Gostava de saber como que se deixa que um grupo de marginais se organize, e façam tantos estragam numa das maiores potencias mundiais como é a Grã-Bretanha…
Nicas
Gostava de saber como que se deixa que um grupo de marginais se organize, e façam tantos estragam numa das maiores potencias mundiais como é a Grã-Bretanha…
Nicas
O Mundo, a Europa, e até Portugal, encontram-se a atravessar uma grande conjuntura política, económica e whatever, que eu me tenho esforçado por ignorar.
Prefiro pensar que Portugal ganhou ao Luxemburgo por 5-0, o Benfica empatou com o Gil Vicente, e o Sporting com o Olhanense. Prefiro também preocupar-me com a minha triste vida, e com as complicações palermas da minha cabeça.
Às vezes, por mais optimistas que sejam as coisas que nos dizem, ou seja, que ninguém se lembra das coisas parvas que fizemos, que nós temos de nos levar menos a sério e assim, a verdade é que a intensidade com que a minha cabeça desocupada trabalhar torna isso um tudo nada difícil demais.
A dificuldade com que os meus pais enfrentam a crise, o complicado futuro que provavelmente vou ter de enfrentar quando acabar o meu curso, aliados à minha complicada cabeça de jovem que se sente vazia e incompleta derivado de coisas que não interessam a ninguém, tornam-se um fardo um bocadinho difícil de carregar…
Mas a vida não pára, e há que ter esperança em como as coisas vão melhorar.
Nicas
It's not easy to find an emotionally safe place to stand today, for you might feel as if your life is out of balance. You believe that you should remain silent and continue to do your job, yet you may be compulsively driven to even an old score. Avoid the temptation to act impulsively because you could do something that is totally out of character. Consider less radical alternatives to express your anger. You'll be able to keep your dignity intact with a more moderate response.
By, Rick Levine
Nicas
Amanhã volto para Lisboa, e enquanto cá estou vou tentando aproveitar o tempo para depois ter menos saudades. Mas não consigo. O tempo está péssimo, a minha mãe está sempre a mandar-me fazer coisas que englobam ficar uma tarde inteira à espera… enfim, não consigo.
O que eu faço nestes caso é ir para casa da minha avó, matar lá o tempo a jogar a Guitar Hero com o meu primo.
O miúdo é um reflexo daquilo que eu era quando tinha a idade dele. Passa o dia todo fechado em casa, e tal como eu, é muito carente de quem apareça e lhe dê brincadeira. Então ontem passei uma parte da tarde a ajudá-lo a fazer os trabalhos de férias, e diga-se de passagem, foi muito produtivo.
Hoje por exemplo, foi um daqueles dias em que fiquei a tarde toda à espera, e não apareceu ninguém… Sorte marreca.
Nicas (A minha gata está com espasmos, não sei se devo ficar preocupada…)
“Oh papá, qual é o sentido da vida?”
“Ah, essa é fácil. O sentido da vida é… toma nota: Nenhum. Não tem sentido".” – Gato Fedorento
Não é que não tem mesmo? Isto acontece muito simplesmente porque o ser humano é racional, se não fosse, o sentido da vida era a satisfação das necessidades biológicas básicas, e contribuir inconscientemente para o equilíbrio de um tal ecossistema em que sobrevivêssemos.
Mas a minha vida vida, a nossa vida, não é isso. É muito mais do que isso… E é um isso que não tem sentido nenhum.
Existem uma série de situações pelas quais temos de passar, uma série de coisas que temos de ter, um contexto em que temos de viver, pessoas que precisamos de conhecer e algumas delas, que não podemos mesmo mesmo perder.
Estão sempre a dizer: “Vive cada dia como se fosse o último.” Tenho sempre uma vontade enorme de mandar quem diz isso à fava. Porque a vida é monótona, e na maioria das vezes não podemos vivê-la de outra forma.
Agora, quando podemos, é que o devemos fazer… Mas não são assim tantas vezes quanto isso. Não sabemos o que nos espera amanhã, então vou tentar relativizar, tentar preocupar-me o que devo preocupar, tentar não deixar muito por fazer, nem ressentimentos, e pensar que pelo menos tudo o que podia ter feito fi-lo porque era o que o tinha de ser feito.
“As coisas mais importantes da vida, são aquelas para as quais nos precisamos de esforçar menos.”
Nicas (Estou a começar a irritar-me comigo por só escrever coisas destas…)
“Se te ralas, faz alguma coisa. Se te vais ralar para não fazer nada, mais vale não te ralares sequer.”
Nicas
Hoje estava muito sol, mas uma ventania desgraçada não me deixou ir à praia. Então, subi para o telhado da garagem, e pôs-me a pensar em coisas nas quais só pensamos quando não temos mais nada para fazer.
Este dia de férias não é o único dia de férias que vou desperdiçar. Vai haver muitos dias desperdiçados na minha vida. Na verdade, acho que não fazemos outra coisa do que desperdiçar tempo.
No fim das férias aposto quando pensar no que fiz, só vou ter em mente algumas coisas que fiz em momentos espalhado pelo meio do imenso tempo em que não fiz nada de jeito.
Então, agora sinto-me desapontada, porque estou sempre à espera que alguma coisa aconteça, e que venha roubar esta monotonia toda. Mas por outro lado, a seguir a essa alguma coisa acontecer, vou voltar a ter momentos, horas, e dias de nada, à espera que outra coisa aconteça.
Que tédio, Nossa Senhora…
Por outro lado, o tempo é mau porque enche tudo de nada. Quanto mais ele passa, mas temos medo que quando voltarmos a onde estivemos, ou estivermos com quem estivemos, as coisas já não vão ser iguais.
Então isso deve ser porque ele não é nada, é alguma coisa que apaga, reescreve e repara (ou não)…
Odeio pensar nestas coisas. Fico depremida.
Nicas
No outro dia, a minha mãe passou-se com o móvel da corredor, porque as portas não fechavam bem. Então sacou de uns molhos de folhas, e deixou-os na escadas do sótão como quem diz: “Isto, Vanessa, é para tu arrumares quando vieres de Lisboa.”.
Naquele molho de folhas encontrei um texto de um teste de Português, cheio de erros, mas que me trouxe memórias engraçadas. O tema do texto era: Assume a personalidade de um dos marinheiros da armada de Vasco da Gama.
(Versão com menos erros)
Em Alto Mar
Lá estávamos nós naquele barco enorme cheio de gente. Eu só faço o que me mandam, mas não falo com ninguém. Todas as pessoas me parecem estranhas, não gosto do aspecto delas, e começo a pensar que isto foi má ideia.
Ainda me arrependendo mais quando me lembro que desde que saímos de Portugal já morreu muita gente. É assustador. Mas isto não é nada comparado com o que aconteceu ontem. Está toda a gente apavorada ainda.
Quando estávamos a jantar, começou de repente a chover horrivelmente, e os navegadores mais antigos começaram a contar histórias de navios que tinham sido devorados por ondas gigantes e monstros e coisas assim. Eu não acreditei, excepto quando sentimos enormes solavancos, todas as coisas a saírem dos sítios, e toda a gente a cair violentamente. Foi quando ouvi um grito e toda a gente foi lá para fora, incluindo eu que já sentia as pernas a tremer. Ouvia toda a gente a gritar "Cuidado com a vela!; "Estibordo!", e com toda a confusão levei com um balde na cabeça, caí... E não me lembro de mais nada. Abri os olhos e pensei: "Morri!", e depois gritei: "Morri!". Então alguém disse: "Olha acordou, He He!".
É por estas e por outras que eu me arrependo de ter posto dos pés fora de terra.
Nicas (Tive um certo com dois traços em cima do texto… Foi dos erros, e os parágrafos faziam-me comichão.)
Se amanhã passar a Anatomia, vou ficar de férias. Mal posso acreditar que vou poder mandar o 1º ano à fava…
Mas ainda antes de o mandar à fava, queria fazer um apanhado do meu ano:
Para além de ter mudado de cidade, ter agora um apartamentozinho em Lisboa onde vivo com duas pessoas espetaculares, entrado num curso que adoro mas que me vai dar muito trabalho - o meu ano foi todo um olhar constante para o passado.
Foi um olhar sobre o secundário, um olhar sobre o básico (do qual pensei que não precisava de mais olhares), e um constante vazio no horizonte… Como aquele velho que diz: Antigamente é que era!… Não era nada. E por causa disso, sinto que deixei muita coisa por fazer destes primeiros tempos de faculdade.
Mas aprendi muita coisa. E a principal lição foi que quando se faz uma grande mudança, só se perde o que não é suposto ficar. Não importa que vás para Lisboa ou para a Conchichina. Esta mudança nunca é grande o suficiente para perderes tudo.
Pena que não tenhamos nascido ensinados, hã?
Também aprendi, que por mais obstinada que seja, há alturas para lutar, e alturas para desistir e seguir para outras batalhas.
Alturas para ser tenaz, e alturas para ir com a corrente.
Alturas para me armar em independente, e alturas para ir para casa com o rabinho entre as pernas…
Enfim, ao menos isto não é preciso estudar para aprender… Estou farta de estudar.
Nicas
Amanhã vou fazer exame prático de Anatomia, e já estou farta de pregar isto. O meu mural não diz isso, mas em tudo quando é comentário estou sempre a queixar-me… Preciso mesmo de deixar de me queixar.
Mas esta vontade de não estudar levo-me a dar uns passeios no YouTube, e aterrar neste vídeo, que já devo ter visto umas 7 vezes…
Pronto, podem gozar comigo à vontade... Estou mesmo a precisar de férias.
Nicas (É impressão minha, ou ela no vídeo parece que goza com ela própria?)
Extremismo, é a pior coisa que existe. Não podemos exigir que as pessoas pensem todas da mesma forma, nem podemos querer impingir um certo e um errado, porque apesar do imperativo categórico, existe sempre maneira de subjectivar, ou humanizar, as coisas.
É mau quando as pessoas são diferentes, mas também é mau quando vemos multidões de pessoas a irem todas atrás da mesma corrente. Certo?
Mas tanto uma coisa como a outra, são coisas que nos agarram à vida, e nos dão um sentido. Dá-nos um sentido seguir uma corrente, mostra-nos um caminho. Mas dá-nos um sentido ainda maior sermos diferentes. Ser diferente é difícil, porque temos de construir tudo sozinhos. As nossas bases, a nossa mural, os nossos valores… Pior, sentirmos-nos felizes sendo nós a reconhecê-lo.
É quando nos sentimos mais diferentes que nos perdemos. Olhamos para as outras pessoas e vemos como certas coisas lhes parecem tão obvias e fáceis… Desiludimos-nos connosco próprios. Nem sequer nos passa pela cabeça que há coisas nossas que as outras pessoas gostavam de ter. Coisas nossas que são tão fáceis, mas tão difíceis de tão diferentes.
Então, pergunto-me: Who the hell am I?
Skull, Van Gogh
Nicas (A imagem não é lá muito optimista e tal, mas assim à pressa não encontrei nada que representa-se melhor a efemeridade e as dúvidas da vida…)
Em tempos nada remotos, acho que a 3 de Agosto de 2009, ano marcado pela Gripe A, e pela morte de Michael Jackson, que faz agora anos, e à qual os canais de música VH1 e MCM têm dado muito importância, eu escrevi um post à cerca do meu ascendente do signo – Aquário.
http://janaohanadadenovoaquidebaixodosol.blogspot.com/2009/08/malvada-maya.html
E só para mostrar como não aprendi nada a cerca de mim por ter lido aquilo, vou colar aqui uma coisa que devia ter escrita na testa:
Pode ter, por outro lado, uma certa dificuldade em lidar com a própria dimensão emocional. Dirigindo sua atenção tanto para o lado mental, muitas vezes você "desaprende" como lidar com o aspecto mais emotivo e carente de sua natureza. Há o risco de você se prender muito a um ideal de relacionamentos, de se ater à vida como se ela tivesse um manual - que precisa ser seguido à risca.
Pronto, e esta é a raiz dos problemas da minha vida: o meu ascendente do signo. Que treta. Era só ter nascido umas horinhas depois, e pronto. Quem é que nasce às 6 da tarde? Só mesmo gente que não sabe estar. Depois dramatizo tudo, e queixa-me, e não sei lidar com as coisas… Bem feita.
Nicas
Reactivei o Facebook…
-.-‘
Nicas
Desactivei o Facebook. Foi bastante fácil.
Afinal de contas se as pessoas não podem comentar as minhas coisas, nem identificar-me e assim, não há razão nenhuma para “iniciar sessão”, ver se tenho notificações, e codrelhar (porque aquilo para mim não serve para outra coisa…).
Podia ficar aqui a falar mal do Facebook, mas eu acho que o conceito do site é bom. Eu vi o filme, e adorei. O problema é a forma coisas algumas pessoas o usam.
Há pessoas que se expõem de mais. Há pessoas que coleccionam amigos. Há pessoas que pensam que as outras pessoas vão gostar e pensar o que elas querem que pensem à cerca delas quando colocam fotos que deviam ser privadas.
Mas confesso que não é exactamente por causa de considerar que há pessoas que não sabem usar o site que eu não gosto do Facebook.
O Facebook deixa-me deprimida. Lembra-me que somos criaturas sociais, e que parte da nossa vida é dedicada àquilo que os outros pensam de nós, e ao nosso papel num determinado circulo de pessoas, seja a secundária, seja a faculdade…
Confesso que sou uma pessoa que ainda não se encontrou, e que ainda não sabe muito bem quem é em qualquer um desses círculos… Sim, tenho algumas crises de identidade, admito, e não lido bem com a opinião das outras pessoas (por isso é que este blog não dá para comentar).
Não é que não respeite a opinião dos meus amigos, ou que não queira sociabilizar com os meus amigos e conhecidos… São mesmo só palermices minhas.
Se bem que, não sei até que ponto é que um site devia ser a minha forma de saber novidades dos meus amigos.
Não seria antes mais saudável saber coisas que me interessam realmente através de uma amena cavaqueira com amigos a sério, do que as tontices que 200 e tal (ou mais) se lembram de publicar?
Concluindo: Enquanto não acabarem os exames não vou reactivar o Facebook. – I’ll make a state, and I won’t break it. Aquela cena distraí, eu não tenho tempo para codrelhice.
Nicas
Está a ser um dos piores meses da minha vida.
Parece um daqueles filmes de adolescente em que a personagem principal precisa mesmo de se concentrar num objectivo, mas há sempre outras coisas em que pensar, outros estranhos objectivos que ela não sabe se tem, e por isso pensa demasiados neles.
Mas este filme tem uma estranha banda sonora, que vai deste Bryan Adams a Muse, com uma pitada de Beyoncé e de Linkin Park. Não há letra que encaixe.
O momento alto da minha semana, é ir ao Starbucks e tirar fotos a nada de jeito, para fazer um album do apanhado deste mês simplesmente horrível, em que só fui um dia a casa (24horas), e passo os fins de semana a pseudo-estudar e a pensar na morte da bezerra.
Já para não falar que estou extremamente convencida que vou chumbar a Zootecnia, e ficar de férias só em Agosto.
(Enquanto escrevo isto, observo um velhote de pijama do prédio da frente a atirar comida pela janela, e a olhar cá para baixo como que há espera que alguma coisa aconteça.)
Depois admiram-se que uma pessoa ache que o que devia ser era estoíca.
Imagine-se viver este mês péssimo estoicamente: Coisa mais fácil. Mas como ninguém consegue ser estoíco, venho para aqui queixar-me, em vez de estar a rever a matéria para o exame de Bioquímica que vou fazer daqui a nada às 14h.
Não me consigo concentrar, não interessa se tomo suplementos para a memória ou não.
A única coisa que me apetece fazer é deitar-me no sofá e não fazer nada. O que não costuma demorar muito tempo.
Normalmente, se fico muito tempo sem fazer nada, ponho-me a limpar, a ler… ou a ESTUDAR.
Mas hoje, não sou capaz… Ponho-me a ler uma frase, e no segundo a seguir já estou a olhar pela janela. Não funciona.
Eu só gostava de saber para onde raio foi a serotonina do meu cérebro.
Nicas (3 dias para o exame de Histologia…)
É 31 de Maio, e eu ainda não tinha vindo aqui escrever nada este mês. Como tal, venho aqui escrever que a Vida é bela.
E a vida não é bela por eu ter ganho o Euromilhões, nem por eu ter encontrado o amor da minha vida, porque como é obvio não me aconteceu nenhuma dessas coisas.
É bela, porque sei que tenho bons amigos, uma boa família, e não há nada que necessite muito e que não tenha. E isso são razões suficientes para se poder dizer que a vida é bela.
Não interessa se tenho 8 exames para fazer, não interessa quem ganha as eleições dia 5 de Junho, não interessa se vai chover amanhã ou quem ganha o campeonato para o ano, porque a vida é bela, e vai continuar a ser enquanto formos vivos.
Se por alguma razão a vida não for bela, agarra nela e, como diz a música, “muda de vida se tu não viveres satisfeito”.
E pronto, é com esta emotividade e felicidade toda injustificada que escrevo este único post do mês de Maio.
Nicas ( Não. Não andei a experimentar coisas estranhas… Só acordei bem-disposta.)
Portugal vai ser em 2012 o único país da União Europeia que vai estar em recessão.
O que é que digo em relação a isto? Ora, digo que é provável.
2012 é ano do campeonato europeu de football, por isso, mesmo que a crise seja uma realidade, o que vai interessar vão ser os jogos. Pelo menos enquanto durar o campeonato.
Crise em 2012… Só depois do Europeu!
Nicas
Hoje fui marcar exame de código. Estou cheinha de medo de chumbar.
Toda a minha vida, a partir de uma certa altura da minha infância, foi vivida cheia de medo. Medo de tirar suficientes na escola (imaginem negativas…), medo que gozassem comigo na escola, medo que as pessoas não gostassem de mim, medo de dizer asneiras (não sei porquê, sentia que me ia cair um rocha sempre dissesse uma, agora não tenho medo, mas continuo a não fazer disso um hábito), bem, praticamente, medo de tudo… até da minha mãe, nos piores dias.
Acontece que quando cheguei para marcar exame, entrou o instrutor. Eu disse-lhe “boa tarde”, mas ele foi tão antipático, que parece que não achou boa ideia eu marcar já exame. E pronto, será que não me vou suicidar ao fazer já exame? A prima demorou um ano para fazer o código…
Enfim, logo se vê se passo ou não. Prometo que quando estiver a ter aulas de condução, digo aos meus amigos que vivem em Lisboa para não saírem à rua.
Nicas
Virgem
Por Rick Levine
A powerful person who is close to you may act so far out of character now that you don't know how to interpret his or her odd behavior. You might react fearfully, but you also could laugh uncontrollably, as if you were a child hearing that school is canceled for the day because of bad weather. Keep in mind that others may act out your own rebellious streak. Instead of judging them for their outrageous behavior, do something crazy yourself.
Agora vou ficar o dia todo à espera que alguém faça alguma coisa estranha. Não se faz. Eu à espera que ele me dissesse que hoje estava num bom dia para fazer investimentos, mas propensa a stress momentâneo…
Nicas
As aulas de Histologia podem ser dadas por dois professores: o Garcia ou o Pinho. Vão entrecalando. O Garcia é um mal disposto do caraças, mas eu gosto das aulas dele. Também gosto das aulas do Pinho, mas não sei porquê, demoram mais tempo a passar.
Seja um ou o outro a dar a aula teórica, a verdade é que eles estão sempre, sempre, sempre a matracar na mesma coisa. Ou é que as células califormes fazem parte do tecido epitelial, ou que no estômago todas as células são produtoras de muco, ou as camadas do tubo digestivo…
Talvez esta coisa “histológica” já se tenha infiltrado em mim, porque sinto que ando sempre a falar da mesma coisa ultimamente. Deve ser o karma da delegada (também estou a dizer que sou delegada… Que chata.).
Ora do quê? Da Anatomia. Principalmente, das ovelhas mortas, e dos pormenores sádicos das dissecações. E parece que não tenho noção do quão doloroso pode ser construir na cabeça uma imagem daquilo tudo.
Por isso, venho aqui marcar a posição de que não vou voltar a falar de ovelhas mortas, como os professores de Histologia falam das camadas do tubo digestivo.
Nicas
No outro post, não sabia expressar por palavras porque é que não gostava da Facebook. Mas este tipo sabe:
Nicas
“Depois do leite entornado, pões num copo e bebes? Não, deitas fora.”
by: Soraia Gregório
Nicas
Eu tenho um problema com restaurantes. Por exemplo, os restaurantes brasileiros têm sempre empregados com sotaque brasileiro, então eu pensei que os empregados não podiam ser mesmo brasileiros. Afinal de contas, quais eram as probabilidades de um restaurante conseguir contratar empregados suficientes todos brasileiros. Era preciso que existissem mesmo muitos emigrantes, e que alguns deles, em número suficiente, quisessem trabalhar num restaurante. Não fazia sentido na minha cabeça.
Mas algo trocou-me as voltas. Nos restaurantes japoneses e chineses, normalmente, só vemos asiáticos. O facto de ser asiático ou não, não é tão fácil de falsear com um simples sotaque.
Isto faz-me ficar bastante intrigada.
Nicas (E é destas coisas que a minha cabeça se enche.)
Numa tentativa forçada de não roer almofadas como de costume, desta vez vi o jogo sem tenta prestar muita atenção: Dá cá ao ganho!
Sem Cristiano Ronaldo na maior parte da 2ºparte, sem Helder Postiga, e sem Liedson: DÁ CÁ AO GANHO!
Nicas
Hoje vi a minha gata a correr atrás da cauda. Costumava apanhar o meu cão, mas não esperava isto da gata.
Nicas
Estou à procura de um hobbie.
Esta procura lembrou-me de quando estava a aprender sozinha a tocar no piano da minha irmã.
Ainda cheguei a aprender a tocar com duas claves ao mesmo tempo, ou seja, com as duas mãos, o Hino da Alegria. Mas quando tentei outras músicas, fiquei desanimada e desisti.
Então encontrei este vídeo, que podia ter sido inspirado em mim:
Nicas
Eu sou a favor da geração espontânea. Sim, eu sei que tinha boas notas a Biologia na Secundária…
Mas parece óbvio que nos dias que correm, uma coisa é o que aprendemos na escola, outra é o se sabe depois de fazermos os exames.
No outro dia, estava a comer cozido à portuguesa, e observei um osso. Fiquei 5 minutos a pensar naquilo, e a primeira coisa que me saiu da boca foi dizer: “Isto é a extremidade distal de um fémur”. Mas quando cheguei a casa, após 2 segundos a pensar em coisas sem jeito nenhum pensei: “Sua ignorante! Aquilo era um astrágalo! Não reparaste na tróclea?”. Eu tive 15 a Anatomia…
Por isso, uma coisa é que sabemos na escola, outra é o senso comum que fica. Para mim, aquele astrágalo era claramente um fémur. Mas isto não é um bom exemplo.
Onde eu quero chegar é que, já que não gosto de genética, e dada a política de “empinanço” do sistema de ensino português, que faz o pessoal decorar tudo para empinar nos exames e esquecer a seguir, a partir de agora, na minha vida prática, se me perguntarem como surgem os bebés seja de qual for a espécie, vou falar de geração espontânea. Ou seja, das couves, do lixo… qualquer coisa que não tenha nada a ver com DNA. DNA, só nas aulas de BMC e Genética e assim…
Mas isto não significa que tenha de ser ignorante. Ninguém diz o que o Aristóteles era ignorante:
O defensor mais famoso dessa hipótese na antiguidade foi Aristóteles há mais de dois mil anos, e em sua versão, supunha a existência de um "princípio ativo" dentro de certas porções da matéria inanimada. Esse princípio ativo organizador, que seria responsável, por exemplo, pelo desenvolvimento de um ovo no animal adulto, cada tipo de ovo tendo um princípio organizador diferente, de acordo com o tipo de ser vivo. Esse mesmo princípio organizador também tornaria possível que seres vivos completamente formados eventualmente surgissem a partir da "matéria bruta".
In Wikipédia
Nicas (Estava a ser irónica, para que conste…)
A minha irmã tem razão. Não somos os que fazemos. Se não, como diz a minha amiga Ana Marta, se fizesse um bolo, era automaticamente pasteleira.
No fundo, acho que estava só com saudades da faculdade. Não que a faculdade para mim não signifique trabalho, frustração, e em algumas alturas, uma perda de tempo, mas sim porque quando fui para Lisboa só pensava na faculdade. Exagerei a ideia.
Do que preciso é de um hobbie…
Já tenho algumas ideias, mas aceito sugestões.
Nicas
Passei a BMC. Pois é… O Prates publicou as notas hoje à tarde. Tive 15!
Uma coisinha engraçada para festejar o meu fim da primeira época de exames:
Viva a Ceia do Caloiro! Também há-de chegar a minha altura de fazer uns vídeos destes.
Isto é que é classe...
Nicas (“Vai veterinária vai...”, “Mostra aos meninos doutores como é que isto se faz.”)
Nicas (E a vida dela, nunca mais foi a mesma...)
Nicas (Tal e qual... Incluindo os auxiliares.)
Já falei aqui do professor Prates, que diz coisas engraçadas nas aulas…
Mas o que de facto não tem piada nenhuma, é ainda não terem saído as notas de BMC. Enquanto não souber o raio da nota, não sossego. Não vou repetir nenhuma cadeira daquelas que já sei a nota, por isso, preciso de saber se passei a esta, para ter a certeza que posso ficar duas semanitas em casa descansada.
Então enviei para a mailing list:
Eu tenho uma teoria. Eu acho eu eles distraíram-se com as proteínas, e perderam os exames xD
Agora estão a ver qual deles fica com as culpas...
Estou a brincar... Mas realmente, é sério.
Eu, por exemplo, não vou repetir nenhum exame, e preciso de ter a certeza da nota de BMC para saber se posso ficar em casa, ou se tenho de volta para Lisboa, se tiver chumbado. =/
Quem souber de alguma coisa, por favor comunique.
Fiquem bem ;)
Então fiquei desesperada, quando uma colega respondeu:
Goza goza... no meu ano perderam o meu exame! E fui a oral, sem ser avisada. Do nada, o Prates diz, então sente-se, e começa-me a fazer uma oral com as perguntas do exame... Por isso, já não era a 1 vez. LOL
E se eles perderam mesmo os exames? Ai a minha vida…
Nicas
Enquanto estava no Facebook (odeio aquilo) encontrei um video que retractava a vida na Escola Secundária. Foi então eu me lembrei que quando lá andava, e jogava Ping-Pong, a RTP2 tinha ido lá gravar umas coisas. Então fui à procura desse vídeo.
Aqui está ele:
Qual não foi o meu espanto quando percebo que apareço várias vezes! Mas a parte que eu gostei mais, foi a parte do fim, quando eles numa parte da música em que a cantora canta: “”In bad times”, apareço eu sentada de trombas… Não me lembro nada daquilo, mas ri-me bastante.
Tenho saudades daqueles bons velhos tempos…
Nicas
Azar ao jogo, sorte ao amor. Azar ao amor, sorte ao jogo. Mas então e quando não jogas nem para um lado nem para outro? Tens sorte ou azar? Talvez não tenhas nada… Ou talvez só te tenhas a ti, e ao karma.
Posso viver só com isso.
Nicas
Enquanto via o telejornal, à pouco, ao almoço, Sua Ex. Joe Berardo, apareceu para fazer um intervenção, em que dava a conhecer os seus valiosos conselhos em Economia. Por maior que fosse a minha vontade de prestar atenção às suas sábias palavras, não fui capaz. O homem fala de uma maneira que dificilmente se consegue adjectivar com outra palavra que não seja: esquisita. É uma fantástica mistura de portulês com madeirense… Fascinante.
É uma mera imitação… O original é melhor.
Nicas
"No dia-a-dia as pessoas precisam de mentir a si próprias, porque a vida é triste e frustrante e se não mentirmos a nós próprios, não conseguimos viver. Os videntes são pessoas que nos ajudam a mentir a nós próprios. Dizem que vais encontrar um homem alto moreno, que embora seja o que vês todos os dias, faz-nos sentir que estamos a viver qualquer coisa de fantástica... Mas os videntes continuam a ser uns grandes charlatões."
Woody Allen
Nicas
Vou marcar uma posição: “Eu odeio o Facebook”
Se não fosse pelo facto de andar desesperada por não saber nada de ninguém desde que entrei para a faculdade, e por aquele joguinho engraçado, o “Crazy Cow Quiz”, eu definitivamente não tinha conta no Facebook.
Odeio aquilo.
Justificação? Não consigo expressar por palavras.
Um exemplo: No outro dia, uma pessoa que me tinha convidado para amigo, perguntou-me quem eu era. Supostamente, para me enviar um convite, devia ter uma ideia. Não? Há pessoas que têm aquilo para ver se conseguem 1000 amigos. Que não são amigos, são só pessoas que aceitam os convites e pronto. Eu não costumo fazer isso, mas o rapazinho não me era estranho, acho que era lá da Secundária… Não interessa, fiquei ofendida!
No meu ver isto reflecte bem o carácter vazio do site que embora tenha dado um filme, e que até está nomeado para os Óscares, não quer dizer que seja bom.
Criou-se uma espécie de United States of Facebook pelo qual eu não sou lá grande patriota.
Seja como for, odeio aquilo…
Nicas
O meu pai adora ver O Preço Certo. A minha mãe está sempre a ameaçar que o vai inscrever, mas ele diz: "Inscreve, eu não vou…”. As pessoas vão para lá em grupos, por isso, nem dava.
A montra final é o parte mais gira. Com as senhoras cinquentonas aos gritos. É um belo cenário triste, mas familiar, e até divertido, dependendo da disposição com que se está a ver.
A minha mãe diz que as pessoas que gritam da bancada são pagas para fazer aquilo. Ou seja, profissionais na arte de desestabilizar. Ora imaginemos um cenário meramente hipotético, de um casting para desestabilizadores:
“Senhor da Redacção – Ora bom dia. Então a senhora diz que as suas amigas dizem que as pessoas dizem que você é, simplifiquemos, uma chata…
Clotilde – Sim. Sabe, eu dou gargalhadas estridente na missa quando padre diz: “Oremos”. Soa: “Orémos”. Eu riu-me com tudo, sabe…
Senhor da Redacção – O senhor diz aqui que consegue ser bastante inconveniente?…
Jerónimo – Em minha defesa, eu não sei o que isso quer dizer. Foi o meu filho que escreveu. Ele gosta de falar com palavras caras. Anda em Direito, eles lá falam assim, esquisito. Ele põe-se lá a falar, e eu só digo. “’Tá bem, ‘tá bem.”. Ele achou que eu dava bem para o trabalho, porque quando está toda a gente calada num ajuntamento de gente, eu costumo gritar lá do fundo: “Vigaristaaaa…”, para o presidente da junta. Pronto, é isso… Fico com o trabalho?
Senhor da Redacção – Bom dia… Então o senhor é um estorvo?
Guilhermino – Sou sim senhor, vou sempre ver o jogos de football para sítio onde estão a torcer pela equipa adversária, e faço sempre um estardalhaço quando a minha equipa marca. Não tenho respeito nenhum, sou uma vergonha. Mas imagina o quão difícil está a ser encontrar um sítio onde torçam pela Naval 1º Maio em Faro?”
Nicas (O meu grito pessoal: “Soy un perdedor. I’m loser baby! So why don’t you kill me?”)
Estou há um mês nisto, já nem tenho vida. Eu não gosto muito de me queixar, porque eu é que escolhi um curso numa faculdade em que a avaliação é quase totalmente final em exame. Isso quer dizer que não temos frequências. Mas eu acho que é muito mais frustrante que uma nota, uma única nota, signifique todo o desempenho numa cadeira. É frustrante, e contanto com teóricos e práticos todos juntos, o que fiz hoje foi o 8º, e ainda nem cheguei à fase de recurso. E este, este é o tal, que vou ter de repetir quase de certeza. Já estou tão cansada, que já só faço asneira em cima da asneira. Estou farta de estudar.
A minha mãe diz-me ao telefone: “Mas o que é tu queres que eu faça filha? Eu também estou cansada de muita coisa, mas tenho de me desenrascar.”.
Nem votei… Eu queria tanto votar…
Nem tenho escrito nada de jeito.
No outro dia, pôs-me a pensar em escrever um post sobre as estalactites da fachada das salas da Anatomia, mas alguma coisa me disse que não era boa ideia. No então, continuo a achar que aquilo é um achado geológico impressionante…
Onde eu quero chegar, é que esta vida de estudante, está a dar cabo de mim, e eu estou a precisar da férias, palavra essa para a qual já nem tenho definição.
Veterinária Cilindra! (os meus neurónios)
Nicas (Nota: Nunca subestimar Histologia)
Medicina Veterinária, Senhoras e Senhores: Não é nada fácil!
Este 1º semestre está a ser ossos e ossos mais ossos. Ah, ia me esquecendo: ossos.
7 exames teóricos, 2 exames práticos. Não temos frequência, mas depois é tudo muito mais lixado…
Mas pronto. Venho hoje expressar a minha felicidade porque hoje, ao que tudo indica, passei a Anatomia I. Anatomia II, aqui vou eu….
Nicas
Este é capaz de ter sido o meu final de ano mais triste. Não saí de casa as férias todas, tive de estudar na véspera de Natal, e véspera de Ano Novo, e por isso, estou cansada e triste. Nada tem piada, ninguém tem graça, e eu odeio a minha vida. E pronto…
Como eu nunca escrevo aqui nada de triste, até hoje, não é agora que vou escrever um post inteiro a falar da desgraçada que sou. Por isso vou postar qualquer coisa com piada:
Enfim, espero que tenha tido um excelente Natal, e que o 2011 seja um óptimo ano, ainda que o IVA seja 23%.
Nicas
Já só se vê anúncios de brinquedos. Quando eu era pequena adorava ficar a ver os brinquedos todos que a minha mãe se ia recusar a oferecer-me porque bem, no Futuro não me iam fazer falta. E não fazem… Mas eu gostava de ter tido uma Barbie verdadeira. Isso agora não interessa nada, porque encontrei a música perfeita para o Natal deste ano.
Nicas

Eu acredito Sr. Obama. O seu cãozinho é um cão de água português, certo?
Nicas (Um cão de água que mete água…)
Hoje vou contar um drama que pode ser o de qualquer pessoa.
A minha mãe disse-me especificamente “Não gastes dinheiro em roupa que entretanto vem o Natal.”. O que é que eu fui fazer? Fui às compras.
Eu tenho uma pancada por roupa com bonecos. Costumava comprar umas camisolas muito giras com gorro e com bonecos, que costumavam ficar 25€ e que é relativamente caro. Agora com o aumento do IVA ficam ou 27€ ou 29€. 4€ e 2€ dão para muita coisa, como por exemplo, para eu tomar o pequeno almoço na escola antes das aulas de Anatomia para não me sentir mal. Não é como quem diz: “Ah isso é muito dinheiro” porque “Ah e tal…”, tem mesmo implicações práticas. Aprendi isso à pouco tempo, mais ou menos quando aprendi que pedir fatura era qualquer coisa que não servia só para dar trabalho e perder tempo.
Ora o Karma bateu-me à porta, e as botas que não devia ter comprado quando a minha mãe me pediu para não gastar dinheiro, tinham defeito, e não davam para trocar porque apanharam a bela da chuva que inundou o parque de estacionamento do Pólo hoje.
Nicas (É a vida…)
O Estado está a fazer cortes nas despesas, e está a tentar ir às coisas inúteis, apesar de existir muita coisa inútil que eles não foram pegar. Mas isso é outra conversa que nem é preciso ter, por tão obvia e intrínseca que tem sido desde sempre.
Duas das coisas que eles decidiram cortar, foram duas coisas cuja a inutilidade foi confirmada na minha vida prática: As aulas de Estudo Acompanhado e de Área de Projecto.
Estudo Acompanhado o mais útil que foi, foi ter dado para substituir aulas. De resto, o máximo que nós fazíamos era jogar às palavras.
Área de Projecto até parece muito útil, mas deixa de parecer quando chegamos ao 12º ano e percebemos a perda de tempo que foi.
Agora aquela conversa de os professores ficarem sem trabalho, isso é uma treta, porque toda a gente ganha:
- Os miúdos vão para casa mais cedo, e em casa dão menos despesa ao país, e aos pais (em alimentação, por exemplo);
- Os miúdos andam menos cansados, e com mais tempo;
- Por lei, os professores que dão Estudo Acompanhado e Área de Projecto têm de ser professores que deem outra disciplina à turma em questão. Por isso, directamente, não manda ninguém para o desemprego;
- Os professores ou se queixam que não têm trabalho, ou queixam-se que têm trabalho a mais, por isso, não estou a ver o problema, já que os que estão empregados vão ficar com menos carga horária.
Mais uma vez, eu não percebo nada. Mas sei que o meu primo que está no 5º ano vai ficar muito contente com isto.
Nicas
Quando vejo os antigos cadernos da minha irmã mais velha, fico pasmada com a quantidade de fotos de actores e cantores que ela colava neles. No tempo dela era o Billy Ray Cyrus (pois é, é o pai da Hannah Montana), o Johnny Depp (esse é intemporal), aquele actor que eu não sei o nome e que entrava naqueles filmes do “Regresso ao Passado” e assim, o Leonardo Di Caprio, e outros.
A minha outra irmã também costumava colar posters nos guarda vestidos. Ela não pode negar que eu ainda hoje tenho lá marcas no verniz das portas.
Se todas as escritoras de blogs fazem posts acerca das celebridades de quem gostam mais, porque é que eu, que já levo 4 anos disto, nunca fiz nenhum? Pois faço agora.
Bolas, é muito giro o Hayden Christensen.
Nicas
… em que me apetece enterrar-me quando afinal o que devia fazer era ignorar e pensar que um dia não são dias; que uma parvoíce é isso mesmo, uma parvoíce; e que o ontem hoje pouco interessa; a vida pode ser como tu queres, se quiseres que ela seja o que é. You only live once.
Quero aprender a viver em Lisboa. Quero deixar de pensar no que era a minha vida à uns tempos. “Vida universitária é curta e preciosa”. Enfim, chega de dramas.
Nicas ( “Others they seem so very nice, nice, nice, nice, nice, nice...(oh-ho) Inside they might feel sad and wrong (oh no)” )
(Ao ritmo de: “Eu gosto é do Verão”…)
Eu gosto é de Med Vet
Dissecar e fazer palpação
Saltamos e rimos nas praxes
Rebolamos na bosta do chão
E ao fim do dia, emporcalhados
Gritamos mais em altura
Que as gralhas das chocas
E as bichas de Arquitectura.
Nicas (Peço desculpa, esta coisa de não gostar dos Arquitectos da FA é só nas praxes. Esta é uma das muitas canções simpáticas que tínhamos na folha que nos ofereceram…)
Nicas (Sádico… Mas está fixe: “Ahan Ahan Ahan Ahan Hmmm…”)
Não, este não é o blog de um teenager norte-americano, mas de facto não há melhor título para este post. Não é que eu tenha um jeito especialmente sofisticado para dar nome aos meus posts, mas isso é outra conversa, que mais uma vez, eu não vou ter.
Comprovo que na minha vida todos os stores que sejam de Biologia ou de Química têm uma pancada especial. Imaginem então o prof de Bioquímica, e calculem a mistura inerente à pancada…
“Você e o seu irmão são muito diferentes certo? Pois, exacto, não têm nada a ver… É a recombinação genética, é normal. Ou então não. O pai pode ser caixeiro viajante. Estão a rir-se de quê? Foi publicado um estudo nos Estados Unidos que demonstrava que 10% da população não era filho de quem pensava ser, graças a testes de DNA que pronto, que foram feitos. É verdade! Sabem que as mulheres são muito infiéis… Não se riam! É verdade! Foram feitos testes psicológicos nas mulheres, e sabe-se que as mulheres em determinadas fases do ciclo são atraídas por homens com aspecto mais primitivo. É verdade… Mas depois são atraídas exatamente pelo contrário, ou seja, homens com aspecto mais intelectual. Exactamente porque normalmente os mais intelectuais ganham melhor... Pronto, pronto, parem lá de rir…”
“Ora, vocês sabem quem é o Homem elástico… O homem elástico é um individuo que… Exacto, exacto, assim se vê que vocês são pessoas cultas. Ora o homem elástico é então um indivíduo que nasceu com uma mutação genética e decidiu usar aquilo para ganhar a vida. Pois, pois, ele não precisa cá de andar a tirar cursos. Estica a pele da barriga, põe lá as coisas e serve às mesas. Depois as pessoas pagam para ver isso. É verdade, é verdade, aquilo é o colagénio anormal. Para isto vale a pena ter mutações.”
“Pois, as bactéria não estão aqui a estudar Bioquímica”
Nicas
Neste Outono , aceite as profundas transformações que a vida lhe propõe. Sendo que a mudança é algo absolutamente natural, adopte esta atitude positiva para que tudo flua sem barreiras. Podem surgir algumas dificuldades trazidas por condicionalismos exteriores, por isso, reconstrua a sua vida de dentro para fora.
Odeio-te horóscopo, sempre tão certo e tão ambíguo.
Nicas
Portugal não tem dinheiro, tipo, nenhum.
Esta situação é tão antiga quanto a passagem do condado Portucalense para o D. Henrique. Ora porquê? O que é que acontece a uma pessoa quando não consegue pagar a outra: penhoram-lhe os bens. Foi isso que aconteceu ao Rei de Leão e Castela. Mas na altura as coisas não iam tanto a leilão… Sem dinheiro, o mínimo que D. Henrique podia fazer era valorizar o terreno, ou seja, transformar aquilo numa nação. Mas depois morreu sem ter conseguido desfazer-se daquilo e voltar para França. Para piorar as coisas, tinha de aturar a D. Tareja… Pobre D. Henrique.
Mas isto não interessa nada. O que interessa é que hoje ouvi na rádio que Portugal sempre soube que estava mal, no entanto, sempre foi uma espécie de Amy Winehouse: “They try to make go to the rehab and I say: No No No!”. Agora levou um pontapé no rabo da União Europeia, isto porque Portugal até pode cair em desgraça, só não pode é desvalorizar o Euro.
No entanto, eu só tenho 18 anos. O que é que eu percebo disto?
Nicas
Algumas imagens podem chocar leitores de blogs mais sensíveis.
Nicas (Quem está em Medicina Veterinária tem sempre uma pancada )
Não sou grande fã da sentimentalismos, principalmente porque eles pioram as coisas. Quanto mais racionais e práticos formos em relação às coisas, mais fácil se torna encararmos as pessoas e as situações.
Então porque raio custava assim tanto ao Fernando Pessoa pensar?
Sentir não será bem pior?
Se eu tenho assim tanto noção disso, porque é que me está a custar tanto fazer uma mudança que para tanta gente é tão normal e tão fácil?
Pois, não sei. Talvez porque não tenho nada em Lisboa que me faça gostar de lá estar. É isso mesmo, eu gosto de Lisboa, mas não gosto de lá estar porque me sinto sozinha lá. Nem quando estou em casa sozinha me sinto tão só como quando estou em Lisboa com montes de gente à volta. Vá-se lá perceber isto!
Se calhar uma semana não chega para tirar grandes conclusões, mas nunca me senti tão aliviada na vida, como quando no fim de semana cheguei e vi os meus pais.
Nicas
Ora bem, eu sou uma “RELES CALOIRA!” mas pronto, parecendo que não (parecendo mesmo) há coisas piores…
-Deito-me no chão e grito quando os doutores gritam: “BOMMMMBA!!!”
-Saltei para dentro de um repuxo enorme vestida, depois de ter levado com uma taça de comida de cão cheia de água em cima. Ainda dei a tigela ao meu padrinho para ele me molhar um bocadinho mais (bocadão mais) na tentativa de tirar a porcaria que tinha na cabeça (uma pasta nojenta).
-Fui enxovalhada dentro de um picadeiro.
-Rebolei em cima de ervas secas e presente de cão. Aleijei-me um bocado, mas consegui evitar os presentes.
- Falo mal dos meus vizinhos arquitectos (não sei bem porquê mas tem de ser).
- Grito como fosse pela vida: “PESTE, CARBUNCULO, MAL-RUBRO E ORTICÁRIA! NÃO HÁ MALTA MAIS PORREIRA QUE A MALTA DE VETERINÁRIA! VETERINÁRIA CILINDRA! VETERINÁRIA CILINDRA!”
E agora estou completamente desorientada, não sei bem que aulas tenho, mas ando a faltar a algumas. Sinto-me um bocado mal, mas o doutores dizem que não faz mal.
Estou cansada, estoirada, morta, pronta para a cova…. Mas valeu a pena.
Hoje ainda há mais.
Sou uma caloira desgraçada…
Nicas (Tenho saudades de casa)
O meu primo de 10 anos vai passar por uma grande mudança. Uma das maiores por que passei: Ir para o 5º ano. Ele é um Chico Espero maior do que eu, talvez porque é mais novo, e toda a gente lhe diz que ele vai ter de mudar muito para se adaptar à escola nova.
A minha família é assim, desencorajante. Quando não o estão a chatear a ele, estão a chatear-me a mim. É uma luta para conseguir aprovação. É como se a única certeza é que não nos vamos safar. Até a minha avó acha que eu não me vou safar.
Ela disse que uma vez falou com um senhor que tinha contratado uma veterinária que era uma machona, e por isso disse-me: “Tu não és capaz…”.
Quando vi esta imagem do Calvin and Hobbes percebi que se calhar é este o meu problema. Só estou a pensar nas coisas que vou deixar para trás, e estou a esquecer-me da maré de possibilidades que se vai começar a abrir a partir do 13 de Setembro. Tudo o que está aqui, está aqui, não se vai embora. Inevitavelmente vou ter de mudar de vida, vou ter de me habituar a novas realidades, vou ter de fazer novos amigos (sem nunca esquecer os que já tenho )… A família não vai embora. Fica cá a agoirar ou não, mas sempre com o dever cristão de me aturar.
Nicas
I'm miss autonomy, miss nowhere
I'm at the bottom of me
Miss androgyny, miss don't care
What I've done to me
I am misused, I don't wanna do
Be not your slave
Misguided, I mind it, I'm missin the train.
And I don't know where I've been
And I don't know what I'm into
And I don't know what I've done to me
And as I watch you disappear into the ground
My one mistake was that I never let you down
So I'll waste my time, and I'll burn my mind
On miss nothing, miss everything
I'm miss fortune miss so soon
I'm like a bottle of pain
Miss matter you had her
now she's goin' away
I'm misused, misconstrued
I don't need to be saved
Miss slighted, I mind it
I'm stuck in the rain
And I don't know where I am
And I don't know what I'm into
And I don't know what I've done to me
And as I watch you disappear into the ground
My one mistake was that I never let you down
So I'll waste my time, and I'll burn my mind
On miss nothing, miss everything
Miss stealing, Miss everything
And as I watch you disappear into my head
Well, there's a man who's telling me I might be dead
So I'll waste my time, and I'll burn my mind
So I'll waste my time, and I'll burn my mind
On Miss Nothing, Miss Everything!
Nicas
Normalmente as pessoas têm tendência a rotular-se umas às outras. Certamente achamos que isto está mal feito, porque essa é principal fonte do preconceito. Mas e se eu disser que rotular as pessoas é tão antigo quanto o conceito de família? Achariam que tenho razão? Tenho tenho. Ora pensem lá um bocadinho.
Toda a gente é o seu “quê” na família. O meu tio de que falei no outro post, por exemplo, é inevitavelmente o bêbado. Eu, segundo a perspectiva analítica do meu pai, sou a Chica Esperta. Na visão generalizada da minha mãe, eu sou o comboio rançoso. Ou seja, sou mais ou menos como o nosso país. Tal como o nosso país, mesmo que eu de repente me tornasse num TGV iria ser sempre o comboio rançoso, não só na memória de toda a gente, mas também em todos os pequenos e insignificantes atrasos da minha vida.
Assim como o nosso país está rotulado há 900 anos, também eu há quase 18 estou.
Agora pergunto, valerá a pena fazer alguma coisa para mudar isto?
Nicas
Admito que o título deste post não parece socialmente correcto. Juntar ao substantivo “bebé” um adjectivo como: “fofinho”, “risonho”, ou “choramingão” parece, do ponto de vista civilizacional, muito mais aceitável.
Mas pela minha vida prática, essa sim muito mais concreta que o quer que seja o “ponto de vista civilizacional”, posso comprovar que de facto os bebés raivosos existem, e não estão cá para brincadeiras.
Tudo aconteceu quando eu fui à praia e o meu primo levou uma bola enorme verde alface. Não tardou muito apareceu um bébé com uma camisolita vermelha a correr e a gritar: “É-a-boua, É-a-boua!”. Abraçou-se à bola e queria leva-la. Mas a bola era maior que ele. Depois o meu primo começou a tentar distraí-lo. Não é que o bebé deu-lhe uma grande chapada… A avó do bebé apareceu e disse: “Não, não, olha a avó, olha. Sabes como é que o menino se chama, sabes? Chama-se Miguel. Diz lá: Mi-guel…”. Ao que bebé respondeu: “Não! Tau-Tau”, e deu-lhe outra chapada. O meu primo desistiu. Depois de ter lá andando a tentar levar a bola sem grande sucesso, ele olhou para mim com uns olhos que eu nunca hei de esquecer, e deu-lhe uma chapada na perna enquanto dizia: “Tó-ma!”.
Nicas (Eles existem, e andam mais chateados do que nunca…)
No livro de Ricardo Araújo Pereira podem ler-se algumas referências ao facto dele ter um tio bêbado. Ele chega mesmo a dizer que toda a gente tem um tio bêbado. Eu não sei se toda a gente tem, mas eu tenho.
O meu tio Lucy é uma referência do ontem para os licenciados de História de hoje, pelo simples facto de que o meu tio ainda vive com a minha avó. Todavia enquanto os licenciados de História vivem com os pais até aos 30, o meu tio tem quase 50 e é pescador.
Enfim, este tempo que arranjei da minha vida não tem só o intuito de partilhar aqui um elemento biográfico insignificante da minha ainda mais insignificante vida. Tem também o proposito de deixar aqui a razão pela qual ele me faz rir tanto.
“Tio - Ora vou deixar aqui um melão que é divinal!”
“Tio – Eu estive a ver “no TVI” uma entrevista com uma médica daquelas que é mesmo médica. Doutora e…coiso. E sabem qual a maneira mais saudável de frita batatas?
Mãe – Com óleo.
Sr. Eduardo – Banha!
Avó – Banha!
Mais alguém – Margarinha!
Tio – (Depois de ter estado sempre a abanar a cabeça negativamente) Não… é banha! Só assim é que as batatas ficam divinais!”
Nicas (Divinal!)
Eu sou óptima a estorvar. E como sou muito consciente desse facto, estou sempre a perguntar se estorvo, e até isso estorva.
Candidatei-me a Medicina Veterinária porque os animais são seres para quem não interessa muito se lá estou ou não. Mais ou menos como a minha família. Mas ao contrário dos animais, eles racionalização isso (e de que maneira).
Dado este talento que tenho, fico sempre com um brilho especial nos olhos quando vejo o trabalho das classes profissionais em que saber estorvar é um pré-requisito.
Os jornalistas, por exemplo, que estorvam toda a gente, mas principalmente os bombeiros, o inem, a polícia, e até as criancinhas pobres de África. Os ministros também têm uma apetência natural, como o Ministro da Administração Interna que foi estorvar os bombeiros para o Gerês, e que está sempre no local errado à hora certa, porque vai sempre para aquela zona muito específica das matas onde não arde. Os desempregados também, se bem que não são bem uma classe profissional, e não são todos, são só aqueles que pedem aos apresentadores de televisão para mandar beijinhos nos programas que dão em horário de expediente. As pessoas que distribuem panfletos na rua, e nos fazem ficar a segurar em papéis sem utilidade nenhuma, o que contribui para o abate de árvores, e para enchermos de mala de lixo. E mais gente que eu agora não me lembro.
Entretanto houve um choque em cadeira. Foi horrível. Toda a gente ficou sensibilizada.
Hoje uma jornalista da TVI, foi para a zona do acidente verificar que só estava uma faixa disponível porque, obviamente, andavam a limpar as estradas. É de se lhe tirar o chapéu. Foi estorvar não só quem estava a limpar a estrada, mas também os condutores que eram obrigados a lá passar quando ainda por cima só havia uma faixa. Tudo para entreter pessoas como eu, que estavam a ver.
Nicas
Quando era pequena perguntei ao meu pai como se formavam as praias, e ele deu-me a melhor explicação de todas. Disse-me que Deus nosso senhor tinha juntado um copo de água e um copo de areia. E pronto. Era por isso é que existiam as praias. Mas depois na escola percebi que as praias são, basicamente, sítios em que há a deposição dos sedimentos trazidos pelo mar.
A minha avó também dizia que a trovoada era Deus nosso senhor zangado. E sinceramente, faz muito mais sentido do que a verdadeira explicação para o evento. A minha mãe chateada é um evento muito parecido. A única diferença é que para a trovoada podemos rezar a Santa Bárbara. Mas quando a minha mãe se chateia, não há padroeiro que rogue por mim.
Provavelmente, eu seria muito mais feliz se a explicação para tudo fosse sempre a mesma. Nosso Senhor, magia… Era bem melhor se não precisássemos de perder tanto tempo da nossa vida a tentar encontrar explicação para as coisas. De facto, era muito mais fácil de perceber por que é que a minha mãe se chateia…
Nicas
Embora, naturalmente, não perceba nada do assunto, penso que a escolha do nome a dar a uma criança é um processo complicado de pesquisa.
Pessoalmente, se me encontrasse nessa situação, iria pesquisar nomes às listas de jogadores dos vários clubes de football portugueses, e quicá, internacionais.
É todo um leque de escolhas variado e extremamente rico, em que podemos encontrar nomes como Moudou e Pape da Académica, Bura do Paços de Ferreira, Yazalde e Ney do Sporting de Braga, e Giuliano da Naval 1º de Maio.
Alguns destes nomes podem ser alcunhas, outros são nomes meio estrangeiros, mas a simples existência dos mesmos, e o facto de estarem relacionados com o football, faz com que entrem em determinadas conversas como: “Quem é aquele ali do Sporting de Braga?” “Ah, esse é o Ney” “E aquele?” “Yazalde” “Santinho!” “Hã… Não. É o nome dele” “Ah, desculpa. Yazalde é fixe… Henriqueta, querida, já sei que nome vamos dar ao bebé!”. E assim se escolhe um bonito nome para uma criança.
Outra conversa bastante diferente é o complicado raciocínio da cabeça dos pais que inventaram o nome, e que não me apetece aprofundar.
O meu objectivo não é depreciar estes nomes. Eu própria teria preferido que em vez de Vanessa, os meus pais me tivessem chamado Bura. Bura Henriqueta talvez.
Nicas
Partindo da mesma lógica de há bocado, isto pode ser o que a minha mãe visualiza quando diz: “Pois é, já és uma mulherzinha, está na hora de saltares do ninho!”
Nicas (Onde é que fui buscar tantos hipopótamos? –> www.flickr.com)
Vou para a Faculdade, e como tal tenho pensado em coisas. Das quais: “Será que quando tiver 18 anos já vou ser muito velha para escrever parvoíces aqui?!”. Dúvidas muito profundas…
Também me pergunto onde vou ficar a viver nos próximos 6 anos. De facto, provavelmente, agora deveria estar a preocupar-me a mudança, a distância a que vou estar dos meus pais, dos meus amigos, enfim, essas coisas. Mas (sem ser a parte dos amigos) até não estou.
Eu sou a filha mais nova de 3. As minhas duas irmãs mais velhas são seres que, ao contrário de mim, vivem em equilíbrio emocional, e nunca precisaram de um blogue como este. Considero-as pessoas realizadas, e cheias de qualidades. Mas a que mais invejo é o facto de sempre terem tido jeito para dar graxa. Eu não. Sou demasiado argumentativa, e o meu pai tem um nome especial para mim: Chica Esperta.
O meu pai é uma pessoa muito carinhosa, tão carinhosa que me diz coisas assim:
-> “Vais estudar para Lisboa, e vais ter de aprender a desenrascar-te sozinha! Quando andava na tropa tive de aprender tudo sozinho, e não tinha estudos nenhuns!”
-> “Eu – Acho que são 5 anos…
Pai – Quê?! 5 anos? Mais 5 anos a trabalhar para ti! Vai trabalhar!”
-> “Mas também, estares aqui ou não estares é a mesma coisa!”
Mas eu percebo. A primeira custa, a segunda já não custa tanto, e a terceira… “É pá, vai-te embora!”
Nicas (Pois é Pai, mas eu vou ter saudades tuas…)
O hipopótamo sou eu, os patos são a minha família. Não tenho fotos de família como deve ser. Mas esta passa a imagem na perfeição…
Tudo terá começado com uma hipotética conversa como esta:
Infante D. Henrique – Olhai! Vede o mapa do nosso país! Para onde hei de fugir se me der uma daquelas eventuais vontades da realeza de desaparecer, e mandar a minha pátria à fava?! Para o Oceano, onde vivem criaturas marinhas terríveis sedentas do meu real sangue azul, ou para Espanha!?
Servo qualquer – A resposta é clara e obvia meu senhor, a não ser que o senhor queira tirar Medicina, deveria ir para o Oceano.
Infante D. Henrique – Porquê, não gostais de espanhóis?
Servo qualquer – Não, senhor.
Infante D. Henrique – No Futuro irá haver um nome horrível para pessoas como o servo que não gostam de espanhóis.
Servo qualquer – Acha senhor? Um nome horrível? Como… Como, Manuela Ferreira Leite, senhor?
Infante D. Henrique – Não! Talvez… Xeno… Alberto! Isso, Alberto, é mau que chegue. Enfim, se vou fugir para o Oceano preciso de barcos, não é servo?
Servo qualquer – O meu senhor está a tornar-se cada vez mais perspicaz!
Infante D. Henrique – Pois estou! Bem, os barcos são feitos de madeira. Ordeno que se destrua tudo quanto é árvore, para eu e a minha família termos barcos para passear!
Servo qualquer – Tem a certeza? Mandai antes um grupo de badamecos testar.
Infante D. Henrique – Boa ideia, e já sei onde os vou mandar primeiro! Vou mandá-los a Ceuta!
E assim começou a corrida frenética aos sobreiros, aos carvalhos, e tudo quanto é árvore portuguesa. Grande parte da vegetação portuguesa foi arrasada nessa altura. Não! Não foi só o pinhal de Leiria plantado pelo D. Dinis…
Depois alguém lembrou-se que tínhamos falta de árvores, e começou-se a plantar por todo o país pinheiros e eucaliptos que são como as galinhas de aviário, crescem muito depressa. Mas enquanto as nossas árvores do Mediterrâneo estão preparadas para climas quentes, e algumas têm cortiça que as protege dos incêndios, os pinheiros têm resina, que é inflamável. Resultado, agora nós temos belas matas, em forma de barris de pólvora…
Nicas (Infante D. Henrique – Servo, olhai, vede nas notícias - “Praias espanholas foram atacadas por caravelas portuguesas…”
Servo qualquer - Não! Não são caravelas senhor, são alforrecas.)
Eu não percebo…
… mas o bicho lá deve ter as razões dele.
Nicas