Na minha secundária, um moço 1 ano mais novo que eu teve exactamente (disseram-me) 200 pontos certinhos no exame de Matemática deste ano. Quem lê pensa: Tchi, “ganda cromo”. Se calhar, talvez, mas a verdade é que sempre que vou (ou ia, porque fechou) a um bar no Baleal, ele estava lá sempre batido a abanar o capacete.
A isto eu chamo ter as dimensões da vida equilibradas. Eu por exemplo não tenho, faço um esforço, mas não consigo. No meu ponto de vista, é muito difícil conseguir ter tudo equilibradinho, assim como também não se consegue ser bom um tudo. É o mesmo raciocínio.
A minha faculdade é muito levezinha no que toca a praxes, mas tem umas festinhas fixes. O ano passado não fui a nenhuma. Esta ano queria ver se ia a todas, mas ainda só fui a uma, e já acho que não aguento outra.
Eu não gosto de álcool. Na realidade, eu acho que as pessoas não gostam de álcool, gostam do efeito do álcool. Aquele efeito que ,segundo o “Two and Half Man”, nos faz sentir altos, inteligente e bonitos. O chato da teoria é que apanhar uma bebedeira só fica bem às pessoas que já são altas, inteligente e bonitas… É uma das ironias da vida. Quase como aquela de os bancos só emprestarem dinheiro a quem já tem dinheiro.
Eu até gosto de efeito, mas não me fica nada bem. Ainda por cima como não gosto de álcool, bebo tudo de pénalti. Eu sei… Sou uma vergonha… E depois no dia a seguir, além de uma eventual dor de cabeça, vem um certíssimo peso de consciência. Se houve alguém a aturar-me, então fico para morrer.
Mas ontem não foi o caso. Bebi por desafio e só fiquei só animadinha para chatear caloiros, e conhecer pessoas. Foi giro.
“We live we learn” não é?
Nicas (Nerd forever.)