sexta-feira, fevereiro 08, 2013

O Limão

Já cá não vinha dar um passeio desde de Setembro. Não tinha nada de especial para contar. Ou se calhar até tive, mas apesar de mulher (ou amostra) não consigo pensar em várias coisas ao mesmo tempo, e quando há um lugar no meu cérebro que se torna demasiado sentimental, o outro lado senta-se a vê-lo fazer disparates em vez de o acalmar e dizer assim: "É pá, então e quando a funcionária da secundária levou com o cortinado na cara e pensar que era um pássaro, quando te escapuliste para dentro da sala para evitar... Ah, olha acho eu que devias decorar estas coisas, são capazes de sair no exame..." Não, senta-se só e fica a ver...

Mas pronto, onde é que eu ia? Ah pois, o Limão...
Ora o Limão é o professor da Propedêutica Cirúrgica. Um tipo respeitável, um pouco sarcástico, que faz  exames difíceis mas que deixa copiar. Sorte a minha que nunca calho na sala dele.
Eu gostava de Cirúrgica, e dedicava-lhe a especial atenção de acordar às 6 da manhã para ir às aulas, na tentativa de ficar a saber mais.
No Facebook há uma página com o memes da minha faculdade. Há lá um que se adequava mesmo a mim, diz assim: "Bad Luck Bryan: Vai às teóricas todas. Não sabe nada nas práticas.". Tiro e queda! Quando na aula da ovariectomia ele disse que ia anestesiar a gata com quetamina, eu fiquei: "Mas o que raio é quetamina?".
Por falar em castração, eu não sei qual é o entusiasmo do meus colegas com estas coisas, que enchem os murais deles com coisas dessas da faculdade... Uma vez ia caindo da cadeira quando um colega publica: "Primeira castração =D", e um amigo dele comentou: "Então e doeu-te muito?".
Adiante...
Ironia ou não, chumbei a Cirúrgica, e passei ali um pouco de Inferno, por vários motivos. Mas agora que passei com um 10 que nem Biofísica, percebi que realmente é um pouco "amargo" admitir que se andou a acordar às 6 da manhã todas as quintas e sextas-feiras de um semestre para depois se ir chumbar no exame da cadeira.


Nicas


quinta-feira, setembro 06, 2012

Setembro

Setembro é o segundo ano novo. É uma altura de recomeço, de fazer planos, de mudar coisas.

Hoje comecei a ver uma série cujos episódios têm menos de 10 minutos, chama-se Dating Rules from My Future Self, e conta a história de uma rapariga que recebe mensagens dela própria do futuro a partir do telemóvel, e que no fundo se vai aconselhando a fazer determinadas escolhas. Quem não gostava de se ter a si mesmo do futuro a dizer "Não faças isso que vai dar mau resultado!" antes de tomar uma decisão? Se bem que a minha perspectiva da vida não é essa. Eu acredito que as coisas acontecem por um motivo. Não falo de destino nem de predestinação, mas sim do poder do Presente de acontecer conforme faça sentido.

Uma coisa parecida, mas igualmente gira, é escrever uma carta para o nosso "futuro eu". A escrevê-la, acho que começava a assim: "Então sua inútil!? Tinha uma data de planos para ti... Aposto que não concretizaste nenhum!". A vida é mesmo assim, sempre o contrário daquilo que queremos que seja, e para sermos felizes temos de nos adaptar e gostar dela exactamente assim, inconstante, imprevisível... e  muitas vezes desapontante, mas também com muitas coisas boas, que é importante que não sejam esquecidas.




Nicas

segunda-feira, setembro 03, 2012

Superstição, lógica e coincidência

Eu gosto tanto de supersticiosos como gosto de fundamentalistas - Muito pouco. Contudo, consigo encontrar razão nos argumentos de ambos.
Um supersticioso normalmente gosta de ver o que lhe reserva o horóscopo, coisa que eu às vezes faço, e devo confessar que às vezes faz algum sentido.
Algumas superstições fazem sentido. Por exemplo, não sacudir tapetes à noite - Se houver pouca luz não se consegue ver se há alguma coisa em cima do tapete, logo se o sacudir posso perder um brinco pela janela fora, eventualmente. Ou deixar a carteira no chão, que se perde dinheiro - Deixar a carteira no chão é desleixo. Se outra pessoa encontrar uma carteira no chão, mesmo que seja em casa, pode bisbilhota a sacar de uma moedita.
Mas eu fiquei apanhada por uma superstição digamos que muito pouco inteligente, que tem a ver com ver as horas e os minutos iguais. Estava-me sempre a acontecer e fiquei apanhada por aquilo porque depois há uns tontos que dizem que têm significados... creepy. 
Uma coisa é certa, a superstição só afecta quem acredita nela, porque depois fazemos o cérebro pensar demais nas coisas e associamos a superstição a coincidências que acontecem. É melhor acreditar em coincidências do que pensar demasiado.

Os nossos cérebros são máquinas de reconhecimento de padrões juntando os pedaços e dando sentido aos padrões que nós pensamos ver na natureza. Realmente A está ligado a B, e ás vezes não está , diz ele . Quando não está nos erramos ao pensar que está, mas na sua maior parte este processo não nos vai remover a carga genética, e o pensamento mágico vai ser sempre uma parte da condição humana.
in http://www.oqueeisso.blog.br/?p=1322

Nicas

sábado, agosto 18, 2012

O bailarico de Verão

Eu nunca fui bem aquilo que o popular chama de juventude ou "mocidão", que é basicamente aquela malta que faz poucas-vergonhas, e trata os mais velhos por "tu". Eu nem os meus pais trato por "tu", Deus me livre!
Mas a "mocidão" é interessante. Se por um lado acha tudo uma seca, não dispensa um bailarico de Verão, onde figuram a bater o pé ao som de Quim Barreiro, com o belo do telemóvel na mão a mandar "lol"s. Não prestam atenção é letra. Mas não fazia diferença porque há letras da Rihanna bem piores e mais explicitas.
Eu gosto dos bailaricos e presto atenção às letras porque gosto de me rir um bocadinho. Os meus pais sempre gostaram muito de ir a festinhas, e embora eu fosse sempre a primeira a querer ir embora, não era um sacrifício assim tão grande, a não ser pelo facto de eu ter má circulação nas pernas.
O meu bailarico preferido é o cá de terra, que de todos os que há é capaz de ser dos mais insignificantes e pequenos, mas lá está, dá-me um arrepio nostálgico. Os meus pais deixaram de ir lá tanto porque dizem que tem muita gente conhecida. Eu não conheço a maior parte das pessoas da minha terra, e só falo com a "mocidão" de cá nestas alturas.



Nicas

terça-feira, agosto 14, 2012

Dia 4

Esqueci-me! Foi o regresso a casa. Mas primeiro fomos a Albufeira, onde a praia estava horrível.

Nicas

quarta-feira, agosto 08, 2012

Dia 3

Hoje venho falar de um fenómeno fantástico que eu espero não ser a única pessoa que repara. Vou chamá-lo Fenómeno do Hotel. Este fenómeno consiste em despertar a semente da educação no típico saloio assim que se vê num hotel (e com muita sorte em residenciais, albergarias, e até hosteís). Claro está que se a semente não existir, como acontece em muitos indivíduos que acham que quem fala mais alto e pior ganha, o fenómeno não se verifica. Hoje consegui observar um sujeito, com uma pala a dizer "Portugal", uma T-shirt "Corona", uns calções com dragões e óculos escuros postos dentro de quatro parede, a caminhar educadamente pelo buffet, e a retirar com uma habilidade rara a delicada fatia de queijo da travessa recorrendo ao respectivo instrumento, crítica possível para uma Paula Bobone, se calhar, não faço ideia.

É coisa que me faz ganhar uma mínima esperança na Humanidade.

O dia ainda não acabou, mas foi normalíssimo outra vez. Como a final foi ontem, hoje não há halterofilismo ao jantar.

Nicas


Dia 2

O dia foi normalíssimo, mas à noite a coisa não correr bem. Erámos para ir a um Festival de Marisco, e como me deram a mim a função de confirmar na internet, chegámos a Faro (48km - 25 minutos daqui) e o festival já tinha acabado no domingo - Face palm. Resultado: Jantámos às dez horas, novamente a ver halterofilismo.

Nicas

segunda-feira, agosto 06, 2012

Dia 1

Três anos depois, lá partimos nós a caminho de Algarve novamente.

Ao contrário de 2009, ano marcado pelas artes marciais de sudoku da Manuela Ferreira Leite, este ano está a ser marcado pelos Jogos Olímpicos, e pelo meu quase ataque cardíaco ao saber que quem tinha ganho o medalha de ouro do ténis foi o Murray - a vingança foi finalmente servida. Hoje à hora de jantar estava tudo entusiasmado a ver halterofilismo. Até agora para não variar muito, que para isso temos o IVA e é sempre a subir, contamos com boas classificações mas nenhuma medalha.

Este ano não houve nem LUX nem lipoaspirações de apresentadores, mas havia a CARAS onde também houve cirurgia, mas como foi a Cinha Jardim, não conta.

Quanto à road-trip, fui o caminho todo a dormir. Fiquei espantada porque achava que nunca tinha chegado ao Algarve tão rápido. São coisas que se perdem quando só se dorme coisa de 5 horas.

A crise está bem presente. O hotel foi substituído pela albergaria, a gigantesca praia por uma praia pequenita que fica à sombra a partir de uma certa hora, e os nadadores-salvadores jovens deram lugar a senhores na casa dos 40.

São férias que perderam em qualidade de facto. Mas o espírito está todo cá.

Nicas

terça-feira, julho 31, 2012

Eu não sou daqui

Fala-se muito de crise económica, mas para mim o que há uma crise de valores. Hoje estava a ouvir uma música dos The Verve e lembrei-me da minha irmã mais velha. Na altura em que a minha irmã tinha a minha idade ninguém tinha telemóvel, mas toda a gente se encontrava, toda a gente convivia. Eu devia ter nascido uns anos antes.

Gostava de ter tido 20 anos nos anos '90. Talvez pelo mesmo motivo que toda a gente quer viver numa época anterior, como Woody Allen retrata no Midnight in Paris. A questão é que vivemos num época mesmo má comparada com há 20 atrás. Naquela altura a pessoas podiam pensar num Futuro. Eu não tenho noção de Futuro. A coisa mais parecida que tenho, é que em Setembro vou para o 3º ano de faculdade. E não querendo armar-me em vidente, a minha mãe não tarda vêm me gritar para ir almoçar.

A minha irmã mais velha ainda teve uma certeza que quando acabasse o curso de Enfermagem ia ter emprego. Isso hoje é ficção cientifica.

Ficção científica é ser bom ser-se reservado e boa pessoa. Quanto menos valores tiveres e mais egoísta e egocêntrico fores, melhor. A televisão bombardeia-te com isso, enche-te de complexos. Não é que estas coisas nunca tenham existido, mas agora parece que se multiplicou. Ah, mas mais importante: Não gosto de viver numa época em que vê Morangos com Açúcar, e as pessoas têm um péssimo gosto musical.

Nicas

sábado, julho 28, 2012

Summertime Sadness

Estou de férias à coisa de 3 semanas, mas a mim o Verão sabe-me sempre a ervilhas (sabe-me a verde). Passa-se mais tempo a pensar no que se vai fazer, do que a fazer mesmo alguma coisa. Casa, lar, é sempre aconchegante, mas altamente limitativo, porque a minha mãe queria que eu tivesse ido para a freira, mas daquelas que nunca - Nunca, deixam o convento.
Claro que tem dias. Às vezes farta-se de mim, e quer-me fora de casa. Mas 10 minutos é o suficiente para ficar preocupada.
Tenha eu 14, 15... 20 anos, a história é sempre a mesma. De maneira que, na minha curta vida não me lembro de ter ido um Verão digno de memória. Talvez os de infância, mas mesmo esses eram altamente limitativos. Tinham sempre de me levar às praias onde nenhum dos meus amigos ia. Mas não me queixo, até era melhores. Só tenho pena pelas consequências disso.
O Verão passado nem teria sido mau... A minha cabeça... A minha cabeça estragou tudo. Demasiadas expectativas estragam sempre tudo.
Mais vale não esperar nada, e ir jogar cartas com os meus primos para casa da minha avó. Ir à praia com os amigos nos bons dias de sol. E que o papado me deixe sair do convento à noite de vez em quando.



Nicas aka Comboio Rançoso

quarta-feira, junho 20, 2012

Injustiças? Não te venhas queixar e mim!

Hoje, uma amiga minha veio falar comigo indignada de tão injustiçada. Mas eu não posso dizer nada, porque nada se compara. Ora, não se venham queixar a mim. Eu tenho a avaliação toda ela final com 7 cadeiras, fazendo um total de 7 exames teóricos, e 2 práticos, que são na sua maior, tudo ou nada. Não se queixem, que não vou dou razão, e digo: C’est la vie, mon ami.

Hoje, também, vi um post no Face’trucas de um futuro candidato ao ensino superior, a queixar-se da incompetência das suas excelências do GAVE. Pamor’dedeus! Hás-de ter muitas saudades deles, quando chegares à Universidade e teres exames a descontar, “dúvidas?" desenrasca-te!”, nem um único exercício para poder consolidar conhecimentos, e teres exames a quase, ou mesmo, a tudo. Cala-te pá!

Vão queixar-se para outro lado. Quer dizer, eu queixo-me e digo: Pá! Tem que se fazer…”, esta gente queixar-se e diz: “Vou morrer! Injustiças!”

Por mim podiam ir todos mas é dar uma volta.

Nicas

domingo, maio 13, 2012

Almoços fantásticos

Um dia destes, a minha tia disse qualquer coisa engraçada, e quando me viu a rir à gargalhada, disse: “Já vai pôr isto no blog dela!” Por isso, hoje vou mesmo.

Hoje o meu tio bêbedo caiu de bicicleta (já tinha dito que tinha um). O pobrezito teve de ir para o Hospital, e essa parte não tem, obviamente, piada nenhuma. O que teve piada fui ver o lista de contactos do telemóvel dele, onde figuravam nomes de pessoas tão distintas como o “Homem Aranha” em pessoa. Agora a sério: Quem é o Homem Aranha?

Mesmo que me explicassem eu não sabia. Eu não conheço as pessoas da minha terra. A minha mãe diz que tem desgosto… Eu não.

A minha avó hoje começou a falar de uma senhora da terra que se pintava tanto que parecia “uma televisão a cores”. Mas a minha tia disse que ela era bonita, e que por isso não precisa de casado “com um mariconço daqueles”.

De facto, a minha família recorre a tanta adjectivação para descrever as pessoas. Até dá para estranhar como é que não dá logo para ver quem são as pessoas…

Nicas

quarta-feira, abril 25, 2012

25 de Abril, agora

Hoje, vivemos numa segunda ditadura, ditada pela crise, pela Troika, pelos mercados internacionais, e pelas agências de rating.

A liberdade de expressão hoje não significa nada, pois existe um abuso de opiniões parvas, que toda a gente tem sobre tudo, sem perceber nada.

Perdeu-se a noção de ideia, perdeu-se a noção de futuro.

Senhora e senhores, bem-vindos à ditadura da crise económica e social.

Nicas

quinta-feira, abril 05, 2012

Hoje deu-me para isto

 

Pijama Women Secret

A toilet perfeita para um dia fechada em casa.

Ah pois é Pipoca Mais Doce, eu também posso!

Nicas

quarta-feira, abril 04, 2012

Nirvana

Lithium

I'm so happy
'Cause today I've found my friends
They're in my head
I'm so ugly but that's okay,
'Cause so are you, we broke our mirrors
Sunday morning is everyday
For all I care and I'm not scared
Light my candles in a daze
'Cause I've found God

(…)

Ouvi esta música. Li atentamente esta letra. Por fim compreendi porque o Kurt Cobain foi (é) o ídolo de tanta gente. Infelizmente, morreu muito cedo.

Nicas

Tirei isto de um blog que sigo:

http://complexidadeecontradicao.blogspot.pt/

«Listen, if you really wanna do this with your life you have to believe you're necessary and you are. People wanna live like this in their cars and big fuckin' houses they can't even pay for, then you're necessary. The only reason that they all get to continue living like kings is cause we got our fingers on the scales in their favor. I take my hand off and then the whole world gets really fuckin' fair really fuckin' quickly and nobody actually wants that. They say they do but they don't. They want what we have to give them but they also wanna, you know, play innocent and pretend they have know idea where it came from. Well, thats more hypocrisy than I'm willing to swallow, so fuck em. Fuck normal people.»


Will Emerson (Paul Bettany), Margin Call (2012)

Nicas

O fora de jogo

“Não percebo uma regra de futebol. A não ser!… O fora de jogo.”

“Tentámos pôr cães, mas chegámos à conclusão que eles são como as mulheres: Não percebem muito bem a regra do fora de jogo.”

Gosto Disto – SIC

Parti-me a rir.

Eu sei o que é o fora de jogo e, modéstia à parte, sei explicá-lo mais ou menos bem.

O fora de jogo é a regra mais justa do futebol. É a regra que impossibilita que um avançado possa ficar sempre à frente da baliza e marque a qualquer altura. Tem que ter passado pelo menos por um defesa, antes de se isolar à frente da baliza. Se não existisse fora de jogo, o guarda-redes coitadinho tinha de gramar não só com mais frangos, mas perus, gansos e enfim, a capoeira toda.

Quando eu andava no básico, alguém teve a feliz ideia de organizar um campeonato de futebol feminino nos intervalos, e eu fiquei guarda-redes. Ora, eu até me safava. Mas diga-se de passagem que eu não tinha levado com tantas avestruzes se existisse regra de fora de jogo nos jogos não oficiais.

 

Nicas

domingo, abril 01, 2012

1 Milhão de prejuízo… É gente que não sabe estar

Há muita gente que não sabe estar. O português, por exemplo, raramente sabe estar, mas quando sabe, tem estilo. O 25 de Abril é um exemplo de como o português sabe revoltar-se sem se mexer muito. Mas o espanhol? Esquece, o espanhol não sabe estar.

Ah, y las medidas de austeridad: BOOM! Una pérdida de millones en Barcelona. Somos lo que? Portugués? ¡No!

Violência por Diversão. Mas é que não sabem mesmo estar…

http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=45531

Nicas

quinta-feira, março 29, 2012

Não há palavras…

…para descrever o quanto me irrita quando isto, figurativamente, se aplica mesmo bem às vezes.

Virgo

Quinta-feira, 29 de Março de 2012

Por Rick Levine

Although you could be the most competent candidate for employee of the month, you might not feel appreciated for what you do today. Your need for recognition may motivate you to overcompensate and work even harder. Unfortunately, you could miss the boat in romantic matters now. Don't waste your time on feeling guilty. Instead, focus on the love that is real and right in front of you.

Nicas

quarta-feira, março 21, 2012

Financial Riot!

Há uns tempo para cá, estava mesmo frustrada. A verdade é que os meus pais estão a ficar cada vez mais chatos no que toca ao dinheiro. Como o meu sistema reticular é um esponja autêntica, esse tem sido o tema de muitas das minhas conversas ultimamente. Eu dantes nem queria saber, nunca andava com dinheiro, nunca gastava dinheiro…

Então, após uma sessão de vácuo mental, seguido de uma vaga de pensamentos algo profundo: Who cares?

Para quê preocupar-me com o facto de não poder fazer compras todos os meses? Para quê preocupar-me com o facto de ver raparigas muito mais bem vestidas que eu? Eu nunca me tinha preocupado muito com isso até me virem com a conversa do dinheiro.

As pessoas podem ser felizes de muitas formas. Eu não me importo de tentar ser feliz como uma pessoa que não tem muito dinheiro. Nunca me faltou nada! Pronto, gostava que me oferecessem um carro. Mas sinto-me extremamente fútil quando peço, por isso, vou esperar… (Além disso, está provado que as pessoas engordam sempre no ano em que compram carro, o que é bastante evitável.)

Vou deixar de ir ao blog da Pipoca Mais Doce, de comprar a Vogue e assim, que são coisas escritas por mulheres bem sucedidas e/ou com maridos ricos.

Vou dar numa de hippie, ou rastafari… Naaaa. Mas vou falar menos de dinheiro. Quando for eu a ganhar para mim, logo se vê, mas por enquanto, como as coisas estão, vai ser como tiver de ser.

Nicas

sábado, março 17, 2012

A dinâmica do autocarro

Na minha terra os autocarros passam de hora em hora, e os únicos autocarros que conheço são aqueles que me levavam para a escola.

Mas no secundário deixou de haver um autocarro só para nós, e começámos a andar no mesmo que levava as pessoas para o trabalho. Ora lá, uma pessoa encontra dois lugares vazios, e como uma pessoa normal, senta-se no lugar ao pé da janela, e deixa o lugar mais de fora para outra pessoa se sentar. Aqui em Lisboa, as pessoas senta-se no lugar mais próximo do corredor, bloqueando a que outra pessoa se sente ao lado delas. Para uma pessoa se sentar tem que “Licença…Licença”.

Ora isto é extremamente rude e irritante.

A lógica podia ser: “Eu vou sair primeiro, logo sente-se do lado da janela”, mas as pessoas não sabem quando vão sair!

Quem diz autocarro, diz metro. É de uma rudeza…

Nicas

terça-feira, março 13, 2012

Uma boca fechada vale por 500

Se fizer as contas, é impressionante a quantidade de coisas que preferia nunca ter dito. São como fantasmas que me assombram. Desde fazer comentários injustos, a frases completamente disléxicas de um cérebro a precisar de vitaminas.

Por outro lado, eu pouca ou nenhuma importância dou quando alguém diz algo obviamente pouco sentido, ou sem sentido. Sai tão depressa como entrou. Provavelmente, é por isso que não é muito frequente as pessoas virem com considerações sobre aquela coisa que se disse naquele dia àquela hora.

O mais importante é a atitude. Se alguém diz alguma coisa com desprezo, é difícil esquecer, mas se mesma coisa for dita em tom de brincadeira, de uma maneira aberta e afável, é pouco provável lembrares-te no dia anterior.

A maior parte das coisas que me ficaram na cabeça ditas por outras pessoas, não me marcaram exactamente pelo conteúdo, nem pela atitude, mas pela pessoa em si.

Há tantas frases difíceis de tirar da cabeça…

Nicas

quarta-feira, março 07, 2012

É bruxaria!

Virgem

Fui ver o meu signo, mas só lá estava o da semana passada. Quando li: Bolas! Foi mesmo assim… É bruxaria!

Nicas

segunda-feira, março 05, 2012

Smell you later

Com tanta virose que anda para aí, acho que nunca tive o nariz tão apurado como ultimamente. Ando nostálgica, e os cheiros não ajudam.

Mais do que qualquer música, ou coisa que se observe, os cheiros são altamente activadores da memória. Há cheiros que são capazes de me transportar para memórias mesmo muito antigas.

Eu costumava achar que o meu maior activador de memórias, era a música “Street of Philadelphia” do Bruce Springsten, mas cheguei à conclusão de que não. Um dia, destes estava no autocarro a caminho de Lisboa, e um cheiro qualquer que entrou pelo autocarro quando a porta abriu, fez-me lembrar de quando construía casas com caixas de horta vazias nos tempo em que era pequena, e os meus pais levam-me para os terrenos com eles, e eu ficava lá a brincar (na altura em que ninguém me pedia que arranjasse alhos).

Sem exagero, fiquei o assim o dia todo… Amanhã já não vai ser assim porque já dei por mim a espirrar.

Eu costumo acreditar de que a melhor maneia de encarar uma fase má da vida, é olhando para todas as fases boas e más porque já passei. Claro que com 19 anos não há propriamente muitas fases para comparar com o quer que seja, mas a simples lembrança de como antes das chatices se era relativamente feliz, pode ser suficiente para acreditar que deixando as tristeza de agora para trás, podemos voltar a sê-lo. Faz sentido na minha cabeça.

Claro que esses cheiros que nos trazem boas memórias e nos deixam inconscientemente felizes não são coisas que acontecem todos os dias. Para mim, às vezes até funciona melhor uma musiquinha do Bob Marley.

Nicas

quinta-feira, março 01, 2012

Uma luz ao fundo

Já que estou numa de falar de luz, e de vivências de infância no verão, vou falar do ponto alto dos meus verões de criança. Ir para o Algarve.

O Algarve e a praia por si, não me diziam nada na altura, o que eu gostava mesmo era da viagem de carro.

Íamos sempre de madrugada, ainda não se via raio de sol, e eu ia ora deitada no banco de trás do carro, ora sentada a olhar para caminho. Não se via quase nada.

Há um episódio do How I Met Your Mother em que o Marshall conta que quando ia com a família de carro à noite na tempestade, e olhava para o caminho e não se via nada, não tinha medo porque o pai ia a conduzir, e ele sentia que era como se ele lhe mostrasse no caminho na escuridão. Era um pouco assim para mim também.

Estar no Algarve depois não tinham piada nenhuma. Era eu sozinha com os meus pais, e estava sempre calor a mais, e a água à tarde ficava turva.. Enfim, não tinha piada nenhuma.

Nicas

Out in the dark

Eu adoro viver em Lisboa. Tenho tantas memórias de criança passadas em cá. Costumava ser o meu refugio quando era pequena, quando os verões sabiam-me a ervilhas, e sabia que todos os meus colegas se divertiam, arranjavam namorados, e iam juntos à praia, enquanto que tinha de ficar em casa fechada. Todos os verões ligava para a minha irmã velha: “Olá! Posso ir contigo para Lisboa da próxima vez que vieres cá? Já tenho saudades de ir para aí.”. Lá ia eu.

A cidade sempre me fez sentir que se pode fazer parte de alguma coisa, porque há tanta coisa. E que nunca se é excluído, porque há tantas coisas onde se incluir. Tantas coisas para fazer. Tantos sítios diferentes. Tantas pessoas…

Mas o que sempre me fascinou foi a noite. As luzes dos candeeiros de rua, e as luzes dos carros no trânsito noturno. Ainda hoje me transmitem uma certa calma. Não sei bem explicar porquê, mas é como se me transmitisse a mensagem de que não importa o que aconteça, vai haver sempre uma luz na escuridão.

Lamechas… Eu sei… Mas é verdade. Acho que até já tweetei isso uma noite destas quando estava no parque das nações à noite na rua, à espera para jantar no aniversário de uma colega.

Nicas

Bye Bye Fevereiro

Não publiquei nada em Fevereiro. Agora vai faltar um mês na parteleira da tralha. Mas não tinha nada para escrever, por isso não faz mal.

Hello Março

Nicas

sábado, janeiro 14, 2012

Chocolate nos dentes

Mãe – Anda cá ver isto, depressa!
(Aranha enorme na parede, e a minha mãe ri-se satisfeita)
Eu – Oh mãe, tens chocolate nos dentes! (Riu-me satisfeita)
Mãe – Uma aranha deste tamanho, e tu olhas para os meus dentes?!

Nicas

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Fim do Mundo em 2012... Naaaaa


É verdade que, para sermos genuínos, mentes abertos e pensadores, devemos ter as nossas próprias opiniões acerca das coisas. Mas topem-me isto...

Nicas

segunda-feira, dezembro 19, 2011

A vida sem Office

A vida sem Office é chata, mas vive-se usando o Google docs. É uma vergonha não ter Office. Toda a gente tem Office. Eu tinha Office, até ao dia em que resolvi instalar o Office 2010.

Nicas

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Vídeoclip

A música é capaz de ser o meu maior vício. É que nem o café…

Mas é extremamente frustrante quando uma música é linda, e depois o vídeoclip não presta. Nem dá vontade de pôr no mural do Facebook. É uma chatice.

Porém, nem sei que pensar deste:

Mas adoro a música. A Lana Del Rey tem mesmo música mágica. É um autocarro mental para algures onde nunca vou estar.

Nicas

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Está a dar na VH1 um countdown das melhores músicas de 2006. Foi o ano em que fiz o blog… Que nostálgico.

Nicas

Fim das Scuts–Vitórias e Derrotas

Segundo a Wikipédia:

Uma SCUT era uma autoestrada em regime de portagens virtuais, cujos custos eram suportados pelo Estado Português. A construção e manutenção era da responsabilidade de uma empresa concessionária. A sigla SCUT é uma abreviatura de "Sem Custo para os Utilizadores".

O conceito de SCUT foi introduzido em Portugal em 1997 no governo de António Guterres, pela mão do Ministro do Equipamento Social, João Cravinho, e foi abolido em 2011, com as autoestradas A22, A23, A24 e A25 a serem as últimas a abandonar este sistema de pagamento.

Hoje deu nas notícias que as pessoas, literalmente, entupiram as nacionais para não pagar portagem. O fim das Scuts levanta várias desvantagens, mas também vantagens que eu passar a enumerar, porque me apetece:

Desvantagens:

- Na reportagem uma jornalista perguntou a um espanhol o que é que ele achava da medida, e ele respondeu que costumava vir a Portugal 3 a 4 vezes por ano, mas que ia deixar de vir porque: “Es unha pouca vergoña”.

- As pessoas que têm de fazer o percurso todos os dias para ir trabalhar, e não lhes dá jeito passar pela nacional, vão ter uma grande despesa ao fim do mês.

- É uma pouca vergonha, em tempo de crise, com tanta subida de impostos, alterar a dinâmica social e económica das pessoas.

Vantagens:

- As senhoras da Serra Estrela que vendem queijos, presuntos e manteigas à beira da estrada, vão ter um aumento nas vendas. Em vez de: “Papá, tenho fome!”, “Está bem, vamos ali à estação de serviço”; vai ser: “Papá, tenho fome!”; “Ok, estamos quase a passar na Dona Alzira.”.

- As pessoas passam a ter de passar por localidades que desertificaram um pouco graças à construção das autoestradas. o que promove de certa forma a economia local. Uma vez que, as pessoas atravessam por locais onde dantes para se passar tinha de ser de propósito.

- É uma vitória para a Língua Portuguesa, porque se extingue uma palavra algo estrangeirada: “Scuts” que nem tem “e” entre o “t” e o “s”. Agora é tudo “autoestrada”.

Nicas

terça-feira, dezembro 06, 2011

Por causa da Ana Marta e da Maria, fiquei viciada…

Nicas

A polémica do exame

Como já referi no meu post anterior, vou fazer exame de Actividades Complementares, cadeira de que sou delegada. Em princípio, ao fim de 3 meses já deviam saber que sou eu a delegada da cadeira, e fazerem-me as perguntas quando precisam de saber alguma coisa. Mas não. Então, estou sempre na aula a ouvir conversas paralelas de pessoas a dizer que o exame é muito difícil, e saem perguntas com decretos de lei.

Mandei um mail para a mailing list a explicar, mas nem toda a gente recebeu. Quando dou por ela vejo que um colega tinha enviado um exame. E toda a gente a dizer que aquilo não se conseguia fazer. Tipo, era AC, sim senhor, mas de ACIV! Claro que não conseguiam fazer…

Enfim, é deixá-los a pensar que aquilo é um bicho de 7 cabeças, é de maneira que têm todos 20.

Nicas

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Espiral de frustração

Hoje estive a falar com umas colegas minhas que têm uma amiga que anda na católica, e que eu achei muito simpática quando a conheci numa vez que fomos ao cinema. Elas dizem que a moça é um amor de pessoa, no entanto, é o tipo de amiga que quando é preciso nunca lá está.

Ora isto deu-me que pensar. Até que ponto serei eu assim?

Quando era miúda, nunca tive daquelas amigas com quem as miúdas normais passam muito tempo a brincar às bonecas na casa umas das outras. Não sei muito bem o que é ter um amigo como se fosse da família, porque a minha mãe nunca gostou de ter pessoas de fora muito tempo lá em casa. Não fazia festas de anos. Nunca fiz festas de pijama… Em contra partida tinha amigas que me convidavam, e eu ia, depois de muito jogo de “Vá lá!”.

Eu acho que no fundo é a minha mãe que me faz desistir das coisas e das pessoas. Como da natação porque não me queria levar. Já nem me lembro bem dos meus amigos da natação… Embirra comigo, e não me deixa sair de casa. Diz-me que não vale a pena gastar dinheiro a sair com amigos, porque não são os amigos que nos pagam as contas. Deixa-me a chorar. Nunca vou dizer estas coisas a filhos meus!

Mas uma amizade só funciona quando se retribui. Os “Obrigada!” não chegam, eu tenho sempre consciência disso. E aos poucos, à medida que o tempo vai passando, sinto as pessoas a afastarem-se cada vez mais, e cada vez mais de mim. Vou passando para segundo plano… Terceiro plano… Quarto plano… Mas eu nunca me esqueço das pessoas. Sofro horrores quando passo por um velho amigo na rua, e já nem sei se lhe posso acenar. É triste.

Por isso, acho que sou uma Mafalda. Acabo por ser uma amiga que não está lá quando é preciso…

Nicas

domingo, dezembro 04, 2011

Nicas

Parte do que somos é o que fazemos

Segundo a senhora dos seminários de AC, o ser humano passa 2/3 da sua vida a exercer uma profissão. Partindo do princípio que isso é verdade, (eu acho que ela agarrou naquela de passarmos 1/3 da vida a dormir e fez as contas) é um bocadinho difícil não sermos afectados por aquilo que fazemos.

Por exemplo, um economista pode usar enquanto fala expressões como: “E a situação foi inflacionando…” ou “Vais ter de me pagar com juros…”. Um advogado pode dizer: “Esse argumento não é válido…” ou “Isso não é verosímil…”. Um engenheiro pode dizer: “Só fazendo os cálculos…” ou “Não há formula para isso…”. Enfim, somos sempre influenciados por aquilo que fazemos.

Agora perguntam, onde raio quer ela chegar com isso. Bem…

No outro dia, ia no autocarro para faculdade, e estava a falar com uma colega sobre o porquê de eu ter andado um bocadinho abatida naquela semana, pelo que digo: “Tenho andando cheia de hormonas…”. Um rapaz de outro curso que estava sentado á minha frente, inclinou um bocadinho a cabeça na minha direcção, e eu penso: “Bolas, se calhar não devia ter dito aquilo. Awkward…”.

Depois penso, se calhar até estava no meu direito de dizer aquilo. Convivo com isso. E posso avançar cientificamente que a razão da minha má disposição era devido exactamente a hormonas. Qual é o mal? O mal está em o ter dito demasiado alto…

Nicas

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Nicas (Encontrei no facebook publicado por uma amiga)

sábado, dezembro 03, 2011

Uma cadeira explosiva

Estou a estudar Actividades Complementares que é só a cadeira mais chata que existe. E adivinhem, sou delegada.

Esta cadeira levanta-me várias problemáticas, das quais:…

1º

O regente da cadeira é o mesmo de Histologia, eu fui delegada de Histologia I e Histologia II no 1ºano. Por isso, eu acho que o professor acha que eu o ando a perseguir. Nada a ver, coincidência. Só sou delegada de ACIII porque ninguém quis ser, e eu na altura achei que se calhar até nem ia dar assim tanto trabalho.

2º

A senhora que dá os seminários tem uma obsessão por explosões, e tudo é perigoso, e corremos todos risco, e vamos todos morrer por causa de uma folha de papel. Mas numa coisa ela tem razão, o corte por uma folha de papel aleija e irrita que se farta.

3º

Não imponho respeito nenhum. E o facto de ser completamente errado aparecerem grupos de 8 pessoas para ter aula num laboratório minúsculo, que é o local de trabalho das pessoas, não entra na cabeça dos meus estimados colegas, e deitam por terra o trabalhão que eu tive a fazer a calendarização dos grupos que deviam de ser de 3 a 4 pessoas por turno nas aulas práticas.

4º

Devia estar a estudar aquilo, mas não consigo, porque cada vez que leio lembro-me do ar super sinistro da senhora dos seminários basicamente a dizer-nos que se houver um azar na faculdade, vamos todos pelos ares porque ninguém sabe o plano de emergência. Já experimentei pôr uma banda sonora animadora, mas desisti quando ia na Beyoncé. Não há espírito.

5º

A delegada de ACI e ACII, foi à mailing list dar-me sugestões, eu acho que ela quer o lugar de volta. Mas eu agora estou com a ganância, por isso digo que se ela quisesse ser delegada que tivesse ido às aulas. Mas se quiser ser da ACIV, está à vontade.

Nicas

Euro 2012 pela fase de grupos

Graças a0 Zidane, Portugal calhou no até agora intitulado, grupo da Morte, com a demoníaca da Alemanha, a Holanda, e a Dinamarca (que não gosta nada de Portugal).

É melhor começar a convencer-me que Portugal em 2012 só se vai ficar pela fase de grupos.

Nicas

Experiências de condução

Tenho a carta há coisa de um mês, mas eu não sei conduzir nada de jeito, e estão sempre a dizer-me coisas como: O carro tem mais mudanças; põe segunda, põe terceira…. Irrita-me.

Não gosto que me critiquem a condução, porque eu também não ligo à forma como as pessoas que me dão boleia põe mudanças, ou estacionam, ou iniciam o carro, ou se esquecem de destravar o travão de mão, ou entram em contra-mão… Eu quero lá saber!

No outro dia, tinha ido ao cabeleireiro, e deixei o pneu a tocar um bocado no passeio e ia corrigir. Nisto esperei um bocadinho para o fazer, porque uma senhora estava a quer chamar-me à atenção por causa de alguma coisa. E diz-me - Olhe, tem o pneu muito encostado ao passeio! (A sério?!..) – Ia agora mesmo corrigir, obrigada.

Não foi a primeira, já me tinham acontecido coisas destas até com o condutor de uma ambulância…

Há gente mesmo chata.

Nicas

sexta-feira, dezembro 02, 2011

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Alguma coisa a ferver-me na cabeça…

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Um dia alguém muito inteligente disse que a melhor maneira de olhar para alguém que me magoou, é mostrando-me feliz. Diz que é a coisa mais irritante que podes fazer alguém que te faça mal.

Mas o problema está quando a pessoa não sabe que magoou, e está feliz, enquanto se continua miserável por dentro.

As pessoas dizem que o desgosto faz parte da vida, e que as coisas más têm de acontecer para se valorizar o que acontece de bom. Só que depois o desgosto dura, o tempo passa, e nada de bom acontece.

Pergunto-me se alguém é verdadeiramente feliz…

Nicas

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Nicas

Adeus 1 de Dezembro

Para o ano que vem, vão-nos tirar 4 feriados, 2 nacionais e 2 religiosos. Já ouvi quem dissesse que se deviam tirar os feriados religiosos porque Portugal é um estado laico. Mas ninguém concorda que se devia tirar o Natal, que é tipo o feriado mais religioso que existe… Enfim, eu acho mal tirarem qualquer feriado que seja.

A Estónia tem 22 feriados! Porque é que não podemos continuar a ter 13?… Tudo bem que não somos de todo dos países mais produtivos da Europa, mas o contribuinte português trabalha mais horas por dia (independentemente da produtividade daí resultante) que os alemães, e ganha menos; ao menos que tivesse mais dias de descanso. Agora nem isso, porque vamos passar a ter o mesmo número de feriados que a Alemanha. Já devíamos ter percebido que igualarmos-nos a países mais ricos que nós não é a solução. Aliás, foi o que nos trouxe a desgraça.

Mas tudo bem… Agora só espero que me tirarem 4 feriados faça realmente diferença, porque um dos feriados que querem tirar é este, o 1 de Dezembro, que até é um dia importante que merece ser assinalado:

http://pt.wikipedia.org/wiki/1_de_dezembro (adaptado)

São só coisas importantes. Eu estava agora mesmo a festejar a inauguração do primeiro posto de gasolina em Pittsburgh nos Estados Unidos. É realmente uma pena…

Nicas

quarta-feira, novembro 30, 2011

Marry Crisis

Com o Natal vêm as compras. É uma altura do ano em que se gasta dinheiro, pronto. Porque é tradição.

Mas este ano a tradição vai emagrecer. Se houve uma altura em que as crianças sabiam que com o Natal vinha uma chuva de brinquedos, este ano vão ter de aprender (a não ser que os pais ou sejam ricos, ou sejam irresponsáveis) que a conjuntura não vai dar para muito.

Há muitos anos que as pessoas não conseguem fazer as poupanças que antigamente os nosso avós faziam. Nessa altura aquilo que se esperava das pessoas era que trabalhassem e poupassem, para um dia deixar algo aos filhos com que eles se ajeitassem, eram pilares, que já não existem. Era a perfeita e responsável ligação entre o Passado e o Futuro, e faziam um Presente nem sempre certo, mas mais do que aquilo que eu alguma vez vou poder esperar.

O meu avó paterno pode dar-se ao luxo de deixar a cada filho um estaleiro para fazer uma casa. Um dia, se poder contar com os meus pais para ajudarem a pagar uma prestação, provavelmente vai ser uma sorte de que muito poucos vão poder gozar.

No meu ponto de vista, o que estragou a nossa economia foi a droga do capitalismo que nos deixou embriagados, e nos fez querer mais e mais. É o perfume do reclame, são as botas da revista, o computador e o telemóvel da vizinha. 

Hipócritas somos nós que criticamos o governo de gastar de mais, e de cobrar impostos desmesurados. O Estado são as pessoas. Não é um badameco qualquer, uma entidade abstracta incompetente especializada em lixar-nos a todos. É o teu vizinho que trabalha nas finanças que conta moscas a ignorar filas intermináveis. É o primo da minha mãe que é presidente da câmara. Mas claro, depois também é aquele pessoal do berço de ouro que pensa que um pacote de leite custa 5€, e mesmo assim acham que é barato. No entanto, também somos culpados por deixarmos que essas pessoas assim tenham responsabilidades a este nível.

No fundo, se calhar sou uma comunista envergonhada. Envergonhada não sei bem de quê. Se não for eu e outros tanto a acreditar nessa utopia, astronómicas vão ser sempre as probabilidade de nunca passar disso, uma utopia. Eu só pergunto: O que será de nós?

Nicas

quarta-feira, outubro 26, 2011

quarta-feira, outubro 05, 2011

Ah pois é…

É o Outono a perder por falta de comparência

Divulgado esta manhã, o relatório anual sobre alterações climáticas do Complexidade e contradição revela que a temperatura média à superfície da terra subiu 9,3º no último ano. O estudo foi elaborado com base em três saídas à rua entre os dias 30 de Setembro e 3 de Outubro de 2011, e conclui que vamos morrer todos.

in http://complexidadeecontradicao.blogspot.com/

 

Nicas

domingo, setembro 25, 2011

O malandro do pedinte

Quem não se incomoda quando vê pessoas a pedir? No metro, no meio da rua às portas das lojas etc, etc...
Na minha cabeça o maior problema é imaginar as  voltas que a vida daquelas pessoas deu para ela virem parar ali. Dá pena, e faz-me pensar que se pudesse fazer algo para tomar a vida daquelas pessoas melhor, que o faria. Mas dar dinheiro? Não, acho que essa não é a solução.
Mas hoje aconteceu algo de que eu não estava mesmo nada à espera...
Estava a fazer compras num Mini Preço e vejo uma senhor que me parecia familiar a trocar moedas muito pequenas. Foi então  que reparei no pauzinho de cego e nos óculos escuros
... Até aqui tudo bem, excepto o facto de que o homem não era cego!!! Só dá vontade de lhe dar uma vassourada! Burlão...Há gente muito oportunista...

 Nicas (Nunca lhe tinha dado nada.)

sexta-feira, setembro 23, 2011

Uma nerd e as festas

Na minha secundária, um moço 1 ano mais novo que eu teve exactamente (disseram-me) 200 pontos certinhos no exame de Matemática deste ano. Quem lê pensa: Tchi, “ganda cromo”. Se calhar, talvez, mas a verdade é que sempre que vou (ou ia, porque fechou) a um bar no Baleal, ele estava lá sempre batido a abanar o capacete.

A isto eu chamo ter as dimensões da vida equilibradas. Eu por exemplo não tenho, faço um esforço, mas não consigo. No meu  ponto de vista, é muito difícil conseguir ter tudo equilibradinho, assim como também não se consegue ser bom um tudo. É o mesmo raciocínio.

A minha faculdade é muito levezinha no que toca a praxes, mas tem umas festinhas fixes. O ano passado não fui a nenhuma. Esta ano queria ver se ia a todas, mas ainda só fui a uma, e já acho que não aguento outra.

Eu não gosto de álcool. Na realidade, eu acho que as pessoas não gostam de álcool, gostam do efeito do álcool. Aquele efeito que ,segundo o “Two and Half Man”, nos faz sentir altos, inteligente e bonitos. O chato da teoria é que apanhar uma bebedeira só fica bem às pessoas que já são altas, inteligente e bonitas… É uma das ironias da vida. Quase como aquela de os bancos só emprestarem dinheiro a quem já tem dinheiro.

Eu até gosto de efeito, mas não me fica nada bem. Ainda por cima como não gosto de álcool, bebo tudo de pénalti. Eu sei… Sou uma vergonha… E depois no dia a seguir, além de uma eventual dor de cabeça, vem um certíssimo peso de consciência. Se houve alguém a aturar-me, então fico para morrer.

Mas ontem não foi o caso. Bebi por desafio e só fiquei só animadinha para chatear caloiros, e conhecer pessoas. Foi giro.

“We live we learn” não é?

Nicas (Nerd forever.)

terça-feira, agosto 23, 2011

Star Wars

Ontem por volta das 3 da manhã, acabei a minha Maratona de Star Wars. Não sei como existem pessoas que não gostam… Os filmes não são perfeitos, mas eu acho que o Episódio IV, para um filme de 1977, não está mesmo nada mal! É capaz de ser o que gosto mais, embora ache que construir uma coisa como a Dead Star deva ser fisicamente impossível. (Isto ignorando outras coisas que são no mínimo piadas baratas para o Hawking, mas que para pessoas como eu, que não querem saber disso para nada, são simplesmente espectaculares.)

Adoro a história. A complexidade do começo a guerra nos episódios I, II, e III. A forma criativa em como nada acontece por acaso que se vê nos episódios IV, V, e VI… Apetece-me ver tudo outra vez.

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Nicas

Freedom! ‘90

Hoje fiz a inscrição online no novo ano lectivo, e bem…. sinto-me realizada e contente, como se tivesse posto um ponto numa fase. 2º ano de MedVet, estou desejante que comeces para me começar já a fartar de ti!

Entretanto liguei a televisão, e na MCM que dá música mais antiga estava a dar a lendária: George Michael - Freedom! '90, onde figuram os supermodels que toda a gente conhecia nos anos 90, como a Naomi Campbell. De modo que me encontro sozinha em casa em Lisboa a gritar:

“All we have to do now, is take this lies and make them true somehow. All we have to see, is that I don’t belong to you, and you don’t belong to me”

George Michael - Freedom! '90

Nicas

segunda-feira, agosto 15, 2011

Tumultos em Inglaterra

Gostava de saber como que se deixa que um grupo de marginais se organize, e façam tantos estragam numa das maiores potencias mundiais como é a Grã-Bretanha…

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Nicas

O aperto da conjuntura

O Mundo, a Europa, e até Portugal, encontram-se a atravessar uma grande conjuntura política, económica e whatever, que eu me tenho esforçado por ignorar.

Prefiro pensar que Portugal ganhou ao Luxemburgo por 5-0, o Benfica empatou com o Gil Vicente, e o Sporting com o Olhanense.  Prefiro também preocupar-me com a minha triste vida, e com as complicações palermas da minha cabeça.

Às vezes, por mais optimistas que sejam as coisas que nos dizem, ou seja, que ninguém se lembra das coisas parvas que fizemos, que nós temos de nos levar menos a sério e assim, a verdade é que a intensidade com que a minha cabeça desocupada trabalhar torna isso um tudo nada difícil demais.  

A dificuldade com que os meus pais enfrentam a crise, o complicado futuro que provavelmente vou ter de enfrentar quando acabar o meu curso, aliados à minha complicada cabeça de jovem que se sente vazia e incompleta derivado de coisas que não interessam a ninguém, tornam-se um fardo um bocadinho difícil de carregar…

Mas a vida não pára, e há que ter esperança em como as coisas vão melhorar.

Nicas

terça-feira, agosto 09, 2011

Vou ter um grande dia, pelos vistos…

It's not easy to find an emotionally safe place to stand today, for you might feel as if your life is out of balance. You believe that you should remain silent and continue to do your job, yet you may be compulsively driven to even an old score. Avoid the temptation to act impulsively because you could do something that is totally out of character. Consider less radical alternatives to express your anger. You'll be able to keep your dignity intact with a more moderate response.

By, Rick Levine

Nicas

terça-feira, julho 26, 2011

Este péssimo Verão só pode ser obra de gente que não sabe estar

Amanhã volto para Lisboa, e enquanto cá estou vou tentando aproveitar o tempo para depois ter menos saudades. Mas não consigo. O tempo está péssimo, a minha mãe está sempre a mandar-me fazer coisas que englobam ficar uma tarde inteira à espera… enfim, não consigo.

O que eu faço nestes caso é ir para casa da minha avó, matar lá o tempo a jogar a Guitar Hero com o meu primo.

O miúdo é um reflexo daquilo que eu era quando tinha a idade dele. Passa o dia todo fechado em casa, e tal como eu, é muito carente de quem apareça e lhe dê brincadeira. Então ontem passei uma parte da tarde a ajudá-lo a fazer os trabalhos de férias, e diga-se de passagem, foi muito produtivo.

Hoje por exemplo, foi um daqueles dias em que fiquei a tarde toda à espera, e não apareceu ninguém… Sorte marreca.

Nicas (A minha gata está com espasmos, não sei se devo ficar preocupada…)

Mais reflexões assim… tipo, parvas

“Oh papá, qual é o sentido da vida?”

“Ah, essa é fácil. O sentido da vida é… toma nota: Nenhum. Não tem sentido".” – Gato Fedorento

Não é que não tem mesmo? Isto acontece muito simplesmente porque o ser humano é racional, se não fosse, o sentido da vida era a satisfação das necessidades biológicas básicas, e contribuir inconscientemente para o equilíbrio de um tal ecossistema em que sobrevivêssemos.

Mas a minha vida vida, a nossa vida, não é isso. É muito mais do que isso… E é um isso que não tem sentido nenhum.

Existem uma série de situações pelas quais temos de passar, uma série de coisas que temos de ter, um contexto em que temos de viver, pessoas que precisamos de conhecer e algumas delas, que não podemos mesmo mesmo perder.

Estão sempre a dizer: “Vive cada dia como se fosse o último.” Tenho sempre uma vontade enorme de mandar quem diz isso à fava. Porque a vida é monótona, e na maioria das vezes não podemos vivê-la de outra forma.

Agora, quando podemos, é que o devemos fazer… Mas não são assim tantas vezes quanto isso. Não sabemos o que nos espera amanhã, então vou tentar relativizar, tentar preocupar-me o que devo preocupar, tentar não deixar muito por fazer, nem ressentimentos, e pensar que pelo menos tudo o que podia ter feito fi-lo porque era o que o tinha de ser feito.

“As coisas mais importantes da vida, são aquelas para as quais nos precisamos de esforçar menos.”

Nicas (Estou a começar a irritar-me comigo por só escrever coisas destas…)

segunda-feira, julho 25, 2011

Fase da semana

“Se te ralas, faz alguma coisa. Se te vais ralar para não fazer nada, mais vale não te ralares sequer.”

Nicas

Amy Winehouse

AW

A prova que se pode ter tudo, e mesmo assim não se ser capaz de sair da cepa-torta…

Nicas

sexta-feira, julho 22, 2011

Vim só dizer "Olá"


Já que não tenho piada, alguma coisa tem de ter...

Nicas

Porque sou eu assim?

(Estou num iPad se escrever sem acentos, pronto, e (pois...) disso).


Swedish House Mafia - One (Your Name) feat... por pandapeinture

Na minha primeira época de exames ouvia muita MTV Music. Foi a altura do famoso hit Barbra Streisand (ohoh ohoh ohoh oh...). Sempre que oiço aquela música lembro-me de estar sentada na sala com o meu lindo Essencial Cell Biology a estudar a bela da BMC.
Pela mesma altura, passava lá também esta música dos Swidish House Mafia. Mas enquanto para Barbra Streisand eu era toda "Ohoho"s, para os SHM eu mudava de canal, via aquela coisinha branca em cima de uma mesa, e mudava logo de canal. Automático.
Ate que chegou o dia em que percebi que aquela música era uma das melhores batidas que passa nas discotecas. A música da vontade de mexer mesmo a serio...
Fazendo uma analogia, há uma serie de coisas para as quais somos assim. Não damos um oportunidade as coisas. Se eu tivesse dado, talvez em vez da Barbra Streisand, tinha ficado com a One na cabeça... Mas pensando bem, isso nem tinha sido bom, porque como SHM e que estão a dar agora, e por esse andar, ainda agora estava com traumas de BMC. O que eu sofri por BMC...

Mas a ideia e esta: quantas vezes deixamos passar as coisas sem lhes chegarmos a dar uma oportunidade de nos surpreenderem pela positiva.
Eu sei que sou uma pessoa que antecipa as coisas, mas mesmo assim, continuo a pensar que a vida e uma continua sequência de tentativa e erro. Podemos fugir do erro, mas isso significa que não tentamos sequer. Existem coisas que não tentamos e não nos arrependemos, tentativas que desejamos ter feito, erros que queríamos não ter vivido, e erros que foram erros, mas que mesmo assim valeram a pena. Cabe-nos decidir aquilo que queremos dar uma oportunidade ou não.

Vou tentar deixar-me de reflexões filosóficas, esta fase e só porque a minha vida não tido muito piada ultimamente.

Nicas (A minha irma tinha o iPad na casa de banho. Não aconselho, nunca mais uma pessoa se despacha... Ah, a cena de não dar para pôr acentos estragou-me os "e".)

domingo, julho 17, 2011

Há dias que não são dias.

Hoje estava muito sol, mas uma ventania desgraçada não me deixou ir à praia. Então, subi para o telhado da garagem, e pôs-me a pensar em coisas nas quais só pensamos quando não temos mais nada para fazer.

Este dia de férias não é o único dia de férias que vou desperdiçar. Vai haver muitos dias desperdiçados na minha vida. Na verdade, acho que não fazemos outra coisa do que desperdiçar tempo.

No fim das férias aposto quando pensar no que fiz, só vou ter em mente algumas coisas que fiz em momentos espalhado pelo meio do imenso tempo em que não fiz nada de jeito.

Então, agora sinto-me desapontada, porque estou sempre à espera que alguma coisa aconteça, e que venha roubar esta monotonia toda. Mas por outro lado, a seguir a essa alguma coisa acontecer, vou voltar a ter momentos, horas, e dias de nada, à espera que outra coisa aconteça.

Que tédio, Nossa Senhora…

Por outro lado, o tempo é mau porque enche tudo de nada. Quanto mais ele passa, mas temos medo que quando voltarmos a onde estivemos, ou estivermos com quem estivemos, as coisas já não vão ser iguais.

Então isso deve ser porque ele não é nada, é alguma coisa que apaga, reescreve e repara (ou não)…

Odeio pensar nestas coisas. Fico depremida.

Beyoncé–I Was Here

Nicas

sexta-feira, julho 08, 2011

Moody’s

Fase da semana:

“Olha mãe, vou pôr o lixo ao Moody’s.”

Nicas

Memórias do 9ºano

No outro dia, a minha mãe passou-se com o móvel da corredor, porque as portas não fechavam bem. Então sacou de uns molhos de folhas, e deixou-os na escadas do sótão como quem diz: “Isto, Vanessa, é para tu arrumares quando vieres de Lisboa.”.

Naquele molho de folhas encontrei um texto de um teste de Português, cheio de erros, mas que me trouxe memórias engraçadas. O tema do texto era: Assume a personalidade de um dos marinheiros da armada de Vasco da Gama.

(Versão com menos erros)

Em Alto Mar

Lá estávamos nós naquele barco enorme cheio de gente. Eu só faço o que me mandam, mas não falo com ninguém. Todas as pessoas me parecem estranhas, não gosto do aspecto delas, e começo a pensar que isto foi má ideia.

Ainda me arrependendo mais quando me lembro que desde que saímos de Portugal já morreu muita gente. É assustador. Mas isto não é nada comparado com o que aconteceu ontem. Está toda a gente apavorada ainda.

Quando estávamos a jantar, começou de repente a chover horrivelmente, e os navegadores mais antigos começaram a contar histórias de navios que tinham sido devorados por ondas gigantes e monstros e coisas assim. Eu não acreditei, excepto quando sentimos enormes solavancos, todas as coisas a saírem dos sítios, e toda a gente a cair violentamente. Foi quando ouvi um grito e toda a gente foi lá para fora, incluindo eu que já sentia as pernas a tremer. Ouvia toda a gente a gritar "Cuidado com a vela!; "Estibordo!", e com toda a confusão levei com um balde na cabeça, caí... E não me lembro de mais nada. Abri os olhos e pensei: "Morri!", e depois gritei: "Morri!". Então alguém disse: "Olha acordou, He He!".

É por estas e por outras que eu me arrependo de ter posto dos pés fora de terra.

Nicas (Tive um certo com dois traços em cima do texto… Foi dos erros, e os parágrafos faziam-me comichão.)

terça-feira, julho 05, 2011

Mandar o 1º ano à fava

Se amanhã passar a Anatomia, vou ficar de férias. Mal posso acreditar que vou poder mandar o 1º ano à fava…

Mas ainda antes de o mandar à fava, queria fazer um apanhado do meu ano:

Para além de ter mudado de cidade, ter agora um apartamentozinho em Lisboa onde vivo com duas pessoas espetaculares, entrado num curso que adoro mas que me vai dar muito trabalho - o meu ano foi todo um olhar constante para o passado.

Foi um olhar sobre o secundário, um olhar sobre o básico (do qual pensei que não precisava de mais olhares), e um constante vazio no horizonte… Como aquele velho que diz: Antigamente é que era!… Não era nada. E por causa disso, sinto que deixei muita coisa por fazer destes primeiros tempos de faculdade.

Mas aprendi muita coisa. E a principal lição foi que quando se faz uma grande mudança, só se perde o que não é suposto ficar. Não importa que vás para Lisboa ou para a Conchichina. Esta mudança nunca é grande o suficiente para perderes tudo.

Pena que não tenhamos nascido ensinados, hã?

Também aprendi, que por mais obstinada que seja, há alturas para lutar, e alturas para desistir e seguir para outras batalhas.

Alturas para ser tenaz, e alturas para ir com a corrente.

Alturas para me armar em independente, e alturas para ir para casa com o rabinho entre as pernas…

Sem Título

Enfim, ao menos isto não é preciso estudar para aprender… Estou farta de estudar.

Nicas

Selena Gomez, e a minha enormíssima vontade de estudar

Amanhã vou fazer exame prático de Anatomia, e já estou farta de pregar isto. O meu mural não diz isso, mas em tudo quando é comentário estou sempre a queixar-me… Preciso mesmo de deixar de me queixar.

Mas esta vontade de não estudar levo-me a dar uns passeios no YouTube, e aterrar neste vídeo, que já devo ter visto umas 7 vezes…

Selena Gomez

Pronto, podem gozar comigo à vontade... Estou mesmo a precisar de férias.

Nicas (É impressão minha, ou ela no vídeo parece que goza com ela própria?)

quinta-feira, junho 30, 2011

Iguais mas diferentes…

Extremismo, é a pior coisa que existe. Não podemos exigir que as pessoas pensem todas da mesma forma, nem podemos querer impingir um certo e um errado, porque apesar do imperativo categórico, existe sempre maneira de subjectivar, ou humanizar, as coisas.

É mau quando as pessoas são diferentes, mas também é mau quando vemos multidões de pessoas a irem todas atrás da mesma corrente. Certo?

Mas tanto uma coisa como a outra, são coisas que nos agarram à vida, e nos dão um sentido. Dá-nos um sentido seguir uma corrente, mostra-nos um caminho. Mas dá-nos um sentido ainda maior sermos diferentes. Ser diferente é difícil, porque temos de construir tudo sozinhos. As nossas bases, a nossa mural, os nossos valores… Pior, sentirmos-nos felizes sendo nós a reconhecê-lo.

É quando nos sentimos mais diferentes que nos perdemos. Olhamos para as outras pessoas e vemos como certas coisas lhes parecem tão obvias e fáceis… Desiludimos-nos connosco próprios. Nem sequer nos passa pela cabeça que há coisas nossas que as outras pessoas gostavam de ter. Coisas nossas que são tão fáceis, mas tão difíceis de tão diferentes.

Então, pergunto-me: Who the hell am I?

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Skull, Van Gogh

Nicas (A imagem não é lá muito optimista e tal, mas assim à pressa não encontrei nada que representa-se melhor a efemeridade e as dúvidas da vida…)

quarta-feira, junho 29, 2011

Mais Lamúrias

Em tempos nada remotos, acho que a 3 de Agosto de 2009, ano marcado pela Gripe A, e pela morte de Michael Jackson, que faz agora anos, e à qual os canais de música VH1 e MCM têm dado muito importância, eu escrevi um post à cerca do meu ascendente do signo – Aquário.

http://janaohanadadenovoaquidebaixodosol.blogspot.com/2009/08/malvada-maya.html

E só para mostrar como não aprendi nada a cerca de mim por ter lido aquilo, vou colar aqui uma coisa que devia ter escrita na testa:

Pode ter, por outro lado, uma certa dificuldade em lidar com a própria dimensão emocional. Dirigindo sua atenção tanto para o lado mental, muitas vezes você "desaprende" como lidar com o aspecto mais emotivo e carente de sua natureza. Há o risco de você se prender muito a um ideal de relacionamentos, de se ater à vida como se ela tivesse um manual - que precisa ser seguido à risca.

Pronto, e esta é a raiz dos problemas da minha vida: o meu ascendente do signo. Que treta. Era só ter nascido umas horinhas depois, e pronto. Quem é que nasce às 6 da tarde? Só mesmo gente que não sabe estar. Depois dramatizo tudo, e queixa-me, e não sei lidar com as coisas… Bem feita.

Nicas

terça-feira, junho 28, 2011

segunda-feira, junho 27, 2011

I broke it…

Reactivei o Facebook…

-.-‘

Nicas

sábado, junho 25, 2011

I’ll make a state, And I won’t break

Desactivei o Facebook. Foi bastante fácil.

Afinal de contas se as pessoas não podem comentar as minhas coisas, nem identificar-me e assim, não há razão nenhuma para “iniciar sessão”, ver se tenho notificações, e codrelhar (porque aquilo para mim não serve para outra coisa…).

Podia ficar aqui a falar mal do Facebook, mas eu acho que o conceito do site é bom. Eu vi o filme, e adorei. O problema é a forma coisas algumas pessoas o usam.

Há pessoas que se expõem de mais. Há pessoas que coleccionam amigos. Há pessoas que pensam que as outras pessoas vão gostar e pensar o que elas querem que pensem à cerca delas quando colocam fotos que deviam ser privadas.

Mas confesso que não é exactamente por causa de considerar que há pessoas que não sabem usar o site que eu não gosto do Facebook.

O Facebook deixa-me deprimida. Lembra-me que somos criaturas sociais, e que parte da nossa vida é dedicada àquilo que os outros pensam de nós, e ao nosso papel num determinado circulo de pessoas, seja a secundária, seja a faculdade…

Confesso que sou uma pessoa que ainda não se encontrou, e que ainda não sabe muito bem quem é em qualquer um desses círculos… Sim, tenho algumas crises de identidade, admito, e não lido bem com a opinião das outras pessoas (por isso é que este blog não dá para comentar).

Não é que não respeite a opinião dos meus amigos, ou que não queira sociabilizar com os meus amigos e conhecidos… São mesmo só palermices minhas.

Se bem que, não sei até que ponto é que um site devia ser a minha forma de saber novidades dos meus amigos.

Não seria antes mais saudável saber coisas que me interessam realmente através de uma amena cavaqueira com amigos a sério, do que as tontices que 200 e tal (ou mais) se lembram de publicar?

Concluindo: Enquanto não acabarem os exames não vou reactivar o Facebook. – I’ll make a state, and I won’t break it. Aquela cena distraí, eu não tenho tempo para codrelhice.

Nicas

sexta-feira, junho 24, 2011

Um dos piores meses da minha vida

Está a ser um dos piores meses da minha vida.

Parece um daqueles filmes de adolescente em que a personagem principal precisa mesmo de se concentrar num objectivo, mas há sempre outras coisas em que pensar, outros estranhos objectivos que ela não sabe se tem, e por isso pensa demasiados neles.

Mas este filme tem uma estranha banda sonora, que vai deste Bryan Adams a Muse, com uma pitada de Beyoncé e de Linkin Park. Não há letra que encaixe.

O momento alto da minha semana, é ir ao Starbucks e tirar fotos a nada de jeito, para fazer um album do apanhado deste mês simplesmente horrível, em que só fui um dia a casa (24horas), e passo os fins de semana a pseudo-estudar e a pensar na morte da bezerra.

Já para não falar que estou extremamente convencida que vou chumbar a Zootecnia, e ficar de férias só em Agosto.

(Enquanto escrevo isto, observo um velhote de pijama do prédio da frente a atirar comida pela janela, e a olhar cá para baixo como que há espera que alguma coisa aconteça.)

Depois admiram-se que uma pessoa ache que o que devia ser era estoíca.
Imagine-se viver este mês péssimo estoicamente: Coisa mais fácil. Mas como ninguém consegue ser estoíco, venho para aqui queixar-me, em vez de estar a rever a matéria para o exame de Bioquímica que vou fazer daqui a nada às 14h.


Nicas

sexta-feira, junho 10, 2011

Um condição patológica

Não me consigo concentrar, não interessa se tomo suplementos para a memória ou não.

A única coisa que me apetece fazer é deitar-me no sofá e não fazer nada. O que não costuma demorar muito tempo.

Normalmente, se fico muito tempo sem fazer nada, ponho-me a limpar, a ler… ou a ESTUDAR.

Mas hoje, não sou capaz… Ponho-me a ler uma frase, e no segundo a seguir já estou a olhar pela janela. Não funciona.

Eu só gostava de saber para onde raio foi a serotonina do meu cérebro.

Nicas (3 dias para o exame de Histologia…)

terça-feira, maio 31, 2011

Emotividade irritante injustificada

É 31 de Maio, e eu ainda não tinha vindo aqui escrever nada este mês. Como tal, venho aqui escrever que a Vida é bela.

E a vida não é bela por eu ter ganho o Euromilhões, nem por eu ter encontrado o amor da minha vida, porque como é obvio não me aconteceu nenhuma dessas coisas.

É bela, porque sei que tenho bons amigos, uma boa família, e não há nada que necessite muito e que não tenha. E isso são razões suficientes para se poder dizer que a vida é bela.

Não interessa se tenho 8 exames para fazer, não interessa quem ganha as eleições dia 5 de Junho, não interessa se vai chover amanhã ou quem ganha o campeonato para o ano, porque a vida é bela, e vai continuar a ser enquanto formos vivos.

Se por alguma razão a vida não for bela, agarra nela e, como diz a música, “muda de vida se tu não viveres satisfeito”.

E pronto, é com esta emotividade e felicidade toda injustificada que escrevo este único post do mês de Maio.

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Nicas ( Não. Não andei a experimentar coisas estranhas… Só acordei bem-disposta.)

terça-feira, abril 12, 2011

Recessão

Portugal vai ser em 2012 o único país da União Europeia que vai estar em recessão.

O que é que digo em relação a isto? Ora, digo que é provável.

2012 é ano do campeonato europeu de football, por isso, mesmo que a crise seja uma realidade, o que vai interessar vão ser os jogos. Pelo menos enquanto durar o campeonato.

Crise em 2012… Só depois do Europeu!

Nicas

segunda-feira, março 28, 2011

Medo…

Hoje fui marcar exame de código. Estou cheinha de medo de chumbar.

Toda a minha vida, a partir de uma certa altura da minha infância, foi vivida cheia de medo. Medo de tirar suficientes na escola (imaginem negativas…), medo que gozassem comigo na escola, medo que as pessoas não gostassem de mim, medo de dizer asneiras (não sei porquê, sentia que me ia cair um rocha sempre dissesse uma, agora não tenho medo, mas continuo a não fazer disso um hábito), bem, praticamente, medo de tudo… até da minha mãe, nos piores dias.

Acontece que quando cheguei para marcar exame, entrou o instrutor. Eu disse-lhe “boa tarde”, mas ele foi tão antipático, que parece que não achou boa ideia eu marcar já exame. E pronto, será que não me vou suicidar ao fazer já exame? A prima demorou um ano para fazer o código…

Enfim, logo se vê se passo ou não. Prometo que quando estiver a ter aulas de condução, digo aos meus amigos que vivem em Lisboa para não saírem à rua.

Nicas

segunda-feira, março 21, 2011

Malandro do Horóscopo

Virgem

Por Rick Levine

A powerful person who is close to you may act so far out of character now that you don't know how to interpret his or her odd behavior. You might react fearfully, but you also could laugh uncontrollably, as if you were a child hearing that school is canceled for the day because of bad weather. Keep in mind that others may act out your own rebellious streak. Instead of judging them for their outrageous behavior, do something crazy yourself.

Agora vou ficar o dia todo à espera que alguém faça alguma coisa estranha. Não se faz. Eu à espera que ele me dissesse que hoje estava num bom dia para fazer investimentos, mas propensa a stress momentâneo…

Nicas

sábado, março 19, 2011

Falar da mesma coisa

As aulas de Histologia podem ser dadas por dois professores: o Garcia ou o Pinho. Vão entrecalando. O Garcia é um mal disposto do caraças, mas eu gosto das aulas dele. Também gosto das aulas do Pinho, mas não sei porquê, demoram mais tempo a passar.

Seja um ou o outro a dar a aula teórica, a verdade é que eles estão sempre, sempre, sempre a matracar na mesma coisa. Ou é que as células califormes fazem parte do tecido epitelial, ou que no estômago todas as células são produtoras de muco, ou as camadas do tubo digestivo…

Talvez esta coisa “histológica” já se tenha infiltrado em mim, porque sinto que ando sempre a falar da mesma coisa ultimamente. Deve ser o karma da delegada (também estou a dizer que sou delegada…  Que chata.).

Ora do quê? Da Anatomia. Principalmente, das ovelhas mortas, e dos pormenores sádicos das dissecações. E parece que não tenho noção do quão doloroso pode ser construir na cabeça uma imagem daquilo tudo.

Por isso, venho aqui marcar a posição de que não vou voltar a falar de ovelhas mortas, como os professores de Histologia falam das camadas do tubo digestivo.

Nicas

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