terça-feira, outubro 22, 2013

segunda-feira, outubro 21, 2013

“Imagina um Portugal-França” no play-off?"

“Imagina um Portugal-França” no play-off?

Imprensa estrangeira destaca a possibilidade de um duelo Cristiano vs Ribery no sorteio de hoje.

NÃOOOOOOOOOO!!!!!

Nicas

sexta-feira, outubro 18, 2013

Passive agressive

Eu não gosto de pessoas passivo-agressivas, não trazem nada de bom, e é uma perda de tempo sê-lo. Assertividade é o que se quer. Mas agora que me dá muito vontade de rir, dá.



Esta imagem estava na página de facebook A Verdadeira Cabra, e tinha a legenda:
Carrego nas minhas "mãos" a chama que acendi com o ódio das invejosas. Beijo 
Nicas (Genial...)

Alone with the city

Era muito pequena quando conheci Lisboa, colossal para mim na altura, a capital era uma mistura de pessoas com carros, edifícios e luzes. Ir a Lisboa para mim era a fuga do verão. Mais tarde quando tinha de escolher para onde queria ir estudar quando fosse para a Universidade, dizia muitas vezes: Lisboa não, está mais do que vista Lisboa. Mas acabei por escolhê-la na mesma. Depois apaixonei-me por ela, por passear por ela sozinha, explorando-lhe as ruas e conhecendo-lhe os sítios.

Mas talvez ela nunca me tenha perdoado a traição de a considerar mais do que vista, e nunca me deu muito dela, nunca a vivi em pleno, e nunca cresci muito com ela.

Agora aqui em Barcelona, a caminho de casa sozinha, por estas ruas orgulhosas imponentes catalãs, é que entendo o quão insignificante se pode ser neste mundo. O não ter ninguém para quem voltar... Até o telemóvel tinha morrido. Só uns trocos na carteira, e cartão praticamente sem dinheiro suficiente sequer para levantar. Mas é meia noite e ainda passam por mim estrangeiros (como eu) de bicicleta, ainda pessoas passeiam o cão, mas mesmo assim quando chegar ao ferrocarril já não vou ter comboio para voltar para casa, e vou ter de esperar por autocarro da noite que só começa a circular à uma e meia, e eu aqui sozinha, estou a pôr-me a jeito, vou pensado.

Mas antes vou ter de ir para a Praça da Catalunha que nem sei em que direcção fica. Pergunto às pessoas na rua: Plaça de Catalunya, cerca daquí? No, no... No es cerca. Ainda tenho viagens nos bilhetes, bastantes, vou procurar um autocarro. Apanho um autocarro que vai tão atrasado que já nem era suposto estar a circular. Às tantas vou sozinha nele e o condutor pergunta-me para onde vou, Plaça da Catalunya digo eu, Ferrocarril, e o condutor responde que me vai dizer cerca do ferrocarril, que se der uma corrida ainda o apanho, mas qual quê? Não apanho nada. Corro na mesma... Quando chego o senhor da estação pergunta-me qual quero apanhar, S2, S2 já partiu, bem me parecia. Lá vou eu para a paragem do autocarro. McDonalds! O melhor consolo para quem tem de esperar uma hora e vinte, e está morta de fome, por não ter conseguido comer nada onde era suposto estar, e não ali sozinha. Compro um Happy Meal,e calha-me um Louigi no brinde, como é que mesmo tão fora de contexto aquilo me causou tanta nostalgia? E consolei a barriga. 

Olho para as luzes da rua: Barcelona, estás a querer ensinar-me alguma coisa hoje? A parte boa é que posso esperar pelo autocarro ali dentro, porque como o telemóvel morreu não tenho música para ouvir. Are you wainting for the bus too? Bellaterra? Era uma moça que estava aqui sentada com o telemóvel quando eu entrei. Yes, just lost the train... UAB, eramus? Era holandesa, chamava-se Loulou, estava contente porque tinha discutido com o namorado, mas entretanto estava a falar com ele pelo telemóvel e já estava tudo bem, gostava mesmo dele, não conseguia imaginar-se sem ele, e já estava cansada de 'sleeping around'. Pedia desculpa por estar sempre com o telemóvel, e eu digo que entendo, se tivesse um namorado também ia quer andar sempre assim... Vanessa! Isto encontra-se tudo aqui! Era uma amiga portuguesa do Porto que andava a passear com os amigos de uma amiga lituana que vivia com ela e desistiu do eramus, mas entretanto os amigos já tinha comprado as passagens, e ela teve de recebê-los pela amiga porque ela entretanto já tinha 'fugido' para a Lituânia. E pronto, logo deixei de estar sozinha. Chego a casa, deito-me... Oh Barcelona, estamos a começar a conhecer-nos melhor.

Nicas

domingo, outubro 13, 2013

segunda-feira, outubro 07, 2013

Pablo Picasso

Já não me lembro se no metro do saldanha, ou no metro da cidade universitária, ou em nenhum deles, está a seguinte frase de Cesário Verde: "Se eu não morresse nunca e eternamente buscasse e conseguisse a perfeição das coisas!". Parvoíce, a vida não é buscar a perfeição das coisas, talvez o seja nas nossas coisas, e constantemente aprendermos a aperfeiçoar-nos e aquilo que fazemos, mas a vida é aprender a conviver com a imperfeição das coisas.

Ontem fui ver o museu do Picasso, e aqui em Barcelona não estão expostas as suas principais obras, mas sim a sua história. A minha opinião é que no início, Picasso pintava como era suposto pintar, tentando buscar a perfeição da realidade, a aceitação das pessoas... Mas com o tempo foi como se se tivesse libertado completamente disso, e começasse apenas só a pintar aquilo que queria. Como se do dia para a noite, Picasso tivesse ganho sentido de humor e aceitou que a perfeição não existe, e em vez de só pintar, começou a divertir-se.

Sinceramente, não gosto particularmente muito da obra de Picasso. Havia uma parte que era sobre pombos, e tudo aquilo parecia coisa feita por crianças, ou por adultos que desenhassem muito mal. Mas depois haviam alguns que eu pensava - Este até nem me importava de ter em minha casa, como o Jacqueline. Para apreciar o trabalho de Picasso é preciso ter imenso sentido de humor, e pensar que tudo aquilo é feito por alguém que realmente sabe pintar.


Nicas

sábado, outubro 05, 2013

Diário de Barcelona - Erasmus

Dias 25, 26, 26, 28, e 29


Boas, vou terminar por aqui, hoje precisamente, dia 5 de Outubro é o dia 30, ou seja, já fez um mês que aqui estou. A não vou escrever mais, porque os dias são cada vez mais rotineiros, vou tendo menos que escrever.
Esta semana passou rápido, tive alguma aulas, mas poucas, e tive a quarta feira toda livre. Ter um dia inteiro livre é muito esquisito, principalmente quando se tem aquela sensação esquisita que não há nada para fazer, mesmo dando uma olhadela nos powerpoits, parece sempre tudo tão inútil... Ainda vou querer este tempo todo de volta.
Depois não fiz mais nada. Queria ver se este fim de semana ia ao Museu Picasso, e outro sítios giros, mas pronto não sei... Seja como for tenho muito que estudar.
E pronto fico por aqui com o Diário de um mês em Barcelona, um cidade lindíssima, com balanço positivo, apesar das inevitáveis saudades.

Nicas

segunda-feira, setembro 30, 2013

Autárquicas

Ainda bem que não estou em Portugal agora...

Por causa destas verdades que até custam a ler...

Nicas ("«Cristiano Ronaldo felicita Rui Costa e João Sousa»: patético, lamentável, vão todos para o raio que os parta." Mas o que é que o Cristiano Ronaldo tem a ver com isso? Falta de respeito...)

domingo, setembro 29, 2013

Diário de Barcelona - Erasmus

Dias 22, 23 e 24

Estes dias, esta semana em geral, foram particularmente esquisitos, andei sempre cansada, e sem vontade de fazer nada, até ontem, dia em que bebi e fui sair.

Uma das poucas coisas que já aprendi com a vida, é que as coisas raramente vêm até ti quando as queres muito, quando esperas por elas. A maior parte das coisas boas gostam de nos apanhar desprevenidos. Quando tenho um bocado de álcool no sangue apercebo-me sempre muito disso, porque falo imenso, mas imenso, sou extremamente chata, e acaba por me acontecer de tudo um pouco, bom e mau, mas sempre extremamente embaraçoso.

Eu e o álcool combinamos muito mal. Mas não sei porquê, finalmente me sinto em Barcelona. Um desprendimento brutal mas controlado, porque enfim, porque é que me hei-de preocupar tanto? Toda a gente bebeu, toda a gente fez coisas parvas, a única diferença que tem é que a mim não me acontece muito, e é sempre estranho quando acontece.

Mas onde eu queria chegar é que normalmente bebe-se porque se quer que aconteça alguma coisa boa, queremos esquecer ou deixar de pensar em alguma coisa má... A mim o que acontece é mais uma dor de cabeça enorme, e "face palm" o dia todo, a rezar para que ninguém se lembre de alguma coisa que o disse ou fiz. No fundo, não é resolver um problema, é mais arranjar outro. Mas bolas, estou em Barcelona, ainda não tinha feito nada estúpido, fiz ontem pronto, e oxalá não me esqueça desta dor de cabeça para ver se recupero o juízo, porque não é nada disto assim que eu quero... "Face palm".

Enfim... Não interessa....

Nicas ("Face palm")

sábado, setembro 28, 2013

Rascunhos

Tenho imensos rascunhos guardados aqui no blogger. De vez quando abro-os, mas nunca os recomeço, porque me parecem sempre maus. Maus no sentido de estúpidos, mal escritos, como se eu na altura tivesse alguma coisa entalada para escrever, mas estivesse à procura de outra forma de dizê-lo, e depois desistisse.

Aquelas frustrações miudinhas e egoístas de alguém que tem tanta mas tanta sorte, e que não consegue vê-la, e depois acorda e pensa: "Não! Então? Isto é estúpido...". Não conseguir ver a sorte que se tem é talvez o maior erro de todos, e que nos impede de ser felizes...


Nicas

quinta-feira, setembro 26, 2013

" 'Para ti, fui só um entretenimento' é uma acusação mais frequentemente feita por mulheres do que por homens. A versão masculina dessa 'revelação' é mais uma gratidão em fuga: 'Obrigado por teres entretido tão maravilhosamente! Que pena quereres mais do que isso... agora vou ter de andar à procura de outra coisa ou pessoa capaz de me entreter sempre que me fartar de enfrentar a minha vida'."
 Miguel Esteves Cardoso

Nicas (E fica tudo dito, e tudo explicado...)

Diário de Barcelona - Erasmus

Dia 19, 20 e 21


Os catalães não gostam de trabalhar (mas também, quem gosta?) e por causa da La Mercé fizeram ponte da segunda, resultado quatro dias sem trabalhar. Mas a La Mercé é um celebração muito bonita. Tem dragões que cospem fogo, projecções no city wall, desfiles com bonecos gigantes, e fogo de artifício brutal.

Resultado, eu com um grupo de eramus, sobe La Rambla, desce La Rambla. Gótico para cima, gótico para baixo. Barceloneta sim, berceloneta não. Estes dias todos. Cansada e só a comer tapas. Mas valeu a pena!


Nicas

segunda-feira, setembro 23, 2013

Diário de Barcelona - Erasmus

Dia 14, 15, 16, 17, 18


Este dias foram todos muito normais, salvo terem sido cansativos. Cada ida à cidade é meia-hora para ir, e meia-hora para voltar. Apanhei um ritmo tal, que ter ficado em casa ontem o dia todo fez-me mal, fiquei ansiosa, não descansei nada, não estudei nada, e deitei-me cedo.

Os fim-de-semana são um pouco dolorosos. Talvez sejam os dias mais dolorosos, porque costumavam ser dias passados em família, mesmo que fossem em casa, e agora se eu ficar em casa, sou só eu sozinha, sem a mãe e sem o pai, sem a avó, os tios e os primos, e por vezes as irmãs. Por mais aborrecido que pudesse ser, ao menos eles estavam lá, e perguntavam sempre ao final do dia: Então agora quando é que cá vens?
Agora só lá vou dia 31 de Outubro.

Não há nada melhor do que estar longe para se dar valor a estas pequenas coisas.
Ontem fiquei em casa porque a malta quis ir à praia. Não percebo esta atracção por praia, principalmente esta, que não é grande coisa. Quando disse aos alemães e aos suecos que a última coisa de que sentia falta era de praia, e não tinha vontade de ir experimentar a de Barceloneta, eles responderam-me: Mas tu és portuguesa! Fair enough.

Mas sou uma parvalhona porque depois fiquei em casa a pensar no que estivesse a perder, enquanto tentava ler um artigo de 14 páginas sobre medicina da cavidade oral.

No entanto, como me disse uma amiga, cada um aproveita à sua maneira, não há um guião de como as pessoas têm de aproveitar enquanto estão de Erasmus. A ideia deveria ser mesmo essa, fazer o que quisermos, sem pensar muito, apenas viver o desprendimento e a liberdade de estar longe, e de todas as experiências serem passageiras. Daqui a um ano já aqui não estarei, já não vou estar com nenhum dos amigos que aqui fiz, e vou voltar à rotina lisboeta de estudante de sempre. Por isso talvez seja melhor isso mesmo. Não pensar muito e pronto.

"Muito depende de sermos capazes de estar no momento em que estamos, sem pensar no que fizemos para ali estar ou nos preocuparmos onde vamos a seguir. Se pudéssemos ser inteiramente inteligentes, não pensaríamos senão no momento em que estivéssemos, sem expectativas. Para estarmos à espera, sem saber de quê."
Miguel Esteves Cardoso 
Nicas

quinta-feira, setembro 19, 2013

quarta-feira, setembro 18, 2013

Diário de Barcelona - Erasmus

Dias 11, 12 e 13

Dia 16 foi o dia do regresso da malta catalã e espanhola à Vila Universitária. A Vila ganhou vida. Eu que era tão comichosa para dormir com barulhos e luzes, aqui perdi isso, e adormeço mesmo a ouvir amena cavaqueira na rua em espanhol e catalão. Nos relvados são só pessoas a falar, nos bares a ver futebol, a jogar basquetebol, futebol, ping-pong no pátio central, a conversar nas varandas, com os computadores nos bancos dos jardins, todo o dia gente nova a passar: "Hola! Bon dia!"

No outro dia estava a passar na rua, e ouvi de uma janela: "Qui ets?"; "Sóc una estudiant de erasmus.", "D'on ets?", "De Portugal", "Oh Portugal!". E pronto é até onde vou no que toca a falar catalão.
Já tenho casa cheia. Todas elas fumam, mas a janelas são grandes! Só estou com medo do cheiro que vai ficar no Inverno quando estiver frio, e elas já não queiram fumar na varanda... Mas enfim, espírito aberto. Hábito estranho esse de fumar. Não entendo. Elas são porreiras, é fácil falar com elas, e estão a ajudar-me com o espanhol e o catalão. Como diz a minha irmã: "Aulas ao domicílio! Queres melhor?"

Eu continuo a stressar. É por causa da faculdade, é por causa do banco e do dinheiro, é por causa das saídas à noite que quero e não quero ir, é por causa de ainda não conhecer nada de Barcelona, é por estar longe, é por causa do bilhete de avião para Portugal... Só queria ouvir a voz certa de alguém que me dissesse: Take it easy! Mas não importa que oiça isso de ninguém, que a minha cabeça não acredita, e stressa, stressa muito, e com tudo. Não sei o que se passa comigo...
Só queria que a minha vida agora condizê-se com esta música:



Nicas

Living young and wild and free... 'Tá bem

Uma coisa que eu nunca percebi foram frases feitas, principalmente coisa do género YOLO, e coisas assim. O que é, exactamente, viver o momento? Porque às vezes parece que em vez de eu estar aqui sentada a escrever isto, é pôr-me em cima da cadeira, meter a música alta, e começar a dizer às minha colegas de residência para se porem a dançar. Faz algum sentido isso? Isso de querer que as pessoas vivam a vida assim?

"So what we get drunk
So what we smoke weed
We're just having fun
We don't care who sees
So what we go out
That's how its supposed to be
Living young and wild and free"

Pronto, qual é o sentido disso? Para mim não é o que é supposed to be, porque não é que eu gosto de fazer.
A ideia é que apenas quando saís à noite e saís da tua zona de conforto é que conheces as pessoas, e fazes amigos, te divertes, e quem sabe, encontras alguém especial.
Mas qual é a diferença de encontrares alguém especial numa festa (onde nem sempre é assim tão mais fácil e certo), ou num starbucks, ou onde quer que seja? Se o objectivo era conheceres alguém especial, ou viver grandes aventuras, tanto faz se for no supermercado, no meio do mato, ou numa discoteca.
E qual é ideia, de lá por eu estar de Erasmus ter de ir às festas todas? E se eu não aguentar tanto, e achar que é melhor dormir, e que é melhor estudar? Quando se for sair vou ficar com um raio de um enorme peso de consciência no dia a seguir. E para quê, porque é que eu hei-de de andar ansiosa, com medo de não estar a aproveitar a vida, como os outros gostavam que eu estivesse a aproveitar se eu me sinto bem agora, por exemplo aqui, assim só a escrever?
YOLO sim senhora, como quiserem, como se sentirem bem, como acharem que é supposed to be, mesmo que seja a sair à noite todos a dias, ou a dormir oito horas todas as noite, mas o que quiserem, com o que foram felizes a fazer, quando vos apetecer. Pode ser?

Nicas

terça-feira, setembro 17, 2013


domingo, setembro 15, 2013


Diário de Barcelona - Erasmus

Dia 7, 8, 9 e 10

Agora já começa a ser diferente. Já é preciso estudar, já preciso aprender espanhol e catalão... Já começo a conheço mais pessoas, a fazer mais coisas, e como sei que as pessoas estão perto de mim embora longe, não me sinto tão sozinha. Sabendo que vou poder voltar no fim de semana do 1 de Novembro, porque eles aqui esse feriado não tiraram, e é o meu preferido, por causa dos kinders, é consolador. O tempo passa num instante não é?

Em Lisboa eu fui delegada de cadeira. O que sucede em Lisboa é exactamente isso, delegam-nos um pouco de poder, dizem-nos: organizem-se! Aqui não, aqui dão horários semanais que são isto:


Já viram que simples? Não... E pior é que vou ter me orientar por três coisas destas, que mudam todas as semanas, e cujas as aulas se podem sobrepor, e eles são esquisitos com as trocas de horários, mesmo para nós eramus que não temos outra alternativa. Mas enfim, vai-se desenrascando.

O dia-a-dia vai-se tornando mais fácil. 

Ontem foi sábado e não tinha nada para fazer. Entretanto estava no facebook que iam organizar jogos de volei e de futebol para a tarde. Depois de tentar estudar um pouco, agarrei em mim e lá fui eu. Encontrei uma série de erasmus que ainda não tinha conhecido. Encontrei uma portuguesa. Fartei-me de ouvir asneiras em francês de dois colegas franceses mesmo engraçados. Perguntaram-me em que ano andava, e quando disse que era de 4ºano, ficaram a olhar para mim: So you are a master then... E eu fiquei: Pois... Yes... I guess so, I'm on my master's years. Ser aluna de mestrado é uma coisa que quando se está em mestrado integrado, já por si não se dá muito valor porque pronto tem de ser. Mas quando disseram que eu era master, soube mesmo bem, principalmente porque era a única que estava de 4ºano, o resto era tudo de 3ºano. Master ou não, parti-me toda, mas soube mesmo bem.

Nicas

quarta-feira, setembro 11, 2013


terça-feira, setembro 10, 2013

Diário de Barcelona - Erasmus

Dia 4, 5 e 6

São os chatos que conseguem sempre tudo o que querem. Ora ganham pela persistência, ora ganham pelo cansaço, mas ganham. Então eu, para ver se ponho isto das equivalências a andar para a frente, ando a ser uma grande chata. A maneira da minha professora me mostrar isso, foi acrescentando um ponto de interrogação onde no assunto do meu e-mail estava "com urgência". Pedi-lhe desculpa depois na resposta...

Já estou a ter aulas, e estou a gostar da maneira dos espanhóis darem as aulas, como eles normalmente enquanto falam já falam como se estivessem a explicar coisas às pessoas, nas aulas percebe-se tudo muito bem porque eles acrescentam-se sempre "d'accord" e "vale" no final das frases. Percebo tudo que eles dizem, mas não sei falar patavina. Depois começo a falar inglês com os colegas, e eles sem saberem responder-me, acrescentam: "You speak good english", dá cá ao ganho... Devia saber era espanhol.

Já conheço a minha colega da quarto, acho que é boa rapariga, mas é um bocadinho estranha, só quero que ela respeite o meu espaço e as minhas coisas...

Bolas, ainda me sinto tão sozinha às vezes, e com vontade de chorar, só gostava de ter alguém mais próximo aqui com quem pudesse falar bem, português ou portuguesa. 

Ontem fiz anos, e o meu colega que veio comigo comprou um bolo de gelado para me cantarem os parabéns. Foi muito giro, é bom estar com pessoas de outros países e com a abertura de espírito de estarem fora dos seus países e querem conhecer pessoas.

Mas antes, ainda à uma da manhã abri o presentes que os meus amigos me deram para eu abrir cá no meu dia de anos, e comecei a chorar imenso não sei se tristeza ou de facilidade, mas de certeza de gratidão pela imensa sorte que eu tenho por ter pessoas tão espetaculares na minha vida. E depois chorei outra vez à noite depois dos telefonemas, e da video conferência que fiz com a família.... Sou uma mariquinhas, é que eu digo.

No Facebook agradeci a toda a gente que me mandou os parabéns individualmente, com muita gente a desejar-me felicidades em Barcelona, que aproveitasse e me divertisse.

Até agora gostei de toda a gente daqui, só não tive sorte com as asiáticas, e espero que não possa vir a dizer o mesmo da minha colega de quarto... Ai Jesus...

Nicas

domingo, setembro 08, 2013

Miguel Esteves Cardoso



Ando a ler este livro, que por incrível que pareça é a coisa mais ternurenta que existe. Até onde eu li, conta a história que como o autor tem estado a superar o cancro da sua mulher de quem gosta muito, e fala dela com uma ternura espetacular. Tem muita comédia também, e dá que pensar...

Nicas

Diário de Barcelona - Erasmus

Dia 1, 2 e 3

Devia dar outro nome a isto, devia chamá-lo: Diário de uma mariquinhas, porque é isso que sou, uma mariquinhas. Por um lado eu desculpo-me a mim própria, ninguém controla os próprios nervos, e pensar que se está longe mesmo que só à três dias faz-me comichão na glândula lacrimal. Mas tenho de me controlar por isso tenho de começar a escrever como são as coisas por aqui, para pôr as coisas em perspectiva com um pouco de sentido de humor.

Ora, o colega que veio comigo é um tipo simpático, tem sido muito prestável e não me deixa sozinha, o que é muito fixe, mas é um tipo muito pessimista. Mas deve ser uma coisa de portugueses porque conhecemos cá mais portugueses e são ambos muito pessimistas também, está tudo mal. O que não me ajuda nada! Por isso gostei de ter conhecido outras pessoas. Pessoas de muitos sítios, e muito bem dispostas. Se bem que quando as oiço dizer que estão cá sem saber se vão ter equivalências mas que não querem saber, está o caldo entornado, e vêem as lágrimas outra vez porque eu não quero perder um ano, e isso ataca-me os nervos. Posso ficar com três cadeiras para fazer para o ano, mas isso eu cá me arranjo, agora o ano todo, não, por favor!

Mas é preciso é calma e apertar os calos à Dona Leonilde do gabinete de Erasmus da FMV que não sei porquê não tem sido grande ajuda. Podia fazer um meme com ela a dizer: You had one job...

Isto aqui na UAB é tudo muito verde e bem organizado, é uma mini cidade, tem um hotel, um cabeleireiro, mercearia, uma clinica de óptica... A residência é gira. Ainda não conheço as minhas colegas de quarto, que deve ser catalãs, porque deixaram por cá as coisas e foram embora. Conheci uma delas, que deixou cá as coisas e foi embora. Pareceu-me simpática. Os catalães são simpáticos.

A malta de Erasmus tem de tudo um pouco. Há pessoas mesmo muito simpáticas e acessíveis, e há outras que nem tanto. Há pessoas que parecem normais, e outras muito estranhas. Até agora as mais estranhas foram os asiáticos, e os menos acessíveis foram os do norte da europa (mas conheci alemães muito simpáticos) que são um bocado snobs. Mas no geral é fácil falar com as pessoas.

Estou mesmo ansiosa é por começar as aulas e conhecer mais pessoas de veterinária. Este ano é que vou mesmo começar a estudar desde o início, porque não tenho outra alternativa, não posso desperdiçar o ano. Claro que quero divertir-me muito, mas não vou desperdiçar o ano. Ai não, vou sair daqui com tudo feito!

Tenho falado com a minha mãe todos os dias. Ontem, antes de desligar o telefone mas depois de ter acabado de falar comigo, ouvi-a a dizer para os meus tios que estavam com ela do outro lado da linha: Só lá está à dois dias, e já diz que tem saudades. Sou mesmo uma marquinhas...

Deixo aqui isto, só que porque sim. Tem piada...


Nicas

domingo, setembro 01, 2013

Setembro

Setembro, é a segunda passagem de ano. É o famoso mês do: 'Este ano é que é, vou começar a estudar logo no início.'; que nunca acontece...

O meu horóscopo de hoje é:
You are stretching your wings today because you believe that pretty much anything is possible. The previous limitations you placed on yourself enabled you to keep your feet on the ground, but now you are ready to fly. Whatever you want to do begins in your mind. Dream about it first, and then do whatever it takes to make your vision real.
Não sei porque me sinto hoje ligeiramente inspirada, mas sinto. Sinto que é um recomeço. É altura de respirar fundo, de perdoar o Mundo, e me perdoar a mim própría. Setembre é o meu mês, é para começá-lo com pensamento positivo.

Nicas

domingo, maio 12, 2013

Toma lá que já almoçaste

Perdeu-se me a Sharapova!
É bem feita para mim para não vir para aqui falar mal do Benfica e Serena Williams...

Nicas

Energia anti-Benfica

Eu ando anti-Benfica. Nada contra ninguém, é simplesmente meu. Ganhei uma muinha, uma muinha malvada, como se andasse sempre tudo a correr bem àquela gente, e se lhes faltasse a humildade de vencedor.

Eu tenho dois grandes ídolos do ténis, o Roger Federer e a Maria Sharapova, que são dois exemplos de como ganhar é uma energia positiva, e não um combustível para o ego. Mas no futebol há toda uma guerra de egos que é insuportável. É tão bom saber perder como saber ganhar. É a diferença entre ganhar porque se é bom, e o ganhar porque os outros são maus.

Em boa justiça, acho que o Benfica devia ganhar todas as finais, porque chegou até lá. Se formos a ver não descuraram nenhuma competição, dedicaram-se a todas, chegaram a três finais, e isso é de louvar. Mas agora, chegar lá e andar a desfazer os outros clubes é outra coisa completamente diferente. Não me dá vontade nenhuma de os ver ganhar, porque sei que se isso acontecer, vou ter de aturar aquele ego maldito durante muito tempo, e por isso se em vez disso, andarem de orelhas baixas é mais confortável para mim, que já não posso ouvir falar de Benfica. Antes o Porto, ao menos eles ganham sempre, já não é novidade, e o ego não cresce, fica do mesmo tamanho. Eu conheço muitos benfiquistas com um mau ganhar que dói.

Por exemplo, eu adoro ver o Djokovic a partir raquetes, e a Serena Williams a reclamar com o juízes de linha. Ambos grandes jogadores! Mas que não gosto de ver ganhar, porque quando perdem é muito mais giro. Ver benfiquistas aziados é do melhor. O melhor benfiquista do Mundo é o meu pai, e por ele nem me importava nada que o Benfica ganhasse e eu sentisse o ego dos outros benfiquistas todos, mas ele não tem ligado a futebol ultimamente.

Nicas

sábado, maio 11, 2013

Higiene

Preparar a época de exames é algo que deve ser feito desde o início... No início! Não é agora. Então eu, inteligência rara, só comecei a preparar-se agora. A primeira leva foi de Higiene.


Higiene:
-a arte de viver em plena saúde
- a ciência que ensina a conservar e
melhorar a saúde
- o estudo e a aplicação dos meios não
clínicos apropriados para criarem, para o
Homem, na vida individual e colectiva, as
condições favoráveis à saúde

Ai minha vida... Pior só quando:


TODOS OS NAVIOS
Devem ser concebidos e construídos de forma a não provocar a
contaminação dos produtos com águas residuais do fundo do
porão, resíduos de esgotos, fumos, combustível, óleo,
lubrificantes ou outras substâncias nocivas
Sorte marreca, que seca...

Nicas

sexta-feira, maio 10, 2013

Wilde

Hoje andava particularmente bem-disposta. Claro que me custou torresmos a levantar da cama. Claro que me atrasei a sair de casa. Claro que as minha aulas acabaram todas tarde, e em todas elas tinha uma vontade insuportável de comer ou de ir à casa de banho. No entanto, estava bem-disposta, e depois de uma conversa no metro com uma colega minha, dei por mim a citar Oscar Wilde: "Há duas tragédias na vida: uma a de não satisfazermos os nossos desejos, a outra a de os satisfazermos.", isto porque ela queria ir para Barcelona mas entrou em Córdoba, e ficou completamente conformada dizendo que se foi assim que aconteceu, era porque era assim que tinha de acontecer.

Nós não nascemos para termos tudo o que queremos, mas sim aquilo que de alguma forma "foi feito para nós". Eu não acredito em destino como já disse, mas sim na capacidade da vida de acontecer como faça sentido. Há coisas que fazem sentido lutarmos por elas, há outras que não.

Mas a angustia da perda é qualquer coisa que faz um vazio no peito, uma dor que chega a ser física até, é uma completa e total descoordenação entre cérebro e coração. Passado algum tempo (muito às vezes) esse vazio preenche-se com uma sensação reconfortante de conformismo, e as coisas começam a fazer sentido.

Eu adoro os Rolling Stones, têm a capacidade de pôr uma letra triste numa música alegre (quantas vezes não cantei já alegremente: "I wanna see you painted, painted black, black as the night, black as the coil!"), e eles têm uma música que retrata muito bem isto:




Nicas

sábado, maio 04, 2013

Don Juan DeMarco

Estou a ver uma filme chamado Don Juan DeMarco porque pensei que ia ser um filme de época.

Eu gosto de filmes de época, é engraçado saber como as coisas eram antigamente. Havia muito menos com que se entreter, então parece que as miúdas nasciam já a saber que se tinham de casar. Tudo quando é filme de época tem o casamento como lobby. Não sei se lobby é o termo correcto, no entanto... Embora agora se saiba mais facilmente de tudo de uma pessoa, a pressão social naquela altura era maior. As pessoas eram um pouco hipócritas, por exemplo Anna Karenina, mas hoje em dia, acho que perderam mesmo foi a decência... Mas isso é outra conversa, e eu não sou ninguém para julgar ninguém, e já falei aqui de hipocrisia, por isso é melhor estar calada...

Voltando ao filme, tenho estado o filme todo a fazer caretas. Este Johnny Depp está a matar-me de riso! Ora, então o filme passa-se num manicónio, e o Don Juan está a contar a história dele. O ideal daquilo que as mulheres querem descrito pelo personagem roça um pouco no cómico. Pessoalmente, um homem assim tão fogoso é para ter dose recomendada, e de para aí duas horas por dia só... Mas quem sou eu para falar? Se alguma vez tiver duas na vida toda já vou com sorte.

Quem é que participa no filme também? O Marlon Brando, já velhote, gordinho, com pouco charme, mas não deixa de ser irónico.

Voltando ao que as mulheres querem, isso não existe. Não existe uma lista que generaliza tudo aquilo que uma mulher quer num homem. Mas uma coisa é certa, a existir é tudo cliché e senso comum...

Nicas (Entretanto já vi o anúncio da Beyoncé cinco vezes, sinto-me hostilizada... Pronto, vá, uma hora na vida toda.)

domingo, abril 28, 2013

Just Dance

Na Mtv passa uma série chamada  The Inbetweenrs que na minha opinião é uma série muito tonta, que só vejo quando faço zapping, e que conta a história de um grupo de rapazes adolescentes que estão alí um pouco a encontrar-se a eles próprios, e tentar crescer como pessoas, mas na forma mais tonta, palerma e cómica possível.
Num dos episódios, um dos personagens está numa festa, e tudo parecia estar a correr-lhe mal. Então um professor diz-lhe qualquer coisa como: "Tudo isso que te preocupa agora, não vai significar nada no principal cenário da tua vida, por isso dança. Dança, porque um dia vais ter preocupações, mas agora não tens.". E depois o moço lá começa a dançar que nem um doido, e forma-se um círculo à volta dele... Enfim, coisas que acontecem sempre aos adolescentes americanos.
Parece filosofia da treta.
Na verdade, cada vez acredito mais nessas coisas. Não posso dizer que tudo me corra bem, pelo contrário, acho que nunca me senti tão mal comigo própria, como que derrotada numa batalha que nunca foi minha de ganhar. Mas não se pode baixar a cabeça, temos mesmo é que deixar ir, e dançar... Pôr uma música porreira, ter a certeza que ninguém está a ver, e abanar o cabelo que nem uma atrasada mental.
Vou para Barcelona 9 meses, por isso vai passar a ser a minha 3º casa, é uma vitória. E lá está, voltando às frases feitas: "Nada acontece por acaso". Acho que não aconteceu por acaso, pelo contrário veio mesmo a calhar, mesmo a jeito de "dançar".

 Nicas

quarta-feira, abril 03, 2013

Aquele livro... Aquele de que não me lembro o nome

Há uns anos a minha irmã mais velha lembrou-se de me oferecer a mim, e à minha irmã do meio umas prendas mais educativas, então ofereceu-nos livros (que ela atenciosamente leu antes do nos oferecer). A mim ofereceu-me "O Principezinho", e à minha irmã do meio ofereceu um livro também do mesmo tamanho, um pouco mais adulto mas muito mau, muito mau mesmo.
Era a história que uma mulher que tinha tido uma vida complicada. A vida dela tinha dado muitas voltas, muitas voltas mesmo... Aquele livro lia-se num dia, com alguma dedicação, dedicação essa que eu confesso que não tive. Mas hoje andei ali à volta da estante e desfolhei-o pela curiosidade. Mesmo sendo mau, o livro tinha uma frase que tinha graça: "Se tiveres de fazer o pino para seres feliz, o resultado vai ser uma grande dor de cabeça.". Tem graça, porque é mesmo assim...

Nicas

sexta-feira, março 08, 2013

Faturas

Acho bem, e se estivesse com muita inspiração escrevia aqui uma coisita revoltada a dizer que os meus pais descontam tudo, os funcionários públicos descontam na origem tudo também, e por isso, o café também vale.
Vou decorar o número para melhor contribuir! (Olho para o cartão...) Esqueçam, não vai acontecer...

Nicas

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Arco da velha

Este fim de semana esteve mau tempo, choveu e tal... Não que eu queira falar do tempo, nada disso.
Estava eu a voltar à sexta para casa de carro com a minha prima, e caiu uma chova de granizo de repente, que ela teve mesmo de abrandar porque não se via nada. Mais frente, ela diz-me:
- Já viste, até as gaivotas estão desorientadas!
- Pois, se levasses com a uma pedra na cabeça também ficavas desorientada...
- Ah, essa foi boa!

Há uns anos, ainda no básico fiz um trabalho sobre lendas e superstições, e lembro-me que havia uma superstição que dizia que as pessoas quando passavam debaixo de um arco-íris mudavam de homem para mulher, ou de mulher para homem. Uma parvoíce, mas enfim...
Na altura escrevi isto: Arco-íris
Lembrei disto à minha mãe no carro porque estava um arco-íris completo no céu na altura. Não houve nada melhor na altura do que rir daquela forma.

Nicas

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

O Limão

Já cá não vinha dar um passeio desde de Setembro. Não tinha nada de especial para contar. Ou se calhar até tive, mas apesar de mulher (ou amostra) não consigo pensar em várias coisas ao mesmo tempo, e quando há um lugar no meu cérebro que se torna demasiado sentimental, o outro lado senta-se a vê-lo fazer disparates em vez de o acalmar e dizer assim: "É pá, então e quando a funcionária da secundária levou com o cortinado na cara e pensar que era um pássaro, quando te escapuliste para dentro da sala para evitar... Ah, olha acho eu que devias decorar estas coisas, são capazes de sair no exame..." Não, senta-se só e fica a ver...

Mas pronto, onde é que eu ia? Ah pois, o Limão...
Ora o Limão é o professor da Propedêutica Cirúrgica. Um tipo respeitável, um pouco sarcástico, que faz  exames difíceis mas que deixa copiar. Sorte a minha que nunca calho na sala dele.
Eu gostava de Cirúrgica, e dedicava-lhe a especial atenção de acordar às 6 da manhã para ir às aulas, na tentativa de ficar a saber mais.
No Facebook há uma página com o memes da minha faculdade. Há lá um que se adequava mesmo a mim, diz assim: "Bad Luck Bryan: Vai às teóricas todas. Não sabe nada nas práticas.". Tiro e queda! Quando na aula da ovariectomia ele disse que ia anestesiar a gata com quetamina, eu fiquei: "Mas o que raio é quetamina?".
Por falar em castração, eu não sei qual é o entusiasmo do meus colegas com estas coisas, que enchem os murais deles com coisas dessas da faculdade... Uma vez ia caindo da cadeira quando um colega publica: "Primeira castração =D", e um amigo dele comentou: "Então e doeu-te muito?".
Adiante...
Ironia ou não, chumbei a Cirúrgica, e passei ali um pouco de Inferno, por vários motivos. Mas agora que passei com um 10 que nem Biofísica, percebi que realmente é um pouco "amargo" admitir que se andou a acordar às 6 da manhã todas as quintas e sextas-feiras de um semestre para depois se ir chumbar no exame da cadeira.


Nicas


quinta-feira, setembro 06, 2012

Setembro

Setembro é o segundo ano novo. É uma altura de recomeço, de fazer planos, de mudar coisas.

Hoje comecei a ver uma série cujos episódios têm menos de 10 minutos, chama-se Dating Rules from My Future Self, e conta a história de uma rapariga que recebe mensagens dela própria do futuro a partir do telemóvel, e que no fundo se vai aconselhando a fazer determinadas escolhas. Quem não gostava de se ter a si mesmo do futuro a dizer "Não faças isso que vai dar mau resultado!" antes de tomar uma decisão? Se bem que a minha perspectiva da vida não é essa. Eu acredito que as coisas acontecem por um motivo. Não falo de destino nem de predestinação, mas sim do poder do Presente de acontecer conforme faça sentido.

Uma coisa parecida, mas igualmente gira, é escrever uma carta para o nosso "futuro eu". A escrevê-la, acho que começava a assim: "Então sua inútil!? Tinha uma data de planos para ti... Aposto que não concretizaste nenhum!". A vida é mesmo assim, sempre o contrário daquilo que queremos que seja, e para sermos felizes temos de nos adaptar e gostar dela exactamente assim, inconstante, imprevisível... e  muitas vezes desapontante, mas também com muitas coisas boas, que é importante que não sejam esquecidas.




Nicas

segunda-feira, setembro 03, 2012

Superstição, lógica e coincidência

Eu gosto tanto de supersticiosos como gosto de fundamentalistas - Muito pouco. Contudo, consigo encontrar razão nos argumentos de ambos.
Um supersticioso normalmente gosta de ver o que lhe reserva o horóscopo, coisa que eu às vezes faço, e devo confessar que às vezes faz algum sentido.
Algumas superstições fazem sentido. Por exemplo, não sacudir tapetes à noite - Se houver pouca luz não se consegue ver se há alguma coisa em cima do tapete, logo se o sacudir posso perder um brinco pela janela fora, eventualmente. Ou deixar a carteira no chão, que se perde dinheiro - Deixar a carteira no chão é desleixo. Se outra pessoa encontrar uma carteira no chão, mesmo que seja em casa, pode bisbilhota a sacar de uma moedita.
Mas eu fiquei apanhada por uma superstição digamos que muito pouco inteligente, que tem a ver com ver as horas e os minutos iguais. Estava-me sempre a acontecer e fiquei apanhada por aquilo porque depois há uns tontos que dizem que têm significados... creepy. 
Uma coisa é certa, a superstição só afecta quem acredita nela, porque depois fazemos o cérebro pensar demais nas coisas e associamos a superstição a coincidências que acontecem. É melhor acreditar em coincidências do que pensar demasiado.

Os nossos cérebros são máquinas de reconhecimento de padrões juntando os pedaços e dando sentido aos padrões que nós pensamos ver na natureza. Realmente A está ligado a B, e ás vezes não está , diz ele . Quando não está nos erramos ao pensar que está, mas na sua maior parte este processo não nos vai remover a carga genética, e o pensamento mágico vai ser sempre uma parte da condição humana.
in http://www.oqueeisso.blog.br/?p=1322

Nicas

sábado, agosto 18, 2012

O bailarico de Verão

Eu nunca fui bem aquilo que o popular chama de juventude ou "mocidão", que é basicamente aquela malta que faz poucas-vergonhas, e trata os mais velhos por "tu". Eu nem os meus pais trato por "tu", Deus me livre!
Mas a "mocidão" é interessante. Se por um lado acha tudo uma seca, não dispensa um bailarico de Verão, onde figuram a bater o pé ao som de Quim Barreiro, com o belo do telemóvel na mão a mandar "lol"s. Não prestam atenção é letra. Mas não fazia diferença porque há letras da Rihanna bem piores e mais explicitas.
Eu gosto dos bailaricos e presto atenção às letras porque gosto de me rir um bocadinho. Os meus pais sempre gostaram muito de ir a festinhas, e embora eu fosse sempre a primeira a querer ir embora, não era um sacrifício assim tão grande, a não ser pelo facto de eu ter má circulação nas pernas.
O meu bailarico preferido é o cá de terra, que de todos os que há é capaz de ser dos mais insignificantes e pequenos, mas lá está, dá-me um arrepio nostálgico. Os meus pais deixaram de ir lá tanto porque dizem que tem muita gente conhecida. Eu não conheço a maior parte das pessoas da minha terra, e só falo com a "mocidão" de cá nestas alturas.



Nicas

terça-feira, agosto 14, 2012

Dia 4

Esqueci-me! Foi o regresso a casa. Mas primeiro fomos a Albufeira, onde a praia estava horrível.

Nicas

quarta-feira, agosto 08, 2012

Dia 3

Hoje venho falar de um fenómeno fantástico que eu espero não ser a única pessoa que repara. Vou chamá-lo Fenómeno do Hotel. Este fenómeno consiste em despertar a semente da educação no típico saloio assim que se vê num hotel (e com muita sorte em residenciais, albergarias, e até hosteís). Claro está que se a semente não existir, como acontece em muitos indivíduos que acham que quem fala mais alto e pior ganha, o fenómeno não se verifica. Hoje consegui observar um sujeito, com uma pala a dizer "Portugal", uma T-shirt "Corona", uns calções com dragões e óculos escuros postos dentro de quatro parede, a caminhar educadamente pelo buffet, e a retirar com uma habilidade rara a delicada fatia de queijo da travessa recorrendo ao respectivo instrumento, crítica possível para uma Paula Bobone, se calhar, não faço ideia.

É coisa que me faz ganhar uma mínima esperança na Humanidade.

O dia ainda não acabou, mas foi normalíssimo outra vez. Como a final foi ontem, hoje não há halterofilismo ao jantar.

Nicas


Dia 2

O dia foi normalíssimo, mas à noite a coisa não correr bem. Erámos para ir a um Festival de Marisco, e como me deram a mim a função de confirmar na internet, chegámos a Faro (48km - 25 minutos daqui) e o festival já tinha acabado no domingo - Face palm. Resultado: Jantámos às dez horas, novamente a ver halterofilismo.

Nicas

segunda-feira, agosto 06, 2012

Dia 1

Três anos depois, lá partimos nós a caminho de Algarve novamente.

Ao contrário de 2009, ano marcado pelas artes marciais de sudoku da Manuela Ferreira Leite, este ano está a ser marcado pelos Jogos Olímpicos, e pelo meu quase ataque cardíaco ao saber que quem tinha ganho o medalha de ouro do ténis foi o Murray - a vingança foi finalmente servida. Hoje à hora de jantar estava tudo entusiasmado a ver halterofilismo. Até agora para não variar muito, que para isso temos o IVA e é sempre a subir, contamos com boas classificações mas nenhuma medalha.

Este ano não houve nem LUX nem lipoaspirações de apresentadores, mas havia a CARAS onde também houve cirurgia, mas como foi a Cinha Jardim, não conta.

Quanto à road-trip, fui o caminho todo a dormir. Fiquei espantada porque achava que nunca tinha chegado ao Algarve tão rápido. São coisas que se perdem quando só se dorme coisa de 5 horas.

A crise está bem presente. O hotel foi substituído pela albergaria, a gigantesca praia por uma praia pequenita que fica à sombra a partir de uma certa hora, e os nadadores-salvadores jovens deram lugar a senhores na casa dos 40.

São férias que perderam em qualidade de facto. Mas o espírito está todo cá.

Nicas

terça-feira, julho 31, 2012

Eu não sou daqui

Fala-se muito de crise económica, mas para mim o que há uma crise de valores. Hoje estava a ouvir uma música dos The Verve e lembrei-me da minha irmã mais velha. Na altura em que a minha irmã tinha a minha idade ninguém tinha telemóvel, mas toda a gente se encontrava, toda a gente convivia. Eu devia ter nascido uns anos antes.

Gostava de ter tido 20 anos nos anos '90. Talvez pelo mesmo motivo que toda a gente quer viver numa época anterior, como Woody Allen retrata no Midnight in Paris. A questão é que vivemos num época mesmo má comparada com há 20 atrás. Naquela altura a pessoas podiam pensar num Futuro. Eu não tenho noção de Futuro. A coisa mais parecida que tenho, é que em Setembro vou para o 3º ano de faculdade. E não querendo armar-me em vidente, a minha mãe não tarda vêm me gritar para ir almoçar.

A minha irmã mais velha ainda teve uma certeza que quando acabasse o curso de Enfermagem ia ter emprego. Isso hoje é ficção cientifica.

Ficção científica é ser bom ser-se reservado e boa pessoa. Quanto menos valores tiveres e mais egoísta e egocêntrico fores, melhor. A televisão bombardeia-te com isso, enche-te de complexos. Não é que estas coisas nunca tenham existido, mas agora parece que se multiplicou. Ah, mas mais importante: Não gosto de viver numa época em que vê Morangos com Açúcar, e as pessoas têm um péssimo gosto musical.

Nicas

sábado, julho 28, 2012

Summertime Sadness

Estou de férias à coisa de 3 semanas, mas a mim o Verão sabe-me sempre a ervilhas (sabe-me a verde). Passa-se mais tempo a pensar no que se vai fazer, do que a fazer mesmo alguma coisa. Casa, lar, é sempre aconchegante, mas altamente limitativo, porque a minha mãe queria que eu tivesse ido para a freira, mas daquelas que nunca - Nunca, deixam o convento.
Claro que tem dias. Às vezes farta-se de mim, e quer-me fora de casa. Mas 10 minutos é o suficiente para ficar preocupada.
Tenha eu 14, 15... 20 anos, a história é sempre a mesma. De maneira que, na minha curta vida não me lembro de ter ido um Verão digno de memória. Talvez os de infância, mas mesmo esses eram altamente limitativos. Tinham sempre de me levar às praias onde nenhum dos meus amigos ia. Mas não me queixo, até era melhores. Só tenho pena pelas consequências disso.
O Verão passado nem teria sido mau... A minha cabeça... A minha cabeça estragou tudo. Demasiadas expectativas estragam sempre tudo.
Mais vale não esperar nada, e ir jogar cartas com os meus primos para casa da minha avó. Ir à praia com os amigos nos bons dias de sol. E que o papado me deixe sair do convento à noite de vez em quando.



Nicas aka Comboio Rançoso

quarta-feira, junho 20, 2012

Injustiças? Não te venhas queixar e mim!

Hoje, uma amiga minha veio falar comigo indignada de tão injustiçada. Mas eu não posso dizer nada, porque nada se compara. Ora, não se venham queixar a mim. Eu tenho a avaliação toda ela final com 7 cadeiras, fazendo um total de 7 exames teóricos, e 2 práticos, que são na sua maior, tudo ou nada. Não se queixem, que não vou dou razão, e digo: C’est la vie, mon ami.

Hoje, também, vi um post no Face’trucas de um futuro candidato ao ensino superior, a queixar-se da incompetência das suas excelências do GAVE. Pamor’dedeus! Hás-de ter muitas saudades deles, quando chegares à Universidade e teres exames a descontar, “dúvidas?" desenrasca-te!”, nem um único exercício para poder consolidar conhecimentos, e teres exames a quase, ou mesmo, a tudo. Cala-te pá!

Vão queixar-se para outro lado. Quer dizer, eu queixo-me e digo: Pá! Tem que se fazer…”, esta gente queixar-se e diz: “Vou morrer! Injustiças!”

Por mim podiam ir todos mas é dar uma volta.

Nicas

domingo, maio 13, 2012

Almoços fantásticos

Um dia destes, a minha tia disse qualquer coisa engraçada, e quando me viu a rir à gargalhada, disse: “Já vai pôr isto no blog dela!” Por isso, hoje vou mesmo.

Hoje o meu tio bêbedo caiu de bicicleta (já tinha dito que tinha um). O pobrezito teve de ir para o Hospital, e essa parte não tem, obviamente, piada nenhuma. O que teve piada fui ver o lista de contactos do telemóvel dele, onde figuravam nomes de pessoas tão distintas como o “Homem Aranha” em pessoa. Agora a sério: Quem é o Homem Aranha?

Mesmo que me explicassem eu não sabia. Eu não conheço as pessoas da minha terra. A minha mãe diz que tem desgosto… Eu não.

A minha avó hoje começou a falar de uma senhora da terra que se pintava tanto que parecia “uma televisão a cores”. Mas a minha tia disse que ela era bonita, e que por isso não precisa de casado “com um mariconço daqueles”.

De facto, a minha família recorre a tanta adjectivação para descrever as pessoas. Até dá para estranhar como é que não dá logo para ver quem são as pessoas…

Nicas

quarta-feira, abril 25, 2012

25 de Abril, agora

Hoje, vivemos numa segunda ditadura, ditada pela crise, pela Troika, pelos mercados internacionais, e pelas agências de rating.

A liberdade de expressão hoje não significa nada, pois existe um abuso de opiniões parvas, que toda a gente tem sobre tudo, sem perceber nada.

Perdeu-se a noção de ideia, perdeu-se a noção de futuro.

Senhora e senhores, bem-vindos à ditadura da crise económica e social.

Nicas

quinta-feira, abril 05, 2012

Hoje deu-me para isto

 

Pijama Women Secret

A toilet perfeita para um dia fechada em casa.

Ah pois é Pipoca Mais Doce, eu também posso!

Nicas

quarta-feira, abril 04, 2012

Nirvana

Lithium

I'm so happy
'Cause today I've found my friends
They're in my head
I'm so ugly but that's okay,
'Cause so are you, we broke our mirrors
Sunday morning is everyday
For all I care and I'm not scared
Light my candles in a daze
'Cause I've found God

(…)

Ouvi esta música. Li atentamente esta letra. Por fim compreendi porque o Kurt Cobain foi (é) o ídolo de tanta gente. Infelizmente, morreu muito cedo.

Nicas

Tirei isto de um blog que sigo:

http://complexidadeecontradicao.blogspot.pt/

«Listen, if you really wanna do this with your life you have to believe you're necessary and you are. People wanna live like this in their cars and big fuckin' houses they can't even pay for, then you're necessary. The only reason that they all get to continue living like kings is cause we got our fingers on the scales in their favor. I take my hand off and then the whole world gets really fuckin' fair really fuckin' quickly and nobody actually wants that. They say they do but they don't. They want what we have to give them but they also wanna, you know, play innocent and pretend they have know idea where it came from. Well, thats more hypocrisy than I'm willing to swallow, so fuck em. Fuck normal people.»


Will Emerson (Paul Bettany), Margin Call (2012)

Nicas

O fora de jogo

“Não percebo uma regra de futebol. A não ser!… O fora de jogo.”

“Tentámos pôr cães, mas chegámos à conclusão que eles são como as mulheres: Não percebem muito bem a regra do fora de jogo.”

Gosto Disto – SIC

Parti-me a rir.

Eu sei o que é o fora de jogo e, modéstia à parte, sei explicá-lo mais ou menos bem.

O fora de jogo é a regra mais justa do futebol. É a regra que impossibilita que um avançado possa ficar sempre à frente da baliza e marque a qualquer altura. Tem que ter passado pelo menos por um defesa, antes de se isolar à frente da baliza. Se não existisse fora de jogo, o guarda-redes coitadinho tinha de gramar não só com mais frangos, mas perus, gansos e enfim, a capoeira toda.

Quando eu andava no básico, alguém teve a feliz ideia de organizar um campeonato de futebol feminino nos intervalos, e eu fiquei guarda-redes. Ora, eu até me safava. Mas diga-se de passagem que eu não tinha levado com tantas avestruzes se existisse regra de fora de jogo nos jogos não oficiais.

 

Nicas

domingo, abril 01, 2012

1 Milhão de prejuízo… É gente que não sabe estar

Há muita gente que não sabe estar. O português, por exemplo, raramente sabe estar, mas quando sabe, tem estilo. O 25 de Abril é um exemplo de como o português sabe revoltar-se sem se mexer muito. Mas o espanhol? Esquece, o espanhol não sabe estar.

Ah, y las medidas de austeridad: BOOM! Una pérdida de millones en Barcelona. Somos lo que? Portugués? ¡No!

Violência por Diversão. Mas é que não sabem mesmo estar…

http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=45531

Nicas

quinta-feira, março 29, 2012

Não há palavras…

…para descrever o quanto me irrita quando isto, figurativamente, se aplica mesmo bem às vezes.

Virgo

Quinta-feira, 29 de Março de 2012

Por Rick Levine

Although you could be the most competent candidate for employee of the month, you might not feel appreciated for what you do today. Your need for recognition may motivate you to overcompensate and work even harder. Unfortunately, you could miss the boat in romantic matters now. Don't waste your time on feeling guilty. Instead, focus on the love that is real and right in front of you.

Nicas

quarta-feira, março 21, 2012

Financial Riot!

Há uns tempo para cá, estava mesmo frustrada. A verdade é que os meus pais estão a ficar cada vez mais chatos no que toca ao dinheiro. Como o meu sistema reticular é um esponja autêntica, esse tem sido o tema de muitas das minhas conversas ultimamente. Eu dantes nem queria saber, nunca andava com dinheiro, nunca gastava dinheiro…

Então, após uma sessão de vácuo mental, seguido de uma vaga de pensamentos algo profundo: Who cares?

Para quê preocupar-me com o facto de não poder fazer compras todos os meses? Para quê preocupar-me com o facto de ver raparigas muito mais bem vestidas que eu? Eu nunca me tinha preocupado muito com isso até me virem com a conversa do dinheiro.

As pessoas podem ser felizes de muitas formas. Eu não me importo de tentar ser feliz como uma pessoa que não tem muito dinheiro. Nunca me faltou nada! Pronto, gostava que me oferecessem um carro. Mas sinto-me extremamente fútil quando peço, por isso, vou esperar… (Além disso, está provado que as pessoas engordam sempre no ano em que compram carro, o que é bastante evitável.)

Vou deixar de ir ao blog da Pipoca Mais Doce, de comprar a Vogue e assim, que são coisas escritas por mulheres bem sucedidas e/ou com maridos ricos.

Vou dar numa de hippie, ou rastafari… Naaaa. Mas vou falar menos de dinheiro. Quando for eu a ganhar para mim, logo se vê, mas por enquanto, como as coisas estão, vai ser como tiver de ser.

Nicas

sábado, março 17, 2012

A dinâmica do autocarro

Na minha terra os autocarros passam de hora em hora, e os únicos autocarros que conheço são aqueles que me levavam para a escola.

Mas no secundário deixou de haver um autocarro só para nós, e começámos a andar no mesmo que levava as pessoas para o trabalho. Ora lá, uma pessoa encontra dois lugares vazios, e como uma pessoa normal, senta-se no lugar ao pé da janela, e deixa o lugar mais de fora para outra pessoa se sentar. Aqui em Lisboa, as pessoas senta-se no lugar mais próximo do corredor, bloqueando a que outra pessoa se sente ao lado delas. Para uma pessoa se sentar tem que “Licença…Licença”.

Ora isto é extremamente rude e irritante.

A lógica podia ser: “Eu vou sair primeiro, logo sente-se do lado da janela”, mas as pessoas não sabem quando vão sair!

Quem diz autocarro, diz metro. É de uma rudeza…

Nicas

terça-feira, março 13, 2012

Uma boca fechada vale por 500

Se fizer as contas, é impressionante a quantidade de coisas que preferia nunca ter dito. São como fantasmas que me assombram. Desde fazer comentários injustos, a frases completamente disléxicas de um cérebro a precisar de vitaminas.

Por outro lado, eu pouca ou nenhuma importância dou quando alguém diz algo obviamente pouco sentido, ou sem sentido. Sai tão depressa como entrou. Provavelmente, é por isso que não é muito frequente as pessoas virem com considerações sobre aquela coisa que se disse naquele dia àquela hora.

O mais importante é a atitude. Se alguém diz alguma coisa com desprezo, é difícil esquecer, mas se mesma coisa for dita em tom de brincadeira, de uma maneira aberta e afável, é pouco provável lembrares-te no dia anterior.

A maior parte das coisas que me ficaram na cabeça ditas por outras pessoas, não me marcaram exactamente pelo conteúdo, nem pela atitude, mas pela pessoa em si.

Há tantas frases difíceis de tirar da cabeça…

Nicas

quarta-feira, março 07, 2012

É bruxaria!

Virgem

Fui ver o meu signo, mas só lá estava o da semana passada. Quando li: Bolas! Foi mesmo assim… É bruxaria!

Nicas

segunda-feira, março 05, 2012

Smell you later

Com tanta virose que anda para aí, acho que nunca tive o nariz tão apurado como ultimamente. Ando nostálgica, e os cheiros não ajudam.

Mais do que qualquer música, ou coisa que se observe, os cheiros são altamente activadores da memória. Há cheiros que são capazes de me transportar para memórias mesmo muito antigas.

Eu costumava achar que o meu maior activador de memórias, era a música “Street of Philadelphia” do Bruce Springsten, mas cheguei à conclusão de que não. Um dia, destes estava no autocarro a caminho de Lisboa, e um cheiro qualquer que entrou pelo autocarro quando a porta abriu, fez-me lembrar de quando construía casas com caixas de horta vazias nos tempo em que era pequena, e os meus pais levam-me para os terrenos com eles, e eu ficava lá a brincar (na altura em que ninguém me pedia que arranjasse alhos).

Sem exagero, fiquei o assim o dia todo… Amanhã já não vai ser assim porque já dei por mim a espirrar.

Eu costumo acreditar de que a melhor maneia de encarar uma fase má da vida, é olhando para todas as fases boas e más porque já passei. Claro que com 19 anos não há propriamente muitas fases para comparar com o quer que seja, mas a simples lembrança de como antes das chatices se era relativamente feliz, pode ser suficiente para acreditar que deixando as tristeza de agora para trás, podemos voltar a sê-lo. Faz sentido na minha cabeça.

Claro que esses cheiros que nos trazem boas memórias e nos deixam inconscientemente felizes não são coisas que acontecem todos os dias. Para mim, às vezes até funciona melhor uma musiquinha do Bob Marley.

Nicas

quinta-feira, março 01, 2012

Uma luz ao fundo

Já que estou numa de falar de luz, e de vivências de infância no verão, vou falar do ponto alto dos meus verões de criança. Ir para o Algarve.

O Algarve e a praia por si, não me diziam nada na altura, o que eu gostava mesmo era da viagem de carro.

Íamos sempre de madrugada, ainda não se via raio de sol, e eu ia ora deitada no banco de trás do carro, ora sentada a olhar para caminho. Não se via quase nada.

Há um episódio do How I Met Your Mother em que o Marshall conta que quando ia com a família de carro à noite na tempestade, e olhava para o caminho e não se via nada, não tinha medo porque o pai ia a conduzir, e ele sentia que era como se ele lhe mostrasse no caminho na escuridão. Era um pouco assim para mim também.

Estar no Algarve depois não tinham piada nenhuma. Era eu sozinha com os meus pais, e estava sempre calor a mais, e a água à tarde ficava turva.. Enfim, não tinha piada nenhuma.

Nicas

Out in the dark

Eu adoro viver em Lisboa. Tenho tantas memórias de criança passadas em cá. Costumava ser o meu refugio quando era pequena, quando os verões sabiam-me a ervilhas, e sabia que todos os meus colegas se divertiam, arranjavam namorados, e iam juntos à praia, enquanto que tinha de ficar em casa fechada. Todos os verões ligava para a minha irmã velha: “Olá! Posso ir contigo para Lisboa da próxima vez que vieres cá? Já tenho saudades de ir para aí.”. Lá ia eu.

A cidade sempre me fez sentir que se pode fazer parte de alguma coisa, porque há tanta coisa. E que nunca se é excluído, porque há tantas coisas onde se incluir. Tantas coisas para fazer. Tantos sítios diferentes. Tantas pessoas…

Mas o que sempre me fascinou foi a noite. As luzes dos candeeiros de rua, e as luzes dos carros no trânsito noturno. Ainda hoje me transmitem uma certa calma. Não sei bem explicar porquê, mas é como se me transmitisse a mensagem de que não importa o que aconteça, vai haver sempre uma luz na escuridão.

Lamechas… Eu sei… Mas é verdade. Acho que até já tweetei isso uma noite destas quando estava no parque das nações à noite na rua, à espera para jantar no aniversário de uma colega.

Nicas

Bye Bye Fevereiro

Não publiquei nada em Fevereiro. Agora vai faltar um mês na parteleira da tralha. Mas não tinha nada para escrever, por isso não faz mal.

Hello Março

Nicas

sábado, janeiro 14, 2012

Chocolate nos dentes

Mãe – Anda cá ver isto, depressa!
(Aranha enorme na parede, e a minha mãe ri-se satisfeita)
Eu – Oh mãe, tens chocolate nos dentes! (Riu-me satisfeita)
Mãe – Uma aranha deste tamanho, e tu olhas para os meus dentes?!

Nicas

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Fim do Mundo em 2012... Naaaaa


É verdade que, para sermos genuínos, mentes abertos e pensadores, devemos ter as nossas próprias opiniões acerca das coisas. Mas topem-me isto...

Nicas

segunda-feira, dezembro 19, 2011

A vida sem Office

A vida sem Office é chata, mas vive-se usando o Google docs. É uma vergonha não ter Office. Toda a gente tem Office. Eu tinha Office, até ao dia em que resolvi instalar o Office 2010.

Nicas

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Vídeoclip

A música é capaz de ser o meu maior vício. É que nem o café…

Mas é extremamente frustrante quando uma música é linda, e depois o vídeoclip não presta. Nem dá vontade de pôr no mural do Facebook. É uma chatice.

Porém, nem sei que pensar deste:

Mas adoro a música. A Lana Del Rey tem mesmo música mágica. É um autocarro mental para algures onde nunca vou estar.

Nicas

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Está a dar na VH1 um countdown das melhores músicas de 2006. Foi o ano em que fiz o blog… Que nostálgico.

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Fim das Scuts–Vitórias e Derrotas

Segundo a Wikipédia:

Uma SCUT era uma autoestrada em regime de portagens virtuais, cujos custos eram suportados pelo Estado Português. A construção e manutenção era da responsabilidade de uma empresa concessionária. A sigla SCUT é uma abreviatura de "Sem Custo para os Utilizadores".

O conceito de SCUT foi introduzido em Portugal em 1997 no governo de António Guterres, pela mão do Ministro do Equipamento Social, João Cravinho, e foi abolido em 2011, com as autoestradas A22, A23, A24 e A25 a serem as últimas a abandonar este sistema de pagamento.

Hoje deu nas notícias que as pessoas, literalmente, entupiram as nacionais para não pagar portagem. O fim das Scuts levanta várias desvantagens, mas também vantagens que eu passar a enumerar, porque me apetece:

Desvantagens:

- Na reportagem uma jornalista perguntou a um espanhol o que é que ele achava da medida, e ele respondeu que costumava vir a Portugal 3 a 4 vezes por ano, mas que ia deixar de vir porque: “Es unha pouca vergoña”.

- As pessoas que têm de fazer o percurso todos os dias para ir trabalhar, e não lhes dá jeito passar pela nacional, vão ter uma grande despesa ao fim do mês.

- É uma pouca vergonha, em tempo de crise, com tanta subida de impostos, alterar a dinâmica social e económica das pessoas.

Vantagens:

- As senhoras da Serra Estrela que vendem queijos, presuntos e manteigas à beira da estrada, vão ter um aumento nas vendas. Em vez de: “Papá, tenho fome!”, “Está bem, vamos ali à estação de serviço”; vai ser: “Papá, tenho fome!”; “Ok, estamos quase a passar na Dona Alzira.”.

- As pessoas passam a ter de passar por localidades que desertificaram um pouco graças à construção das autoestradas. o que promove de certa forma a economia local. Uma vez que, as pessoas atravessam por locais onde dantes para se passar tinha de ser de propósito.

- É uma vitória para a Língua Portuguesa, porque se extingue uma palavra algo estrangeirada: “Scuts” que nem tem “e” entre o “t” e o “s”. Agora é tudo “autoestrada”.

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terça-feira, dezembro 06, 2011

Por causa da Ana Marta e da Maria, fiquei viciada…

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A polémica do exame

Como já referi no meu post anterior, vou fazer exame de Actividades Complementares, cadeira de que sou delegada. Em princípio, ao fim de 3 meses já deviam saber que sou eu a delegada da cadeira, e fazerem-me as perguntas quando precisam de saber alguma coisa. Mas não. Então, estou sempre na aula a ouvir conversas paralelas de pessoas a dizer que o exame é muito difícil, e saem perguntas com decretos de lei.

Mandei um mail para a mailing list a explicar, mas nem toda a gente recebeu. Quando dou por ela vejo que um colega tinha enviado um exame. E toda a gente a dizer que aquilo não se conseguia fazer. Tipo, era AC, sim senhor, mas de ACIV! Claro que não conseguiam fazer…

Enfim, é deixá-los a pensar que aquilo é um bicho de 7 cabeças, é de maneira que têm todos 20.

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segunda-feira, dezembro 05, 2011

Espiral de frustração

Hoje estive a falar com umas colegas minhas que têm uma amiga que anda na católica, e que eu achei muito simpática quando a conheci numa vez que fomos ao cinema. Elas dizem que a moça é um amor de pessoa, no entanto, é o tipo de amiga que quando é preciso nunca lá está.

Ora isto deu-me que pensar. Até que ponto serei eu assim?

Quando era miúda, nunca tive daquelas amigas com quem as miúdas normais passam muito tempo a brincar às bonecas na casa umas das outras. Não sei muito bem o que é ter um amigo como se fosse da família, porque a minha mãe nunca gostou de ter pessoas de fora muito tempo lá em casa. Não fazia festas de anos. Nunca fiz festas de pijama… Em contra partida tinha amigas que me convidavam, e eu ia, depois de muito jogo de “Vá lá!”.

Eu acho que no fundo é a minha mãe que me faz desistir das coisas e das pessoas. Como da natação porque não me queria levar. Já nem me lembro bem dos meus amigos da natação… Embirra comigo, e não me deixa sair de casa. Diz-me que não vale a pena gastar dinheiro a sair com amigos, porque não são os amigos que nos pagam as contas. Deixa-me a chorar. Nunca vou dizer estas coisas a filhos meus!

Mas uma amizade só funciona quando se retribui. Os “Obrigada!” não chegam, eu tenho sempre consciência disso. E aos poucos, à medida que o tempo vai passando, sinto as pessoas a afastarem-se cada vez mais, e cada vez mais de mim. Vou passando para segundo plano… Terceiro plano… Quarto plano… Mas eu nunca me esqueço das pessoas. Sofro horrores quando passo por um velho amigo na rua, e já nem sei se lhe posso acenar. É triste.

Por isso, acho que sou uma Mafalda. Acabo por ser uma amiga que não está lá quando é preciso…

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domingo, dezembro 04, 2011

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Parte do que somos é o que fazemos

Segundo a senhora dos seminários de AC, o ser humano passa 2/3 da sua vida a exercer uma profissão. Partindo do princípio que isso é verdade, (eu acho que ela agarrou naquela de passarmos 1/3 da vida a dormir e fez as contas) é um bocadinho difícil não sermos afectados por aquilo que fazemos.

Por exemplo, um economista pode usar enquanto fala expressões como: “E a situação foi inflacionando…” ou “Vais ter de me pagar com juros…”. Um advogado pode dizer: “Esse argumento não é válido…” ou “Isso não é verosímil…”. Um engenheiro pode dizer: “Só fazendo os cálculos…” ou “Não há formula para isso…”. Enfim, somos sempre influenciados por aquilo que fazemos.

Agora perguntam, onde raio quer ela chegar com isso. Bem…

No outro dia, ia no autocarro para faculdade, e estava a falar com uma colega sobre o porquê de eu ter andado um bocadinho abatida naquela semana, pelo que digo: “Tenho andando cheia de hormonas…”. Um rapaz de outro curso que estava sentado á minha frente, inclinou um bocadinho a cabeça na minha direcção, e eu penso: “Bolas, se calhar não devia ter dito aquilo. Awkward…”.

Depois penso, se calhar até estava no meu direito de dizer aquilo. Convivo com isso. E posso avançar cientificamente que a razão da minha má disposição era devido exactamente a hormonas. Qual é o mal? O mal está em o ter dito demasiado alto…

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Nicas (Encontrei no facebook publicado por uma amiga)

sábado, dezembro 03, 2011

Uma cadeira explosiva

Estou a estudar Actividades Complementares que é só a cadeira mais chata que existe. E adivinhem, sou delegada.

Esta cadeira levanta-me várias problemáticas, das quais:…

1º

O regente da cadeira é o mesmo de Histologia, eu fui delegada de Histologia I e Histologia II no 1ºano. Por isso, eu acho que o professor acha que eu o ando a perseguir. Nada a ver, coincidência. Só sou delegada de ACIII porque ninguém quis ser, e eu na altura achei que se calhar até nem ia dar assim tanto trabalho.

2º

A senhora que dá os seminários tem uma obsessão por explosões, e tudo é perigoso, e corremos todos risco, e vamos todos morrer por causa de uma folha de papel. Mas numa coisa ela tem razão, o corte por uma folha de papel aleija e irrita que se farta.

3º

Não imponho respeito nenhum. E o facto de ser completamente errado aparecerem grupos de 8 pessoas para ter aula num laboratório minúsculo, que é o local de trabalho das pessoas, não entra na cabeça dos meus estimados colegas, e deitam por terra o trabalhão que eu tive a fazer a calendarização dos grupos que deviam de ser de 3 a 4 pessoas por turno nas aulas práticas.

4º

Devia estar a estudar aquilo, mas não consigo, porque cada vez que leio lembro-me do ar super sinistro da senhora dos seminários basicamente a dizer-nos que se houver um azar na faculdade, vamos todos pelos ares porque ninguém sabe o plano de emergência. Já experimentei pôr uma banda sonora animadora, mas desisti quando ia na Beyoncé. Não há espírito.

5º

A delegada de ACI e ACII, foi à mailing list dar-me sugestões, eu acho que ela quer o lugar de volta. Mas eu agora estou com a ganância, por isso digo que se ela quisesse ser delegada que tivesse ido às aulas. Mas se quiser ser da ACIV, está à vontade.

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Euro 2012 pela fase de grupos

Graças a0 Zidane, Portugal calhou no até agora intitulado, grupo da Morte, com a demoníaca da Alemanha, a Holanda, e a Dinamarca (que não gosta nada de Portugal).

É melhor começar a convencer-me que Portugal em 2012 só se vai ficar pela fase de grupos.

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Experiências de condução

Tenho a carta há coisa de um mês, mas eu não sei conduzir nada de jeito, e estão sempre a dizer-me coisas como: O carro tem mais mudanças; põe segunda, põe terceira…. Irrita-me.

Não gosto que me critiquem a condução, porque eu também não ligo à forma como as pessoas que me dão boleia põe mudanças, ou estacionam, ou iniciam o carro, ou se esquecem de destravar o travão de mão, ou entram em contra-mão… Eu quero lá saber!

No outro dia, tinha ido ao cabeleireiro, e deixei o pneu a tocar um bocado no passeio e ia corrigir. Nisto esperei um bocadinho para o fazer, porque uma senhora estava a quer chamar-me à atenção por causa de alguma coisa. E diz-me - Olhe, tem o pneu muito encostado ao passeio! (A sério?!..) – Ia agora mesmo corrigir, obrigada.

Não foi a primeira, já me tinham acontecido coisas destas até com o condutor de uma ambulância…

Há gente mesmo chata.

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sexta-feira, dezembro 02, 2011

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Alguma coisa a ferver-me na cabeça…

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Um dia alguém muito inteligente disse que a melhor maneira de olhar para alguém que me magoou, é mostrando-me feliz. Diz que é a coisa mais irritante que podes fazer alguém que te faça mal.

Mas o problema está quando a pessoa não sabe que magoou, e está feliz, enquanto se continua miserável por dentro.

As pessoas dizem que o desgosto faz parte da vida, e que as coisas más têm de acontecer para se valorizar o que acontece de bom. Só que depois o desgosto dura, o tempo passa, e nada de bom acontece.

Pergunto-me se alguém é verdadeiramente feliz…

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Adeus 1 de Dezembro

Para o ano que vem, vão-nos tirar 4 feriados, 2 nacionais e 2 religiosos. Já ouvi quem dissesse que se deviam tirar os feriados religiosos porque Portugal é um estado laico. Mas ninguém concorda que se devia tirar o Natal, que é tipo o feriado mais religioso que existe… Enfim, eu acho mal tirarem qualquer feriado que seja.

A Estónia tem 22 feriados! Porque é que não podemos continuar a ter 13?… Tudo bem que não somos de todo dos países mais produtivos da Europa, mas o contribuinte português trabalha mais horas por dia (independentemente da produtividade daí resultante) que os alemães, e ganha menos; ao menos que tivesse mais dias de descanso. Agora nem isso, porque vamos passar a ter o mesmo número de feriados que a Alemanha. Já devíamos ter percebido que igualarmos-nos a países mais ricos que nós não é a solução. Aliás, foi o que nos trouxe a desgraça.

Mas tudo bem… Agora só espero que me tirarem 4 feriados faça realmente diferença, porque um dos feriados que querem tirar é este, o 1 de Dezembro, que até é um dia importante que merece ser assinalado:

http://pt.wikipedia.org/wiki/1_de_dezembro (adaptado)

São só coisas importantes. Eu estava agora mesmo a festejar a inauguração do primeiro posto de gasolina em Pittsburgh nos Estados Unidos. É realmente uma pena…

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