona. Sim, não me enganei. (É uma história gira para outra altura...) Mas não sei que valor eu hei-de dar à opinião. Mesmo assim...

Então foi a uma loja daquelas só de maquilhagem. Já tinha sido enganada lá uma vez, quando me venderam uma base escura (escura!), e depois não me a queriam trocar... Tive de verificar que a senhora não era mesma, e lá fui eu apertadinha de dinheiro comprar qualquer coisa.

Confesso que gostava de me saber maquilhar. Vi um vídeo da Kendall Jenner a fazerem-lhe smoky eyes, e pensei, bolas, gostava de saber fazer isto. Todas as 20-e-qualquer-coisa se sabem maquilhar (e tirar boas fotos) menos eu. Eu tenho de pedir! Sempre que faço sozinha, ou faço muito levezinho, ou se me entusiasmo, os olhos ficam uma coisa que parece o cruzamento de um panda com uma preguiça.

Existe um problema: as senhoras nestas lojas são umas chatas! Sem ofensa, é o trabalho delas, mas vá... São cá umas chatas! Então surgiu-me logo uma moça muito prestável, que deve ter snifado logo a minha azelhice, maquilhada como se a seguir fosse só trocar de roupa e ir para o Urban Beach, e perguntou: 'Já conhece os nossos produtos?', 'Sim já cá estive um dia para comprar uma máscara para os olhos... Acho que esta, ah não, já cá não está...'. 

Podia ser mentira, eu acho que ela pensou logo que eu estava a despachá-la, mas não. Vejam lá que a outra senhora era tão persistente, que me convenceu (a mim!) que compro esta coisas 1 vez a cada 2 anos, a fazer um cartão da loja e tudo. Sou tão fresquinha nisto, que na feira da ladra se calhar conseguiam vender-me uma camisa por 50€ em vez de 5€.

Resultado, saí de lá sem nada do que fui buscar (não que soubesse o que ia buscar, mas gastei dinheiro que não queria gastar). Tive tanta vergonha, que quando cheguei a casa pôs aquilo tudo na bolsa e nem olhei. Mas claro que depois da minha corridinha diária, tive de ir experimentar tudo, e como o raio do eyeliner é à prova de água, agora vou para a faculdade fazer o turno da noite com os olhos de quem andou a curtir a noite passada toda no Place ou na SAL, e dormiu maquilhada e tudo. Acho que prefiro parecer que faço parte do cast do Walking Dead, e pronto.

Nicas

A minha mãe e o Facebook

Nem dá para ter ideia do quanto eu sofri para que a minha mãe não fizesse Facebook. Fartei-me de lhe dizer que aquilo não prestava, não tinha jeito nenhum, que era só para malta nova partilhar porcaria, e que eu só usava aquilo para falar de trabalhos de grupo com colegas, e ler notícias.

Mas num dia fatídico, aconteceu... O belo do convite de amizade. Como não tenho nada no Facebook que me envergonhe particularmente, aceitei. Ela não me chateia muito, é um facto.

No outro dia li no 'Por falar noutra coisa' um texto, em que ele descrevia diferentes tipo de mãe. Ora a minha...

Como se não bastasse o controlo, sabemos que ela vai fazer várias destas coisas e que nós sempre que as vimos vamos considerar bloqueá-la:

  • Partilhar citações em português do brasil ao género «Super-mãe é aquela que sai vestindo capa e tem por baixo um avental sujo de goiaba.»
  • Partilhar textos do Pedro Chagas Freitas com emojis daqueles cãezinhos que choram;
  • Vai comentar posts teus a dizer que és muito lindo. Sempre em maiúsculas que é para ser mesmo verdade e sentido.
No outro dia escreveu: 'Ho isso é que era cervisso'. Enfim, mas se a faz feliz, quem sou eu...

Nicas

quarta-feira, maio 11, 2016


Desentendimentos

Continuando no tema da queima de Coimbra (porque foi o acontecimento mais 'emocionante' da minha vida neste momento), queria falar de dramas entre pessoas. Ao fim de 2 anos e passar a queima com as mesmas pessoas, percebi que mesmo entre amigos, a malta tinha sempre dramas.

Os dramas entre pessoas para mim não fazem grande sentido. É óbvio que não gostamos de toda a gente. É muito difícil lidar com temperamentos incompatíveis com os nossos, mas na minha prespectiva, é sempre mais fácil arranjar um equilíbrio educado de convívio com as pessoas, do que simplesmente não gostar delas e já está. Mesmo partindo do princípio que não temos que lidar com elas todos os dias.

Não estou a dizer que se deva ser falso. Nada disso... Eu sei que nem toda a gente gosta de mim, por exemplo. Ou simplesmente não se identificam comigo. Eu sei, eu sinto isso, e aceito, por que verdade seja dita, a não ser as pessoas de quem gostamos, não nos faz falta que toda a gente goste de nós. Só nos faz falta que nos tratem com respeito. Para ter o respeito das outras pessoas, só precisamos de respeitá-las, mesmo que não gostemos delas, aceitando as diferenças, e dando espaços para que as pessoas possam ser aquilo que são. Com isto quero dizer, que não precisamos de desejar mal ou olhar com desprezo para ninguém. Simplesmente, deixamo-las estar.

Às vezes, uma boa conversa resolve muita coisa.

Mas é por isto que eu tenho ansiedade social por vezes. Muitas pessoas são más umas para as outras todos os dias. Gostam de intriga e conflito...

Nicas

O ditado cumpre-se

Ou 

'Quem vai à festa, 3 dias não presta'


Eu tenho uma tia que dizia isto sempre a seguir a todas as festas a que íamos com ela. A ideia era que durante os 3 dias seguintes, nenhum de nós ia andar em condições. A mim sempre me soou a mau presságio de tia de Estoril que prometia olheiras, má pele, arrependimentos, e vergonha alheia. Não podia estar mais certa.

Não tenho uma única boa foto dos dias da queima. Nem uma. Em todas elas pareço uma personagem de um filme do Tim Burton. Agora imaginem fazer turno de noite durante um desses fatídicos dias. Simplesmente não combina. Eu pensava que não havia mais por onde piorar.

Ups. Acabei de convidar a malta para ir Semana Académica de Lisboa.

Nicas

terça-feira, maio 10, 2016


Histórias da queima de Coimbra para quem estuda em Lisboa

Ou

Dos co-criadores de: O tipo que matou um pónei com lidocaína


No dia do cortejo, por volta das 4 da tarde, no topo escadas monumentais da Universidade de Coimbra, eu estava com um moço amigo de uma amiga minha, que bêbado se lembrou de me levantar ao colo e beijar-me. Não, não era para ser romântico, talvez o tivesse sido, na minha cabeça durante uns minutos (ainda estive ali no colo dele muito tempo), porque gostava mesmo que tivesse sido dado o meu historial, e por ele ser mesmo (mesmo) muito jeitoso.

Eu acho que toda a gente tem histórias da queima, principalmente as pessoas que estudam lá. Mas para quem não estuda lá, o que acontece pode levar um toque de surreal e de esquisito. É como a Animalada na UAB... Surreal e esquisito para quem é de fora, e o evento mais aguardado do ano para quem lá estuda.

Tinha conhecido o moço na noite anterior num jantar, e não se pode dizer que tenha acontecido nada de especial connosco. Contudo, a verdade é que ele era tão giro, que eu tinha passado a noite toda a pensar nele. O raio do karma andou a brincar comigo. Tantas vezes a rejeitar pessoas bastante aceitáveis da minha vida, que agora interesso-me por uma pessoa que seguramente nunca me vai achar graça nenhuma. Agora pode pensar-se 'mas afinal acha', citando o início do texto, mas não... Recapitulemos:

Este moço ainda na noite anterior à do jantar, me tinha cumprimentado no recinto, por estar com a minha amiga, como se já nos tivessemos conhecido antes. Estavamos ambos, completamente bêbados (sendo que ele estava bastante mais), abraçou-me e disse qualquer coisa parecida como: 'Então, tudo bem?' Ao que respondi embaraçosamente: 'Sim, obrigado'... Eu sei, péssimo. Na noite em que nos conhecemos mesmo, a primeira coisa que me disse foi: 'Desculpa, eu sei que nos conhecemos ontem, mas não me lembro bem de ti', ao que eu respondi: 'Deixa lá,  não tem mal', e a minha amiga disse por cima: 'Ela estava toda bêbada!'.

Algum tempo depois de estarmos no restaurante, e minha amiga estava numa conversa com ele, e com outro moço impecável. Ele estava a contar que na noite anterior tinha estado tão mal depois de estar na recinto, que sentiu que tinha de ir para Hospital. Ele nem foi a andar para lá, nem chamou uma ambulância. Encontrou um carro do INEM estacionado à porta de um bar onde o paramédico estava a empinar shots. Sim, não me enganei. A fotografia final era ele deitado no banco de trás do carro, com o amigo dele sentado no banco de pendura com um copo de gin, e o paramédico a conduzir já tocadinho, vá. Mas a história continua, e não quero contar muito, porque a história não é minha, mas long story short: depois de ter estado a soro, saiu do hospital sem dizer nada a ninguém, e foi para discoteca.

É de pensar: Minha! Tu tens problemas! Tenho, muitos... dá para perceber. Mas ele devia estar um farrapo. Ao que parece a namorada dele tinha acabado com ele há pouco tempo. Eu não tenho grande pena, não estamos a falar de um santo. Mas deve ter sido mau, dado de que entre a noite do jantar e o dia do cortejo, ele não foi casa. De facto, estava a aproveitar a queima para apanhar uma bebedeira monumental, e curtir com miúdas. 

Por isso, sim, o karma lixou-me mesmo. A seguir à cena das escadas, e apesar de ter ficado com o número de telemóvel dele, e ele viver em Lisboa, eu não posso, não posso mesmo, dizer-lhe nada. Está a dar cabo da minha cabeça. 

Só estou a escrever isto aqui porque acho uma infantilidade tão grande, que ninguém com quem eu desabafe quer saber disto, e a comédia da situação fica muito bem aqui para melhorar o bloqueio da escrita que tenho tido.

Não consigo tirar este moço bêbado a cabeça. Malvada vida...

Nicas

quarta-feira, maio 04, 2016

Met Gala 2016

Parece um evento em que os criadores pagam às famosas para usarem os vestidos mais feios que já alguma vez criaram. Depois ficam a rir-se à gargalhada em casa, enquanto lêem a malta dizer que estavam lindíssimas.

A Taylor Swift parece um peixe (a malta da Vogue foi mesmo má para ela. Muda essa cor da cabelo Taylor, a sério, era só para fotos, já podes tirar), a Claire Danes um pirilampo, a Beyoncé uma poltrona do século XVIII, a Alicia Vikander uma mala chique da feira de Carcavelos, a Blake Lively parece que vestiu o cortinado a sala da tia, a Zoe Saldana parece um pavão (mas deve ter sido mesmo essa a ideia), e a Katy Perry parece que saiu de um pesadelo qualquer que eu tive em criança.

Enfim, diz que é excêntrico. É o Carnaval fashion. Eu acho que a esmagadora maioria das pessoas não faz ideia do que é a Met Gala (eu ainda não fui ver), mas depois de ver as fotos da malta, percebi que não devia ser nada de mais.



Nicas


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