domingo, maio 12, 2013

Energia anti-Benfica

Eu ando anti-Benfica. Nada contra ninguém, é simplesmente meu. Ganhei uma muinha, uma muinha malvada, como se andasse sempre tudo a correr bem àquela gente, e se lhes faltasse a humildade de vencedor.

Eu tenho dois grandes ídolos do ténis, o Roger Federer e a Maria Sharapova, que são dois exemplos de como ganhar é uma energia positiva, e não um combustível para o ego. Mas no futebol há toda uma guerra de egos que é insuportável. É tão bom saber perder como saber ganhar. É a diferença entre ganhar porque se é bom, e o ganhar porque os outros são maus.

Em boa justiça, acho que o Benfica devia ganhar todas as finais, porque chegou até lá. Se formos a ver não descuraram nenhuma competição, dedicaram-se a todas, chegaram a três finais, e isso é de louvar. Mas agora, chegar lá e andar a desfazer os outros clubes é outra coisa completamente diferente. Não me dá vontade nenhuma de os ver ganhar, porque sei que se isso acontecer, vou ter de aturar aquele ego maldito durante muito tempo, e por isso se em vez disso, andarem de orelhas baixas é mais confortável para mim, que já não posso ouvir falar de Benfica. Antes o Porto, ao menos eles ganham sempre, já não é novidade, e o ego não cresce, fica do mesmo tamanho. Eu conheço muitos benfiquistas com um mau ganhar que dói.

Por exemplo, eu adoro ver o Djokovic a partir raquetes, e a Serena Williams a reclamar com o juízes de linha. Ambos grandes jogadores! Mas que não gosto de ver ganhar, porque quando perdem é muito mais giro. Ver benfiquistas aziados é do melhor. O melhor benfiquista do Mundo é o meu pai, e por ele nem me importava nada que o Benfica ganhasse e eu sentisse o ego dos outros benfiquistas todos, mas ele não tem ligado a futebol ultimamente.

Nicas

sábado, maio 11, 2013

Higiene

Preparar a época de exames é algo que deve ser feito desde o início... No início! Não é agora. Então eu, inteligência rara, só comecei a preparar-se agora. A primeira leva foi de Higiene.


Higiene:
-a arte de viver em plena saúde
- a ciência que ensina a conservar e
melhorar a saúde
- o estudo e a aplicação dos meios não
clínicos apropriados para criarem, para o
Homem, na vida individual e colectiva, as
condições favoráveis à saúde

Ai minha vida... Pior só quando:


TODOS OS NAVIOS
Devem ser concebidos e construídos de forma a não provocar a
contaminação dos produtos com águas residuais do fundo do
porão, resíduos de esgotos, fumos, combustível, óleo,
lubrificantes ou outras substâncias nocivas
Sorte marreca, que seca...

Nicas

sexta-feira, maio 10, 2013

Wilde

Hoje andava particularmente bem-disposta. Claro que me custou torresmos a levantar da cama. Claro que me atrasei a sair de casa. Claro que as minha aulas acabaram todas tarde, e em todas elas tinha uma vontade insuportável de comer ou de ir à casa de banho. No entanto, estava bem-disposta, e depois de uma conversa no metro com uma colega minha, dei por mim a citar Oscar Wilde: "Há duas tragédias na vida: uma a de não satisfazermos os nossos desejos, a outra a de os satisfazermos.", isto porque ela queria ir para Barcelona mas entrou em Córdoba, e ficou completamente conformada dizendo que se foi assim que aconteceu, era porque era assim que tinha de acontecer.

Nós não nascemos para termos tudo o que queremos, mas sim aquilo que de alguma forma "foi feito para nós". Eu não acredito em destino como já disse, mas sim na capacidade da vida de acontecer como faça sentido. Há coisas que fazem sentido lutarmos por elas, há outras que não.

Mas a angustia da perda é qualquer coisa que faz um vazio no peito, uma dor que chega a ser física até, é uma completa e total descoordenação entre cérebro e coração. Passado algum tempo (muito às vezes) esse vazio preenche-se com uma sensação reconfortante de conformismo, e as coisas começam a fazer sentido.

Eu adoro os Rolling Stones, têm a capacidade de pôr uma letra triste numa música alegre (quantas vezes não cantei já alegremente: "I wanna see you painted, painted black, black as the night, black as the coil!"), e eles têm uma música que retrata muito bem isto:




Nicas

sábado, maio 04, 2013

Don Juan DeMarco

Estou a ver uma filme chamado Don Juan DeMarco porque pensei que ia ser um filme de época.

Eu gosto de filmes de época, é engraçado saber como as coisas eram antigamente. Havia muito menos com que se entreter, então parece que as miúdas nasciam já a saber que se tinham de casar. Tudo quando é filme de época tem o casamento como lobby. Não sei se lobby é o termo correcto, no entanto... Embora agora se saiba mais facilmente de tudo de uma pessoa, a pressão social naquela altura era maior. As pessoas eram um pouco hipócritas, por exemplo Anna Karenina, mas hoje em dia, acho que perderam mesmo foi a decência... Mas isso é outra conversa, e eu não sou ninguém para julgar ninguém, e já falei aqui de hipocrisia, por isso é melhor estar calada...

Voltando ao filme, tenho estado o filme todo a fazer caretas. Este Johnny Depp está a matar-me de riso! Ora, então o filme passa-se num manicónio, e o Don Juan está a contar a história dele. O ideal daquilo que as mulheres querem descrito pelo personagem roça um pouco no cómico. Pessoalmente, um homem assim tão fogoso é para ter dose recomendada, e de para aí duas horas por dia só... Mas quem sou eu para falar? Se alguma vez tiver duas na vida toda já vou com sorte.

Quem é que participa no filme também? O Marlon Brando, já velhote, gordinho, com pouco charme, mas não deixa de ser irónico.

Voltando ao que as mulheres querem, isso não existe. Não existe uma lista que generaliza tudo aquilo que uma mulher quer num homem. Mas uma coisa é certa, a existir é tudo cliché e senso comum...

Nicas (Entretanto já vi o anúncio da Beyoncé cinco vezes, sinto-me hostilizada... Pronto, vá, uma hora na vida toda.)

domingo, abril 28, 2013

Just Dance

Na Mtv passa uma série chamada  The Inbetweenrs que na minha opinião é uma série muito tonta, que só vejo quando faço zapping, e que conta a história de um grupo de rapazes adolescentes que estão alí um pouco a encontrar-se a eles próprios, e tentar crescer como pessoas, mas na forma mais tonta, palerma e cómica possível.
Num dos episódios, um dos personagens está numa festa, e tudo parecia estar a correr-lhe mal. Então um professor diz-lhe qualquer coisa como: "Tudo isso que te preocupa agora, não vai significar nada no principal cenário da tua vida, por isso dança. Dança, porque um dia vais ter preocupações, mas agora não tens.". E depois o moço lá começa a dançar que nem um doido, e forma-se um círculo à volta dele... Enfim, coisas que acontecem sempre aos adolescentes americanos.
Parece filosofia da treta.
Na verdade, cada vez acredito mais nessas coisas. Não posso dizer que tudo me corra bem, pelo contrário, acho que nunca me senti tão mal comigo própria, como que derrotada numa batalha que nunca foi minha de ganhar. Mas não se pode baixar a cabeça, temos mesmo é que deixar ir, e dançar... Pôr uma música porreira, ter a certeza que ninguém está a ver, e abanar o cabelo que nem uma atrasada mental.
Vou para Barcelona 9 meses, por isso vai passar a ser a minha 3º casa, é uma vitória. E lá está, voltando às frases feitas: "Nada acontece por acaso". Acho que não aconteceu por acaso, pelo contrário veio mesmo a calhar, mesmo a jeito de "dançar".

 Nicas

quarta-feira, abril 03, 2013

Aquele livro... Aquele de que não me lembro o nome

Há uns anos a minha irmã mais velha lembrou-se de me oferecer a mim, e à minha irmã do meio umas prendas mais educativas, então ofereceu-nos livros (que ela atenciosamente leu antes do nos oferecer). A mim ofereceu-me "O Principezinho", e à minha irmã do meio ofereceu um livro também do mesmo tamanho, um pouco mais adulto mas muito mau, muito mau mesmo.
Era a história que uma mulher que tinha tido uma vida complicada. A vida dela tinha dado muitas voltas, muitas voltas mesmo... Aquele livro lia-se num dia, com alguma dedicação, dedicação essa que eu confesso que não tive. Mas hoje andei ali à volta da estante e desfolhei-o pela curiosidade. Mesmo sendo mau, o livro tinha uma frase que tinha graça: "Se tiveres de fazer o pino para seres feliz, o resultado vai ser uma grande dor de cabeça.". Tem graça, porque é mesmo assim...

Nicas

sexta-feira, março 08, 2013

Faturas

Acho bem, e se estivesse com muita inspiração escrevia aqui uma coisita revoltada a dizer que os meus pais descontam tudo, os funcionários públicos descontam na origem tudo também, e por isso, o café também vale.
Vou decorar o número para melhor contribuir! (Olho para o cartão...) Esqueçam, não vai acontecer...

Nicas

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Arco da velha

Este fim de semana esteve mau tempo, choveu e tal... Não que eu queira falar do tempo, nada disso.
Estava eu a voltar à sexta para casa de carro com a minha prima, e caiu uma chova de granizo de repente, que ela teve mesmo de abrandar porque não se via nada. Mais frente, ela diz-me:
- Já viste, até as gaivotas estão desorientadas!
- Pois, se levasses com a uma pedra na cabeça também ficavas desorientada...
- Ah, essa foi boa!

Há uns anos, ainda no básico fiz um trabalho sobre lendas e superstições, e lembro-me que havia uma superstição que dizia que as pessoas quando passavam debaixo de um arco-íris mudavam de homem para mulher, ou de mulher para homem. Uma parvoíce, mas enfim...
Na altura escrevi isto: Arco-íris
Lembrei disto à minha mãe no carro porque estava um arco-íris completo no céu na altura. Não houve nada melhor na altura do que rir daquela forma.

Nicas

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

O Limão

Já cá não vinha dar um passeio desde de Setembro. Não tinha nada de especial para contar. Ou se calhar até tive, mas apesar de mulher (ou amostra) não consigo pensar em várias coisas ao mesmo tempo, e quando há um lugar no meu cérebro que se torna demasiado sentimental, o outro lado senta-se a vê-lo fazer disparates em vez de o acalmar e dizer assim: "É pá, então e quando a funcionária da secundária levou com o cortinado na cara e pensar que era um pássaro, quando te escapuliste para dentro da sala para evitar... Ah, olha acho eu que devias decorar estas coisas, são capazes de sair no exame..." Não, senta-se só e fica a ver...

Mas pronto, onde é que eu ia? Ah pois, o Limão...
Ora o Limão é o professor da Propedêutica Cirúrgica. Um tipo respeitável, um pouco sarcástico, que faz  exames difíceis mas que deixa copiar. Sorte a minha que nunca calho na sala dele.
Eu gostava de Cirúrgica, e dedicava-lhe a especial atenção de acordar às 6 da manhã para ir às aulas, na tentativa de ficar a saber mais.
No Facebook há uma página com o memes da minha faculdade. Há lá um que se adequava mesmo a mim, diz assim: "Bad Luck Bryan: Vai às teóricas todas. Não sabe nada nas práticas.". Tiro e queda! Quando na aula da ovariectomia ele disse que ia anestesiar a gata com quetamina, eu fiquei: "Mas o que raio é quetamina?".
Por falar em castração, eu não sei qual é o entusiasmo do meus colegas com estas coisas, que enchem os murais deles com coisas dessas da faculdade... Uma vez ia caindo da cadeira quando um colega publica: "Primeira castração =D", e um amigo dele comentou: "Então e doeu-te muito?".
Adiante...
Ironia ou não, chumbei a Cirúrgica, e passei ali um pouco de Inferno, por vários motivos. Mas agora que passei com um 10 que nem Biofísica, percebi que realmente é um pouco "amargo" admitir que se andou a acordar às 6 da manhã todas as quintas e sextas-feiras de um semestre para depois se ir chumbar no exame da cadeira.


Nicas


quinta-feira, setembro 06, 2012

Setembro

Setembro é o segundo ano novo. É uma altura de recomeço, de fazer planos, de mudar coisas.

Hoje comecei a ver uma série cujos episódios têm menos de 10 minutos, chama-se Dating Rules from My Future Self, e conta a história de uma rapariga que recebe mensagens dela própria do futuro a partir do telemóvel, e que no fundo se vai aconselhando a fazer determinadas escolhas. Quem não gostava de se ter a si mesmo do futuro a dizer "Não faças isso que vai dar mau resultado!" antes de tomar uma decisão? Se bem que a minha perspectiva da vida não é essa. Eu acredito que as coisas acontecem por um motivo. Não falo de destino nem de predestinação, mas sim do poder do Presente de acontecer conforme faça sentido.

Uma coisa parecida, mas igualmente gira, é escrever uma carta para o nosso "futuro eu". A escrevê-la, acho que começava a assim: "Então sua inútil!? Tinha uma data de planos para ti... Aposto que não concretizaste nenhum!". A vida é mesmo assim, sempre o contrário daquilo que queremos que seja, e para sermos felizes temos de nos adaptar e gostar dela exactamente assim, inconstante, imprevisível... e  muitas vezes desapontante, mas também com muitas coisas boas, que é importante que não sejam esquecidas.




Nicas

segunda-feira, setembro 03, 2012

Superstição, lógica e coincidência

Eu gosto tanto de supersticiosos como gosto de fundamentalistas - Muito pouco. Contudo, consigo encontrar razão nos argumentos de ambos.
Um supersticioso normalmente gosta de ver o que lhe reserva o horóscopo, coisa que eu às vezes faço, e devo confessar que às vezes faz algum sentido.
Algumas superstições fazem sentido. Por exemplo, não sacudir tapetes à noite - Se houver pouca luz não se consegue ver se há alguma coisa em cima do tapete, logo se o sacudir posso perder um brinco pela janela fora, eventualmente. Ou deixar a carteira no chão, que se perde dinheiro - Deixar a carteira no chão é desleixo. Se outra pessoa encontrar uma carteira no chão, mesmo que seja em casa, pode bisbilhota a sacar de uma moedita.
Mas eu fiquei apanhada por uma superstição digamos que muito pouco inteligente, que tem a ver com ver as horas e os minutos iguais. Estava-me sempre a acontecer e fiquei apanhada por aquilo porque depois há uns tontos que dizem que têm significados... creepy. 
Uma coisa é certa, a superstição só afecta quem acredita nela, porque depois fazemos o cérebro pensar demais nas coisas e associamos a superstição a coincidências que acontecem. É melhor acreditar em coincidências do que pensar demasiado.

Os nossos cérebros são máquinas de reconhecimento de padrões juntando os pedaços e dando sentido aos padrões que nós pensamos ver na natureza. Realmente A está ligado a B, e ás vezes não está , diz ele . Quando não está nos erramos ao pensar que está, mas na sua maior parte este processo não nos vai remover a carga genética, e o pensamento mágico vai ser sempre uma parte da condição humana.
in http://www.oqueeisso.blog.br/?p=1322

Nicas

sábado, agosto 18, 2012

O bailarico de Verão

Eu nunca fui bem aquilo que o popular chama de juventude ou "mocidão", que é basicamente aquela malta que faz poucas-vergonhas, e trata os mais velhos por "tu". Eu nem os meus pais trato por "tu", Deus me livre!
Mas a "mocidão" é interessante. Se por um lado acha tudo uma seca, não dispensa um bailarico de Verão, onde figuram a bater o pé ao som de Quim Barreiro, com o belo do telemóvel na mão a mandar "lol"s. Não prestam atenção é letra. Mas não fazia diferença porque há letras da Rihanna bem piores e mais explicitas.
Eu gosto dos bailaricos e presto atenção às letras porque gosto de me rir um bocadinho. Os meus pais sempre gostaram muito de ir a festinhas, e embora eu fosse sempre a primeira a querer ir embora, não era um sacrifício assim tão grande, a não ser pelo facto de eu ter má circulação nas pernas.
O meu bailarico preferido é o cá de terra, que de todos os que há é capaz de ser dos mais insignificantes e pequenos, mas lá está, dá-me um arrepio nostálgico. Os meus pais deixaram de ir lá tanto porque dizem que tem muita gente conhecida. Eu não conheço a maior parte das pessoas da minha terra, e só falo com a "mocidão" de cá nestas alturas.



Nicas

terça-feira, agosto 14, 2012

Dia 4

Esqueci-me! Foi o regresso a casa. Mas primeiro fomos a Albufeira, onde a praia estava horrível.

Nicas

quarta-feira, agosto 08, 2012

Dia 3

Hoje venho falar de um fenómeno fantástico que eu espero não ser a única pessoa que repara. Vou chamá-lo Fenómeno do Hotel. Este fenómeno consiste em despertar a semente da educação no típico saloio assim que se vê num hotel (e com muita sorte em residenciais, albergarias, e até hosteís). Claro está que se a semente não existir, como acontece em muitos indivíduos que acham que quem fala mais alto e pior ganha, o fenómeno não se verifica. Hoje consegui observar um sujeito, com uma pala a dizer "Portugal", uma T-shirt "Corona", uns calções com dragões e óculos escuros postos dentro de quatro parede, a caminhar educadamente pelo buffet, e a retirar com uma habilidade rara a delicada fatia de queijo da travessa recorrendo ao respectivo instrumento, crítica possível para uma Paula Bobone, se calhar, não faço ideia.

É coisa que me faz ganhar uma mínima esperança na Humanidade.

O dia ainda não acabou, mas foi normalíssimo outra vez. Como a final foi ontem, hoje não há halterofilismo ao jantar.

Nicas


Dia 2

O dia foi normalíssimo, mas à noite a coisa não correr bem. Erámos para ir a um Festival de Marisco, e como me deram a mim a função de confirmar na internet, chegámos a Faro (48km - 25 minutos daqui) e o festival já tinha acabado no domingo - Face palm. Resultado: Jantámos às dez horas, novamente a ver halterofilismo.

Nicas

segunda-feira, agosto 06, 2012

Dia 1

Três anos depois, lá partimos nós a caminho de Algarve novamente.

Ao contrário de 2009, ano marcado pelas artes marciais de sudoku da Manuela Ferreira Leite, este ano está a ser marcado pelos Jogos Olímpicos, e pelo meu quase ataque cardíaco ao saber que quem tinha ganho o medalha de ouro do ténis foi o Murray - a vingança foi finalmente servida. Hoje à hora de jantar estava tudo entusiasmado a ver halterofilismo. Até agora para não variar muito, que para isso temos o IVA e é sempre a subir, contamos com boas classificações mas nenhuma medalha.

Este ano não houve nem LUX nem lipoaspirações de apresentadores, mas havia a CARAS onde também houve cirurgia, mas como foi a Cinha Jardim, não conta.

Quanto à road-trip, fui o caminho todo a dormir. Fiquei espantada porque achava que nunca tinha chegado ao Algarve tão rápido. São coisas que se perdem quando só se dorme coisa de 5 horas.

A crise está bem presente. O hotel foi substituído pela albergaria, a gigantesca praia por uma praia pequenita que fica à sombra a partir de uma certa hora, e os nadadores-salvadores jovens deram lugar a senhores na casa dos 40.

São férias que perderam em qualidade de facto. Mas o espírito está todo cá.

Nicas

terça-feira, julho 31, 2012

Eu não sou daqui

Fala-se muito de crise económica, mas para mim o que há uma crise de valores. Hoje estava a ouvir uma música dos The Verve e lembrei-me da minha irmã mais velha. Na altura em que a minha irmã tinha a minha idade ninguém tinha telemóvel, mas toda a gente se encontrava, toda a gente convivia. Eu devia ter nascido uns anos antes.

Gostava de ter tido 20 anos nos anos '90. Talvez pelo mesmo motivo que toda a gente quer viver numa época anterior, como Woody Allen retrata no Midnight in Paris. A questão é que vivemos num época mesmo má comparada com há 20 atrás. Naquela altura a pessoas podiam pensar num Futuro. Eu não tenho noção de Futuro. A coisa mais parecida que tenho, é que em Setembro vou para o 3º ano de faculdade. E não querendo armar-me em vidente, a minha mãe não tarda vêm me gritar para ir almoçar.

A minha irmã mais velha ainda teve uma certeza que quando acabasse o curso de Enfermagem ia ter emprego. Isso hoje é ficção cientifica.

Ficção científica é ser bom ser-se reservado e boa pessoa. Quanto menos valores tiveres e mais egoísta e egocêntrico fores, melhor. A televisão bombardeia-te com isso, enche-te de complexos. Não é que estas coisas nunca tenham existido, mas agora parece que se multiplicou. Ah, mas mais importante: Não gosto de viver numa época em que vê Morangos com Açúcar, e as pessoas têm um péssimo gosto musical.

Nicas

sábado, julho 28, 2012

Summertime Sadness

Estou de férias à coisa de 3 semanas, mas a mim o Verão sabe-me sempre a ervilhas (sabe-me a verde). Passa-se mais tempo a pensar no que se vai fazer, do que a fazer mesmo alguma coisa. Casa, lar, é sempre aconchegante, mas altamente limitativo, porque a minha mãe queria que eu tivesse ido para a freira, mas daquelas que nunca - Nunca, deixam o convento.
Claro que tem dias. Às vezes farta-se de mim, e quer-me fora de casa. Mas 10 minutos é o suficiente para ficar preocupada.
Tenha eu 14, 15... 20 anos, a história é sempre a mesma. De maneira que, na minha curta vida não me lembro de ter ido um Verão digno de memória. Talvez os de infância, mas mesmo esses eram altamente limitativos. Tinham sempre de me levar às praias onde nenhum dos meus amigos ia. Mas não me queixo, até era melhores. Só tenho pena pelas consequências disso.
O Verão passado nem teria sido mau... A minha cabeça... A minha cabeça estragou tudo. Demasiadas expectativas estragam sempre tudo.
Mais vale não esperar nada, e ir jogar cartas com os meus primos para casa da minha avó. Ir à praia com os amigos nos bons dias de sol. E que o papado me deixe sair do convento à noite de vez em quando.



Nicas aka Comboio Rançoso

quarta-feira, junho 20, 2012

Injustiças? Não te venhas queixar e mim!

Hoje, uma amiga minha veio falar comigo indignada de tão injustiçada. Mas eu não posso dizer nada, porque nada se compara. Ora, não se venham queixar a mim. Eu tenho a avaliação toda ela final com 7 cadeiras, fazendo um total de 7 exames teóricos, e 2 práticos, que são na sua maior, tudo ou nada. Não se queixem, que não vou dou razão, e digo: C’est la vie, mon ami.

Hoje, também, vi um post no Face’trucas de um futuro candidato ao ensino superior, a queixar-se da incompetência das suas excelências do GAVE. Pamor’dedeus! Hás-de ter muitas saudades deles, quando chegares à Universidade e teres exames a descontar, “dúvidas?" desenrasca-te!”, nem um único exercício para poder consolidar conhecimentos, e teres exames a quase, ou mesmo, a tudo. Cala-te pá!

Vão queixar-se para outro lado. Quer dizer, eu queixo-me e digo: Pá! Tem que se fazer…”, esta gente queixar-se e diz: “Vou morrer! Injustiças!”

Por mim podiam ir todos mas é dar uma volta.

Nicas

domingo, maio 13, 2012

Almoços fantásticos

Um dia destes, a minha tia disse qualquer coisa engraçada, e quando me viu a rir à gargalhada, disse: “Já vai pôr isto no blog dela!” Por isso, hoje vou mesmo.

Hoje o meu tio bêbedo caiu de bicicleta (já tinha dito que tinha um). O pobrezito teve de ir para o Hospital, e essa parte não tem, obviamente, piada nenhuma. O que teve piada fui ver o lista de contactos do telemóvel dele, onde figuravam nomes de pessoas tão distintas como o “Homem Aranha” em pessoa. Agora a sério: Quem é o Homem Aranha?

Mesmo que me explicassem eu não sabia. Eu não conheço as pessoas da minha terra. A minha mãe diz que tem desgosto… Eu não.

A minha avó hoje começou a falar de uma senhora da terra que se pintava tanto que parecia “uma televisão a cores”. Mas a minha tia disse que ela era bonita, e que por isso não precisa de casado “com um mariconço daqueles”.

De facto, a minha família recorre a tanta adjectivação para descrever as pessoas. Até dá para estranhar como é que não dá logo para ver quem são as pessoas…

Nicas

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